Killifish Twostripe lyretail (Aphyosemion bivittatum) | Ficha técnica

Espécime macho em aquário — Foto de Anthony Terceira (c)

Nome Científico: Aphyosemion bivittatum (Lönnberg, 1895)

Ordem: Cyprinodontiformes — Família: Nothobranchiidae

Nome popular: Twostripe lyretail, Two-banded killi

Distribuição: África, sudeste da Nigéria e sudoeste de Camarões

EtimologiaAphyosemion do grego aphye (que significa “sardinha” ou “anchova”) combinado com semeion (que significa “marca” ou “sinal”). Juntos, aludem ao padrão de cor característico dos peixes deste gênero.

Bivittatum do latim bi– (dois) + vittatum (listrado ou com faixas), referindo-se às duas listras horizontais escuras que percorrem o corpo do peixe.

Status de Conservação (IUCN Red List): Vulnerável (2026)


Descrição

Considerado um killifish não-anual, conhecido popularmente como “killi de duas faixas” ou “lyretail” (cauda em lira), destaca-se por seu corpo alongado, nadadeiras vibrantes e duas listras escuras horizontais distintas.

  • Tamanho Adulto: 5 cm
  • Expectativa de Vida: 2 a 3 anos em cativeiro

Distribuição e Habitat

Endêmico da África Ocidental e Central, sudeste da Nigéria e sudoeste de Camarões

Países: Vide acima.

Habitat: Riachos e rios de pequeno porte, preferem ambientes de águas rasas com pouca correnteza, densa vegetação e substratos formados por matéria orgânica e rico em cálcio.

  • pH: 6.0 a 6.5
  • Dureza: 1 a 5
  • Temperatura: 22°C a 26°C
Casal em aquário com macho a esquerda — Foto de Peter Maguire https://www.flickr.com/photos/50331452@N07/

Criação em Aquário

Aquário de pelo menos 40 litros com comprimento mínimo de 40 cm e 30 cm de largura desejável.

Requer preferencialmente um aquário densamente plantado, com vegetação flutuante e troncos que simulem o seu habitat natural de riachos em florestas tropicais. Use plantas como Musgo de Java, Anubias, Microsorum (Samambaia de Java) e flutuantes (Salvinia ou Pistia).

Substrato arenoso e escuro para realçar as cores do peixe e deixá-lo seguro, além de muitos esconderijos formados por troncos, pedras e folhas secas (como amendoeira) que ajudam a reduzir a agressividade do macho. Não aprecia iluminação muito densa.

Eles são saltadores excepcionais e qualquer fresta pode ser fatal, mantenha o aquário bem tampado.

Comportamento e Compatibilidade: Não são recomendados para aquários comunitários convencionais devido ao seu tamanho e comportamento.

Espécie territorial, mas pacífica, que habita as camadas superiores e médias da água. Deve ser mantida em casais ou pequenos grupos em aquários específicos.

  • Área de Natação: Meio / Superfície
  • Quantidade mínima: Casal ou Grupo
  • Nível de dificuldade: Difícil

Alimentação

A alimentação desta espécie de Killifish deve ser baseada prioritariamente em alimentos carnívoros e de tamanho pequeno, imitando sua dieta de insetos e larvas da natureza.

Rações granuladas de alta qualidade para peixes carnívoros pequenos ou específicas para micro-peixes podem ser aceitas gradativamente com alguma persistência.


Reprodução

Ovíparo. Os machos passam a exibir as nadadeiras para as fêmeas e a disputar território se houver outros machos no aquário.

É um killi do tipo não-anual, o que significa que seus ovos se desenvolvem diretamente na água sem a necessidade de um período de seca.

Os ovos eclodem em um período de 10 a 14 dias em temperatura de 23°C.

  • Maturidade Sexual: Próximo de 4 a 6 meses
  • Cuidado Parental: Não ocorre

Dimorfismo Sexual: Machos são maiores e mais coloridos, exibindo coloração brilhante com tons de azul, verde, vermelho e laranja, além de possuírem nadadeiras mais longas e pontiagudas. A nadadeira caudal tem o formato de “lira” (as pontas de cima e de baixo são alongadas).

Fêmeas possuem coloração menos chamativa com cores bege, marrom-clara ou acinzentada, quase sem brilho metálico. O corpo é mais roliço, principalmente quando estão cheia de ovos. As nadadeiras são mais curtas, arredondadas e sem cores vibrantes.

Espécime macho em aquário — Foto obtida em https://www.swelluk.com/

Referências

Huber, J.H., 1996. Killi-Data 1996. Updated checklist of taxonomic names, collecting localities and bibliographic references of oviparous Cyprinodont fishes (Atherinomorpha, Pisces). Société Française d’Ichtyologie, Muséum National d’Histoire Naturelle, Paris, France

Wildekamp, R.H., R. Romand and J.J. Scheel, 1986. Cyprinodontidae. p. 165-276. In J. Daget, J.-P. Gosse and D.F.E. Thys van den Audenaerde (eds.) Check-list of the freshwater fishes of Africa (CLOFFA). ISNB, Brussels, MRAC; Tervuren; and ORSTOM, Paris. Vol. 2.

Publicado em Maio/2026

EdsonRechi

Aquarista desde criança quando tentava manter peixes sem sucesso. Após um longo período sem aquários, voltei para o aquarismo em 2004 por influência de minha esposa. Desde então, já mantive diversos tipos de aquários e peixes. Articulista, além de organizar e palestrar em eventos ligados ao hobby nos últimos anos. Atualmente se dedica ao site o qual pretende tornar a maior referência de peixes ornamentais em língua portuguesa.

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