Peixe Charutinho (Pyrrhulina obermulleri) | Ficha técnica

Espécime adulto em aquário — Foto de Mikael Håkansson (c)

Nome Científico: Pyrrhulina obermulleri (Myers , 1926)

Ordem: Characiformes — Família: Lebiasinidae

Nome Popular: Charutinho — Inglês: Pirrulina, Red Spotted Splashing Characin

Distribuição: América do Sul, bacia superior do Rio Amazonas

Etimologia: Pyrrhulina, do grego pyrrhos, que significa “vermelho” ou “cor de fogo” + sufixo –ina que indica uma forma diminutiva. Significa, literalmente, “pequeno peixe cor de fogo”.

Obermulleri, homenageia o Sr. Obermüller, indivíduo ligado à coleta do peixe holótipo.

Status de Conservação (IUCN Red List): Dados insuficientes (2026)


Descrição

O Charutinho é membro da família Lebiasinidae que inclui os populares Peixes Lápis e Copeinas.

Possui corpo alongado, com uma faixa escura horizontal proeminente e manchas avermelhadas espalhadas pelas nadadeiras e pelo corpo.

P. obermülleri é um parente próximo de P. brevis, com coloração vermelho destacado nas nadadeiras e uma faixa horizontal escura ao longo de seu corpo.

  • Tamanho Adulto: 6 cm
  • Expectativa de Vida: 3 anos

Distribuição e Habitat

América do Sul, bacia superior do Rio Amazonas.

Países: Brasil, Colômbia, Equador e Peru. No Brasil ocorre no estado do Acre.

Habitat: Frequentemente encontrado em riachos rasos com pouca correnteza, sob sombreamento de densa vegetação ou raízes submersas. É comum tanto em sistemas de águas claras quanto em ambientes de “água negra” ricos em ácidos húmicos.

  • pH: 5.8 a 7.2
  • Dureza: 1 a 4
  • Temperatura: 22°C a 28°C

Criação em Aquário

Aquário de pelo menos 60 litros com dimensões mínimas de 60 cm de comprimento e 30 cm de largura desejável.

O ideal é que o aquário seja bem plantado, deixando o centro livre para proporcionar espaço para nadar. Suas cores ficam mais vistosas em substratos escuros.

É uma espécie que passa a maior parte de seu tempo na superfície do aquário, devendo ser mantido tampado uma vez que tende pular.

Comportamento e Compatibilidade: Como a maioria de seus parentes próximos, esta espécie se desenvolve livremente em cardumes, se adaptando melhor em grupos de 5 ou mais espécimes, se dando bem com a maioria dos companheiros de aquário pacíficos e de tamanho semelhante.

Machos eventualmente podem ser agressivos entre si disputando território e fêmeas. Razão pela qual quanto maior o grupo melhor. Desta forma qualquer agressão será espalhada entre todos os indivíduos e não somente sobre os mais fracos.

  • Área de Natação: Meio / Superfície
  • Quantidade mínima: Grupo
  • Nível de dificuldade: Fácil
Espécime adulto em aquáruio — Foto cedida gentilmente por https://www.zierfischtreff.de/

Alimentação

Onívoro. Em seu ambiente natural sua dieta consiste basicamente de insetos que ficam próximo a superfície da água. Em aquário aceitará alimentos secos e vivos sem dificuldades.

Trata-se de um micro predador, por esta razão é importante fornecer alimentos vivos regularmente.


Reprodução

Ovíparo. Durante a época reprodutiva, os machos intensificam suas cores e exibem comportamentos de exibição para atrair as fêmeas.

A fêmea deposita uma massa compacta de ovos aderentes diretamente na superfície de folhas largas submersas, rochas lisas, ou no vidro do aquário próximo à superfície.

Ao contrário da maioria dos caracídeos que espalham os ovos, o gênero Pyrrhulina apresenta um comportamento complexo e protetor, muito semelhante ao dos ciclídeos com o macho protegendo os ovos até que eclodam.

O período de incubação dura entre 36 e 72 horas. Uma vez que os alevinos nascem e começam a nadar livremente, o instinto paternal cessa.

  • Maturidade Sexual: Próximo de 2 cm
  • Cuidado Parental: Ocorre

Dimorfismo Sexual: Macho possui o corpo com uma forma mais retilínea, esguia e desenvolvem cores muito mais chamativas (especialmente os tons vermelhos e pretos). Além disso, suas nadadeiras pélvicas e anal tornam-se mais pontiagudas ou quadradas

Fêmeas ficam com a região ventral notavelmente roliça e arredondada, devido ao desenvolvimento e acúmulo de ovócitos em seus ovários. Suas nadadeiras pélvicas também têm um formato mais oval.


Referências

  • Weitzman, M. and S.H. Weitzman, 2003. Lebiasinidae (Pencil fishes). p. 241-251. In R.E. Reis, S.O. Kullander and C.J. Ferraris, Jr. (eds.) Checklist of the Freshwater Fishes of South and Central America. Porto Alegre: EDIPUCRS, Brasil.
  • Eschmeyer, W.N. (ed.), 2003. Catalog of fishes. Updated database version of March 2003. Database dump. Catalog databases as made available to FishBase in March 2003.
  • Claro-García, A., L.J. Soares Vieira, L.R. Jarduli, V.P. Abrahão and O.A. Shibatta, 2013. Fishes (Osteichthyes: Actinopterygii) from igarapés of the rio Acre basin, Brazilian Amazon. Check List

Publicado em Maio/2026

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EdsonRechi

Aquarista desde criança quando tentava manter peixes sem sucesso. Após um longo período sem aquários, voltei para o aquarismo em 2004 por influência de minha esposa. Desde então, já mantive diversos tipos de aquários e peixes. Articulista, além de organizar e palestrar em eventos ligados ao hobby nos últimos anos. Atualmente se dedica ao site o qual pretende tornar a maior referência de peixes ornamentais em língua portuguesa.

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