Robalo Flecha, Camurim (Centropomus undecimalis)

Espécime adulto em seu aquário — Foto: (c) Kevin Bryant (CC BY-NC-SA)

Nome Científico: Centropomus undecimalis (Bloch, 1792)

Ordem: Carangaria — Família: Centropomidae

Nome popular: Robalo Flecha, Robalão, Camurim— Inglês: Common snook

Distribuição: Praticamente toda costa atlântica americana, desde a América do Norte até América do Sul

EtimologiaCentropomus deriva do grego kentron (que significa “aguilhão”, “pico” ou “espinho”) e poma, -atos (que significa “tampa” ou “opérculo”). Isso faz referência aos espinhos proeminentes e à estrutura do opérculo característica desta família.

Undecimalis vem do latim undecim (que significa “onze”). Refere-se especificamente ao número de raios ou à contagem de espinhos na nadadeira dorsal.

Status de Conservação (IUCN Red List): Pouco Preocupante (2026)


Descrição

O Robalo comum, também conhecido como Robalo Branco, Robalo-bicudo, Robalo-flexa, Camurim, Camurim-preto, Camuripema ou Camorim, é um peixe de bastante apreciado na pesca esportiva e valorizado para consumo.

Possui corpo alongado e prateado, com evidente linha lateral negra, nadadeiras dorsais, parte anterior da anal e lobo inferior da caudal enegrecidos. É uma das espécies mais comum dentro do gênero e considerado como “o rei do mangue”.

“Robalo” é oriundo de “lobarro”, aumentativo de “lobo”. “Camuri” e “camurim” são oriundos do tupi kamu’ri. “Camurim-açu” é oriundo do termo tupi para “camuri grande”.

  • Tamanho Adulto: entre 50 cm a 60 cm
  • Expectativa de Vida: 10 anos +

Distribuição e Habitat

Atlântico Ocidental: sul da Flórida (EUA), costa sudeste do Golfo do México, a maior parte das Antilhas e costa caribenha da América Central e do Sul, estendendo-se para sul até o Rio de Janeiro, Brasil.

Países: Praticamente todos países da consta atlântica ocidental, incluindo o Brasil.

Habitat: Os adultos habitam águas costeiras, estuários e lagoas, penetrando em água doce; geralmente em profundidades inferiores a 20 m. Podem frequentar ambiente marinho.

  • pH: 7.0 a 8.0
  • Dureza: –
  • Temperatura: 24°C a 31°C
Macho adulto em seu ambiente natural — Foto de Eric C. Maxwell (CC BY-NC-ND)

Criação em Aquário

Não é uma espécie usual para ser criado em aquário, exceto aquários de exposição ou públicos.

Caso decida manter em aquário, a simulação de mangue com bastante vegetação e fundo arenoso simula seu ambiente natural. Requer aquário com boas dimensões dado seu tamanho adulto e rapidez na natação, além de água bem oxigenada e qualidade ímpar.

Adaptam-se a diferentes salinidades (marinha, salobra, doce).

Comportamento e Compatibilidade: Predadores ativos, geralmente mantidos sozinhos ou com espécies de tamanho similar para evitar predação.

  • Área de Natação: Fundo / Meio
  • Quantidade mínima: Grupo
  • Nível de dificuldade: Difícil

Alimentação

Onívoro. Se alimenta naturalmente de peixes (Gobiidae, Gerreidae, Engraulidae) e crustáceos (camarões e caranguejos. Em aquário dificilmente aceitará alimentos secos.


Reprodução

Ovíparo. É uma espécie hermafrodita protândrica que realiza desova parcelada em água salgada, geralmente nas desembocaduras de rios. A reprodução ocorre com grandes concentrações de machos seguindo uma fêmea, com picos associados a maiores pluviosidades. Eles preferem locais com vegetação costeira e pântanos salgados.

A fecundação é externa. Machos e fêmeas liberam seus gametas (óvulos e espermatozoides) na água, onde a fertilização ocorre. Espécie de desova parcelada, liberando os ovos em múltiplos lotes ao longo da estação.

Fatores ambientais como a temperatura da água e a salinidade são fatores cruciais para estimular a maturação gonadal e a desova.

  • Maturidade Sexual: Próximo de 15 a 20 cm
  • Cuidado Parental: Ocorre / Não ocorre

Dimorfismo Sexual: Nascem (ou atingem a maturidade sexual) como machos e, posteriormente, mudam de sexo para fêmeas. Em idade adulta os machos geralmente são menores e mais jovens, enquanto as fêmeas são os exemplares maiores e mais velhos.

Espécimes adultos em seu ambiente natural — Foto de Matthew Hoelscher (CC BY-SA)

Referências

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Keith, P., P.-Y. Le Bail and P. Planquette, 2000. Atlas des poissons d’eau douce de Guyane. Tome 2, Fascicule I: Batrachoidiformes, Mugiliformes, Beloniformes, Cyprinodontiformes, Synbranchiformes, Perciformes, Pleuronectiformes, Tetraodontiformes. Collection Patrimoines Naturels 43(I): 286p. Paris: Publications scientifiques du Muséum national d’Histoire naturelle.

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Carvalho-Filho, A., J. De Oliveira, C. Soares and J. Araripe, 2019. A new species of snook, Centropomus (Teleostei: Centropomidae), from northern South America, with notes on the geographic distribution of other species of the genus. Zootaxa

Publicado em Maio/2026

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EdsonRechi

Aquarista desde criança quando tentava manter peixes sem sucesso. Após um longo período sem aquários, voltei para o aquarismo em 2004 por influência de minha esposa. Desde então, já mantive diversos tipos de aquários e peixes. Articulista, além de organizar e palestrar em eventos ligados ao hobby nos últimos anos. Atualmente se dedica ao site o qual pretende tornar a maior referência de peixes ornamentais em língua portuguesa.

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