Tibiro Amarelo, Guaivira (Oligoplites palometa)

Nome Científico: Oligoplites palometa (Cuvier, 1832)
Ordem: Carangiformes — Família: Carangidae
Nome popular: Palombleta, Tibiro Amarelo, Gaivira — Inglês: Maracaibo leatherjacket
Distribuição: Costa leste da América Central e América do Sul
Etimologia: Nenhuma informação.
Oligoplites, derivado do grego oligos, que significa “pequeno”, “pouco” ou “escasso”, e hoplites, que significa “armado” (referindo-se a armadura/escamas).
Palometa, é um termo em espanhol que significa “pequena pomba” ou “palometa”, amplamente utilizado para descrever peixes com corpo achatado e prateado, como os da família Carangidae (e também algumas piranhas).
Status de Conservação (IUCN Red List): Pouco preocupante
Descrição
São vulgarmente conhecidos como Timbiro, Tibiro, Tibiro amarelo e Guaivira, formando cardumes grandes, o que promove vantagens ao grupo, como proteção contra predadores.
Possui hábitos lepidofágicos, que consiste em engolir escamas de outros peixes. São predadores ativos e podem saltar fora da água.
Os filhotes possuem um comportamento fascinante de mimetismo, assemelhando-se a folhas ou detritos vegetais flutuantes. Este mimetismo é uma forma de defesa primária, ou seja, morfologicamente possuem caracteres constitutivos, de efeito anti predatório.
Adultos possuem glândulas de veneno associadas a espinhos, os quais tornam-se proeminentes quando sofrem ações mecânicas. Há quatro espinhos presentes na nadadeira dorsal e dois, na nadadeira caudal. Tais espinhos estão envolvidos por uma fina bainha tegumentar, que se rompe facilmente ao contato, penetrando no tecido do predador e liberando o conteúdo tóxico.
É considerado com grande valor nutricional e alto teor de minerais, sendo uma alternativa econômica de alimento para consumo humano.
- Tamanho Adulto: 50 cm (comum 35 cm)
- Expectativa de Vida: Cerca de 4 anos
Distribuição e Habitat
Distribuído no Atlântico Ocidental, em regiões desde o Lago de Izabal, na Guatemala até a leste do estado de São Paulo, no Brasil.
Países: Costa Rica, Granada, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Panamá, Trinidad e Tobago, Colômbia, Guiana Francesa, Guiana, Suriname e Venezuela.
No Brasil ocorre nos estados do Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Espirito Santo, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, São Paulo e Sergipe.
Habitat: Encontram-se comumente nos habitats como mangues, baías e estuários, ao longo de praias e ao redor de ilhas, preferindo águas turvas às mais claras. É importante citar ainda, que os adultos desta espécie encontrados comumente em águas continentais e salobras e, embora possa frequentar ambiente marinho.
- pH: 7,6 a 8,6
- Dureza: –
- Temperatura: 22°C a 28°C

Criação em Aquário
Embora não seja uma espécie comum no aquarismo ornamental, pode ser mantido em aquários grandes ou tanques públicos que simulem ambientes de estuário.
Comportamento e Compatibilidade: Desconhecido.
- Área de Natação: —
- Quantidade mínima: —
- Nível de dificuldade: —
Alimentação
Os adultos são carnívoros, enquanto os juvenis, com até 8,2 cm de comprimento total, alimentam-se principalmente de escamas retiradas de peixes maiores, crustáceos bentônicos e planctônicos e, em menor escala, de peixes menores e poliquetas
Reprodução
Ovíparo. Em cativeiro sua reprodução é extremamente rara e complexa, sendo pouco documentada no aquarismo. Na natureza, essa espécie possui um ciclo de vida que envolve migrações entre diferentes ambientes, o que dificulta a simulação em aquários domésticos.
Adultos frequentem estuários e até águas doces, eles geralmente retornam ao mar aberto para desovar.
São peixes ovíparos com fecundação externa. A fêmea libera os ovos na coluna d’água, onde são fertilizados pelo macho. Os ovos são pelágicos (flutuam na água).
Na costa brasileira, a atividade reprodutiva costuma ocorrer com maior intensidade durante o verão.
- Maturidade Sexual: Próximo de 20 a 25 cm
- Cuidado Parental: Não ocorre
Dimorfismo Sexual: Apresenta dimorfismo sexual, sendo a principal diferença visível na forma da papila urogenital, além de variações anatômicas na cabeça.
Fêmeas possuem uma papila urogenital globosa e o perfil anterior da cabeça é arredondado. Machos apresentam uma papila urogenital alongada. Além disso, os machos costumam ter uma cabeça maior com perfil anterior reto.
Referências
Cervigón, F., 1993. Los peces marinos de Venezuela. Volume 2. Fundación Científica Los Roques, Caracas,Venezuela.
Sazima, I., 2002. Juvenile grunt (Haemulidae) mimicking a venomous leatherjacket (Carangidae), with a summary of Batesian mimicry in marine fishes. aqua, J. Ichthyol. Aquat. Biol.
Sazima, I. and V.S. Uieda, 1980. Comportamento lepidofágico de Oligoplites saurus e registro de lepidofagia em O. palometa e O. saliens (Pisces, Carangidae).
Sazima, I. and V.S. Uieda, 1979. Adaptações defensivas em jovens de Oligoplites palometa (Pisces, Carangidae). Rev. Bras. Biol.
Barreiros, J.P., V. Figna, M. Hostim-Silva and R.S. Santos, 2004. Seasonal changes in a sandy beach fish assemblage at Canto Grande, Santa Catarina, South Brazil. J. Coastal Res.
Silva-Júnior, M.G., A.C.L. Castro, L.S. Soares and V.L. França, 2007. Relação peso- comprimento de espécies de peixes do estuário do rio Paciência da Ilha do Maranhão, Brasil. Boletim do Laboratório de Hidrologia
Publicado em Maio/2026