Anchova Pigmeu do rio Negro (Amazonsprattus scintilla)

Foto de Jonathan (Jon) Armbruster (CCBY-NC)

Nome Científico: Amazonsprattus scintilla (Roberts, 1984)

Ordem: Clupeiformes — Família: Engraulidae

Nome popular: Anchova Pigmeu do rio Negro — Inglês: Rio Negro pygmy anchovy

Distribuição: América do Sul, bacia Amazônica

Etimologia: Nenhuma informação.

Amazonsprattus, composto por Amazon (em referência ao rio Amazonas/bacia amazônica) + sprattus (do inglês antigo sprot, referindo-se a um pequeno peixe marinho, semelhante a anchova).

Scintilla, do latim, significa “centelha” ou “pequena faísca”. Isso provavelmente faz referência ao tamanho minúsculo do peixe e ao seu aspecto brilhante ou cintilante quando vivo.

Status de Conservação (IUCN Red List): Pouco Preocupante (2026)


Descrição

A Anchova Pigmeu é uma espécie ribeirinha coletada a certa distância rio acima em um afluente pantanoso de baixa declividade do Rio Negro (o Rio Jufari), no Brasil, e no próprio rio. É reconhecido como um dos menores clupeomorfos (peixes relacionados a sardinhas e anchovas).

Apresenta uma maxila superior curta, uma característica diagnóstica importante que a diferencia de outras anchovas, não alcançando a vertical sob a extremidade anterior da órbita.

Este peixe destaca-se pela sua adaptação extrema a ambientes específicos da Amazônia.

  • Tamanho Adulto: 2 cm
  • Expectativa de Vida: desconhecido
Espécime coletado no Rio Jari (Brasil) — Foto de Cecile de Souza Gama (CCBy-NC)

Distribuição e Habitat

América do Sul: endêmico do sistema amazônico (Rio Jufari entre Castanheiro Grande e Santa Fé, também Rio Negro em Santa Isabel).

Países: Brasil

Habitat: Ocorre em rios de águas escuras, com alto teor de ácido (pH 4-5) e baixa concentração de íons, comumente encontrado no Rio Negro e em afluentes pantanosos.

  • pH: 4,0 a 5,0
  • Dureza: –
  • Temperatura: 24°C a 30°C

Criação em Aquário

Sua criação em aquário é desconhecida.

Comportamento e Compatibilidade: –

  • Área de Natação: –
  • Quantidade mínima: –
  • Nível de dificuldade: –

Alimentação

Onívoro. Se alimenta naturalmente de larvas e pupas de dípteros, além de cladóceros.

Espécime coletado no Rio Jari (Brasil) — Foto de Cecile de Souza Gama (CCBy-NC)

Reprodução

Pouco se sabe sobre as características de sua reprodução.

Os ovos ovarianos são cremosos ou laranja-pálido. Uma fêmea de 1,73 cm possuía 20 ovos em um único ovário em janeiro.

Os machos atingem a maturidade sexual com 1,43-1,62 cm de comprimento padrão; as fêmeas, com 1,59-1,82 cm.

  • Maturidade Sexual: Ver acima
  • Cuidado Parental: –

Dimorfismo Sexual: Pouco evidente.


Referências

Coppola, S.R., W. Fischer, L. Garibaldi, N. Scialabba and K.E. Carpenter, 1994. SPECIESDAB: Global species database for fishery purposes. User’s manual. FAO Computerized Information Series (Fisheries). No. 9. Rome, FAO.

Whitehead, P.J.P., 1985. FAO Species Catalogue. Vol. 7. Clupeoid fishes of the world (suborder Clupeoidei). An annotated and illustrated catalogue of the herrings, sardines, pilchards, sprats, shads, anchovies and wolf-herrings. FAO Fish. Synop. 125(7/1):1-303. Rome: FAO.

Whitehead, P.J.P., G.J. Nelson and T. Wongratana, 1988. FAO Species Catalogue. Vol. 7. Clupeoid fishes of the world (Suborder Clupeoidei). An annotated and illustrated catalogue of the herrings, sardines, pilchards, sprats, shads, anchovies and wolf-herrings. FAO Fish. Synop. 125(7/2):305-579. Rome: FAO.

Publicado em Maio/2026

EdsonRechi

Aquarista desde criança quando tentava manter peixes sem sucesso. Após um longo período sem aquários, voltei para o aquarismo em 2004 por influência de minha esposa. Desde então, já mantive diversos tipos de aquários e peixes. Articulista, além de organizar e palestrar em eventos ligados ao hobby nos últimos anos. Atualmente se dedica ao site o qual pretende tornar a maior referência de peixes ornamentais em língua portuguesa.

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