Peixe Agulha (Pseudotylosurus angusticeps)

Nome Científico: Pseudotylosurus angusticeps (Günther, 1866)
Ordem: Beloniformes — Família: Belonidae
Nome popular: Peixe Agulha, Pirá-timbucú
Distribuição: América do Sul: Alto Amazonas e os rios Paraná e Paraguai
Etimologia: Pseudotylosurus vem do grego pseudes (falso) + tylos (calo ou nódulo) + oura (cauda). Sugerindo uma “falsa cauda com calo”, referindo-se a uma semelhança superficial com o gênero Tylosurus, mas com diferenças no pedúnculo caudal (deprimido).
Angusticeps vem do latim angustus (estreito) + ceps (cabeça/crânio), indicando”cabeça estreita”.
Status de Conservação (IUCN Red List): Pouco Preocupante (2026)
Descrição
Peixe Agulha é facilmente reconhecido pelo corpo cilíndrico e focinho alongado, típico dos peixes-agulha.
Como integrante da família Belonidae, as maxilas são prolongadas, formando um longo “bico” afiado, repleto de dentes cônicos agudos utilizados para capturar presas na superfície ou meia-água.
- Tamanho Adulto: 30 cm
- Expectativa de Vida: Desconhecido
Distribuição e Habitat
Encontrado na Bacia Amazônica, abrangendo áreas no Peru, Equador e na bacia do rio Purus, além de parte do Acre e Roraima no Brasil. Na bacia do Paraná e Paraguai, ocorre no baixo Paraná e no rio Paraguai, incluindo o Pantanal no Brasil e Argentina.
Países: Argentina, Bolívia, Brasil, Equador e Peru.
Habitat: frequentemente encontrado em áreas de pouca correnteza, associado à vegetação aquática.
- pH: Informação indisponível
- Dureza: Informação indisponível
- Temperatura: 22°C a 28°C

Criação em Aquário
Aquário de pelo menos 300 litros com comprimento mínimo de 150 cm e 50 cm de largura desejável.
Necessita de aquários compridos e largos o suficiente para dar a volta, com densa vegetação nas bordas. É um ótimo saltador devendo manter o aquário bem tampado.
Comportamento e Compatibilidade: Pacífico mas comerá peixes menores. Deve ser mantido com peixes da mesma espécie ou peixes que habitam áreas diferentes do aquário como o meio e fundo.
- Área de Natação: Superfície
- Quantidade mínima: Grupo
- Nível de dificuldade: Médio
Alimentação
Carnívoro, alimentando-se de pequenos peixes e invertebrados. Em aquário aceitará prontamente alimentos vivos, enquanto alimentos secos pode demorar a aceitar.
Consome principalmente outros peixes menores, aproveitando sua forma hidrodinâmica para ataques rápidos.
Reprodução
Ovíparo. A reprodução ocorre principalmente entre outubro e dezembro, acompanhando a época de chuvas e o aumento do nível das águas. No entanto, atividades reprodutivas também foram registradas em julho (período de vazante).
Os ovos são depositados em águas rasas, onde podem aderir a vegetação ou substrato. As larvas realizam um processo de deriva a partir das áreas de desova (nas cabeceiras) para áreas a jusante (abaixo), onde encontram locais adequados para o crescimento.
- Maturidade Sexual: Próximo de 11 cm
- Cuidado Parental: Não ocorre
Dimorfismo Sexual: As fêmeas tendem a ser maiores, e mais roliças (em época de reprodução), do que os machos.
Referências
Barriga, R., 1991. Peces de agua dulce del Ecuador. Revista de Informacion tecnico-cientifica, Quito, Ecuador, Politecnica
Claro-García, A., L.J. Soares Vieira, L.R. Jarduli, V.P. Abrahão and O.A. Shibatta, 2013. Fishes (Osteichthyes: Actinopterygii) from igarapés of the rio Acre basin, Brazilian Amazon.
Eschmeyer, W.N. (ed.), 1998. Catalog of fishes. Special Publication, California Academy of Sciences, San Francisco. 3 vol
Lopez, H.L., R.C. Menni and A.M. Miguelarena, 1987. Lista de los peces de agua dulce de la Argentina. Biologia Acuatica No. 12, 50 p. (Instituto de Limnologia “Dr. Raul A. Ringuelet”).
Lovejoy, N.R. and B.B. Collette, 2003. Belonidae (Needlefishes). p. 586-590. In R.E. Reis, S.O. Kullander and C.J. Ferraris, Jr. (eds.) Checklist of the Freshwater Fishes of South and Central America. Porto Alegre: EDIPUCRS, Brasil.
Publicado em Maio/2026