Lampreia de água doce, Chilean lamprey (Mordacia lapicida) | Ficha técnica

Foto divulgação CCBY

Nome Científico: Mordacia lapicida (Gray, 1851)

Ordem: Petromyzontiformes — Família: Mordaciidae

Nome popular: Lampreia Chilena, Lampreia de Água doce — Inglês: Chilean lamprey

Distribuição: América do Sul; Rios do sul do Chile.

Etimologia: Mordacia, deriva do adjetivo latino mordax (gerado a partir do verbo mordere), que significa “mordaz”, “que morde” ou “perfurante”. Faz alusão direta à sua boca em formato de ventosa armada com placas de dentes afiados que servem para morder, raspar e se fixar nos peixes hospedeiros

Lapicida; palavra latina composta por dois radicais: lapis (que significa “pedra”) + caedere (verbo que significa “cortar”, “esculpir” ou “perfurar”).

A junção dos nomes gera o significado de “A mordedora que corta pedras”. Essa escolha científica descreve duas características marcantes das lampreias: As lampreias usam a boca como ventosa para se agarrar fortemente às pedras do fundo dos rios. Elas fazem isso tanto para descansar contra a correnteza forte quanto para mover pedras com a boca ao construir seus ninhos de desova. O próprio nome comum “lampreia” vem do latim antigo lampetra, que significa exatamente “lambe-pedras”.

O termo lapicida reflete a ação mecânica de sua língua raspadora. Ela escava a pele e os tecidos duros dos peixes com dentes rígidos de queratina, quase como um pedreiro esculpindo uma rocha.

Status de Conservação (IUCN Red List): Preocupante (2026)

Sinônimos: Petromyzon acutidens, Caragola lapicida


Descrição

A Lampreia Chilena apresenta corpo em formato anguiliforme (semelhante a uma enguia), alongado e cilíndrico. Não possui ossos, escamas ou linha lateral. Olhos posicionados dorsolateralmente (mais próximos do topo da cabeça). O ciclo de vida da lampreia-chilena é dividido em quatro estágios bem definidos:

  • Criação em água doce: As larvas, chamadas de amocetes, vivem enterradas no sedimento de areia fina e detritos orgânicos nas margens dos rios chilenos.
  • Metamorfose: Ocorre entre agosto e março, período em que os amocetes se transformam em adultos.
  • Fase parasita marinha: Durante o inverno austral (junho a agosto), os jovens adultos migram para o oceano. No ambiente marinho, fixam-se em peixes hospedeiros para se alimentar de seus fluidos corporais.
  • Reprodução e Senescência: Os adultos maduros retornam aos rios entre setembro e dezembro para desovar. Após o período de reprodução, os indivíduos entram na fase de senescência e morrem.

O sistema de respiração da lampreia-chilena é adaptado ao seu estilo de vida parasitário e é feito por respiração branquial, mas com um mecanismo diferente da maioria dos peixes. Ela possui 7 aberturas circulares (poros branquiais) alinhadas verticalmente de cada lado do corpo, logo atrás dos olhos.

Cada poro se conecta internamente a uma bolsa ou saco branquial que contém os filamentos responsáveis pelas trocas gasosas (absorver oxigênio e liberar gás carbônico).

Como a lampreia passa grande parte do tempo com a boca firmemente fixada e sugando o corpo de um hospedeiro, ela não pode puxar a água pela boca para respirar. Por isso, ela usa dois métodos.

  • Quando está livre (Respiração Unidirecional): A água entra pela boca, passa pelas brânquias para a extração de oxigênio e sai expandida pelos poros laterais. É o fluxo normal da maioria dos peixes.
  • Quando está fixada ao hospedeiro (Respiração por Bombeamento ou Maré): A boca fica totalmente bloqueada. A lampreia passa a usar os poros laterais tanto para entrar quanto para sair a água. Seus músculos expandem e contraem os sacos branquiais, bombeando a água para dentro e para fora como se fosse um fole ou um “pulmão branquial”.

O isolamento perfeito que impede o sangue do hospedeiro de invadir ou sufocar as brânquias da lampreia-chilena baseia-se em uma separação anatômica completa de canais e na ação de uma válvula especializada chamada véu (velum).

Na entrada do tubo respiratório ventral, existe uma válvula muscular lisa chamada véu.  Quando a lampreia se fixa a um peixe e começa a sugar o sangue com sua língua áspera, o véu se fecha firmemente. Esse fechamento sela completamente a entrada do tubo respiratório. O sangue escoa exclusivamente pelo esôfago, sem qualquer chance de entrar em contato com os filamentos branquiais.

Diferente de alguns parasitas menores, o ataque deixa feridas circulares profundas nos peixes. Embora o ataque raramente mate o peixe de imediato, a perda de fluidos e o estresse enfraquecem o hospedeiro, tornando-o vulnerável a infecções secundárias por fungos e bactérias ou facilitando a sua captura por predadores maiores (como leões-marinhos e aves marinhas).

O aparelho bucal é uma estrutura altamente especializada e adaptada exclusivamente para o estilo de vida parasitário na fase adulta. Ela não possui mandíbulas (característica dos peixes ágnatos), mas conta com uma poderosa ventosa e dentes de queratina.

O funcionamento do seu sistema de fixação e alimentação ocorre em quatro etapas principais:

  • Sucção e Fixação Hidráulica
    A boca da lampreia tem o formato de um funil circular, chamado de disco oral. Ao encostar na lateral de um peixe hospedeiro, ela contrai músculos específicos para criar uma forte pressão negativa (vácuo). Essa sucção hidrodinâmica impede que a lampreia se solte, mesmo quando o peixe nada em alta velocidade ou tenta se debater.
  • Posicionamento dos Dentes Córneos
    Ao contrário dos animais vertebrados superiores, os dentes da Mordacia não são feitos de osso ou esmalte, mas sim de queratina endurecida (a mesma proteína das nossas unhas).
    Placas maxilares e mandibulares: O gênero Mordacia possui placas de dentes afiados dispostas ao redor da abertura bucal.
    No topo do disco oral, ela apresenta uma placa com dois dentes triangulares proeminentes, acompanhada por outras fileiras menores nas bordens laterais. Esses dentes servem para “ancorar” firmemente a boca na pele escamosa do peixe.
  • Raspagem do Tecido (A “Língua” Raspadora)
    Uma vez fixada, a lampreia projeta para a frente uma estrutura interna chamada pistão lingual (frequentemente referida como “língua”). Essa estrutura é revestida por minúsculas placas denteadas afiadas. O movimento de vaivém desse pistão raspa a pele e perfura as escamas e os músculos do hospedeiro, abrindo uma ferida circular até atingir os vasos sanguíneos.
  • Sucção Anticoagulante
    Para garantir que o fluxo de alimento não pare, as glândulas salivares da lampreia secretam uma substância com propriedades anticoagulantes e histolíticas (que destroem os tecidos locais). Isso impede que o sangue do peixe mude de consistência ou cicatrize enquanto a lampreia se alimenta de sangue, fluidos corporais e restos de tecido digerido.

A boca da larva desta espécie (fase juvenil) é completamente diferente da versão adulta. Como a larva vive enterrada no lodo e não é parasita, ela não possui o disco oral circular, nem os dentes de queratina e nem a língua raspadora. Em vez disso, sua anatomia é adaptada para a alimentação por filtração, funcionando de forma muito parecida com um aspirador de detritos microscópicos.

A abertura da boca tem o formato de um capuz em forma de ferradura ou guarda-chuva invertido, que aponta para baixo. Esse capuz direciona a água do fundo do rio para dentro da cavidade bucal enquanto a larva permanece com o corpo enterrado no substrato arenoso.

Na entrada da boca, a larva possui uma franja de pequenas projeções ramificadas chamadas cirros orais (ou tentáculos). Eles atuam como uma barreira mecânica ou grade., impedindo que grãos de areia grandes, pedrinhas ou pedaços pesados de detritos entrem na boca e danifiquem as delicadas estruturas internas de filtração.

Detalhe da boca em espécime adulto — Foto de Edgardo Flores (CCBY-NC)

Logo atrás dos cirros, existe uma membrana muscular móvel chamada véu. Esse véu funciona como uma válvula de bombeamento que abre e fecha constantemente. É esse movimento rítmico que cria a corrente de água necessária para sugar os microrganismos para dentro do corpo da larva.

Uma vez dentro da faringe, as partículas microscópicas (como algas diatomáceas, detritos orgânicos e bactérias) precisam ser capturadas. Uma glândula no fundo da boca, chamada endóstilo, secreta constantemente um muco grudento. Esse muco envolve as partículas de alimento, formando uma espécie de “corda ou rede de muco”.

Os cílios internos da faringe empurram essa corda de muco carregada de comida diretamente para o trato digestivo, enquanto a água limpa é expelida pelas fendas branquiais laterais

O envelhecimento e sua morte

O envelhecimento acelerado (ou senescência programada) desta espécie é um dos fenômenos mais impressionantes da sua biologia. Ele ocorre por meio de um processo chamado semelparidade, em que o organismo direciona 100% dos seus recursos para um único evento reprodutivo, desencadeando uma falência múltipla dos órgãos logo em seguida. Este processo autodestrutivo é controlado por hormônios e acontece em etapas bem definidas:

  • Atrofia do Trato Digestivo

Assim que entra no rio para iniciar a subida reprodutiva, a lampreia para de se alimentar definitivamente.
O intestino, o estômago e as glândulas digestivas começam a encolher e se atrofiar de forma irreversível.
O espaço interno que antes era ocupado pelo sistema digestivo é completamente tomado pelo crescimento dos órgãos sexuais (gônadas), que se expandem até preencher quase toda a cavidade do corpo com óvulos ou esperma.

  • Degradação dos Tecidos e Ossos (Cartilagens)

Como o animal não come mais, o seu próprio corpo começa a se “autoconsumir” para gerar a energia necessária para nadar contra a correnteza e construir o ninho. Músculos e pele perdem a elasticidade e a força. A pele torna-se frágil, perde o muco protetor natural e fica vulnerável a infecções graves por fungos (como a Saprolegnia) e bactérias presentes na água doce.

As estruturas de cartilagem que sustentam o corpo e o próprio aparelho bucal começam a se desmineralizar e enfraquecer.

  • Perda de Visão e Funções Sensoriais

Próximo ao momento da desova, os olhos da lampreia — que se desenvolveram durante a metamorfose para ajudá-la a caçar no mar — começam a ficar opacos. O animal perde gradativamente a visão e passa a guiar-se quase que exclusivamente por receptores químicos (olfato) e pela linha lateral para encontrar o par reprodutivo e o local ideal de desova.

  • Colapso Hormonal e Morte

A liberação massiva de hormônios esteroides (como os associados à reprodução e ao estresse) atua como um temporizador biológico. Logo após liberarem os gametas (óvulos e espermatozoides) nos ninhos de pedra, o sistema imunológico e metabólico das lampreias colapsa totalmente. Elas perdem as forças para nadar, são arrastadas pela correnteza e morrem em poucos dias.

  • O Papel Ecológico da Morte

Embora pareça trágico, esse envelhecimento e morte em massa têm uma função ecológica vital: os corpos em decomposição de milhares de lampreias adultas liberam uma enorme quantidade de nutrientes (carbono, nitrogênio e fósforo) trazidos do oceano diretamente nas cabeceiras dos rios chilenos. Esse fertilizante natural alimenta as algas e microrganismos que, meses mais tarde, servirão de alimento para as novas larvas que vão nascer.

  • Tamanho Adulto: 54 cm
  • Expectativa de Vida: 5 a 9 anos

Distribuição e Habitat

Possui uma distribuição geográfica restrita, sendo considerada uma espécie endêmica do sul do Chile, na América do Sul. Os principais rios de ocorrência incluem as bacias do Rio Maule, Rio Biobío e Rio Valdivia, no Chile.

Países: Chile

Ambiente: Marinho; água doce; água salobra; anádromo

Habitat: Fase Larval (Amocetes): vive em fundos de rios cobertos por areia fina, lodo e detritos orgânicos. As larvas não têm olhos nem dentes e vivem completamente enterradas nesse material mole. Zonas de baixa correnteza ou remansos, onde o fluxo de água permite a deposição de sedimentos finos e matéria orgânica em suspensão (sua principal fonte de alimento).

Fase de Reprodução (Adultos maduros): trechos de rios com cascalho, pedras e correntes mais rápidas, ideais para a construção de ninhos e fixação dos ovos.

Biótopo Marinho (Oceano Pacífico)
Após a metamorfose, os jovens migram para o mar durante os meses de inverno austral para iniciar a fase parasitária. Ocorrem em águas temperadas e frias da plataforma continental costeira do sul do Chile. Ambientes marinhos abertos, porém restritos à proximidade da costa, onde há alta abundância de peixes hospedeiros (como espécies de arenque ou sardinhas locais), nos quais a lampreia se fixa para se alimentar de fluidos corporais.

  • pH: 6 a 8
  • Dureza: –
  • Temperatura: 10°C a 28°C

Criação em Aquário

Sua criação em aquário é desconhecido.

Comportamento e Compatibilidade: Desconhecido.

  • Área de Natação: –
  • Quantidade mínima: –
  • Nível de dificuldade: –

Alimentação

Durante a fase larval se alimenta por filtração entre 4 a 7 anos em que vive enterrada no substrato dos rios chilenos, a larva atua como um “limpador” do fundo do rio. Ela não caça e sua dieta consiste em microalgas, detritos orgânicos, bactérias e protozoários que colonizam o fundo dos rios.

A larva usa o movimento rítmico de seu véu muscular para sugar a água. Um muco grudento produzido no fundo de sua boca (pelo endóstilo) aprisiona essas partículas microscópicas, direcionando-as para o estômago.

Em sua fase adulta (marinha) pratica o parasitismo hematófago, mudando radicalmente seu comportamento. Ela se torna um parasita externo (ectoparasita) de peixes ósseos de médio e grande porte. Sua dieta passa a ser baseada em sangue, fluidos corporais internos dos hospedeiros e pedaços de tecido muscular e pele raspados.

Utiliza seu disco oral para criar um vácuo e grudar na lateral de peixes (como sardinhas, anchovas e merluzas). Com sua língua raspadora cheia de dentes de queratina, ela perfura as escamas e os músculos do peixe. Enquanto suga o sangue, ela injeta uma saliva anticoagulante para manter o ferimento aberto e o alimento fluindo.

Espécime capturado em seu ambiente natural — Foto de Sebastian Haeger (CCBY-NC)

Reprodução

Sua reprodução engloba algumas etapas:

A Migração Reprodutiva (Subida dos Rios)

Ao atingirem a maturidade sexual no Oceano Pacífico, as lampreias adultas interrompem totalmente a alimentação e começam a nadar em direção às bacias hidrográficas chilenas (como os rios Maule, Biobío e Valdivia). A migração é estimulada pelo aumento gradual da temperatura da água na primavera e no início do verão austral.

Elas utilizam o olfato extremamente apurado para detectar feromônios liberados pelas larvas que já vivem nos rios, garantindo que estão subindo em direção a um berçário seguro.

A Construção do Ninho (Cortejo)

Diferente da fase larval — que prefere zonas de lodo e calmaria —, os adultos buscam trechos de rios com correnteza moderada a rápida e fundo de cascalho ou pedras soltas. Machos e fêmeas trabalham juntos na preparação do local.

Utilizando o disco oral, a lampreia fixa-se em pedras do leito do rio e as move, uma a uma, empurrando-as com o corpo para criar uma depressão circular ou ovalada no fundo (o ninho). As pedras maiores são acumuladas na borda para proteger os ovos da força da correnteza.

A Desova e Fertilização

Quando o ninho está pronto, ocorre o acasalamento. O macho utiliza sua ventosa bucal para fixar-se na cabeça ou no corpo da fêmea. Os dois entrelaçam seus corpos vigorosamente sobre a depressão do ninho.

A fêmea libera milhares de ovos pequenos e adesivos enquanto o macho libera o esperma simultaneamente no ambiente (fertilização externa). Os ovos, por serem grudentos, fixam-se rapidamente nos vãos das pedras e no cascalho do fundo, impedindo que sejam arrastados pela água.

A Morte dos Pais e o Nascimento das Larvas

Imediatamente após a desova, o processo de envelhecimento acelerado atinge o seu ápice e os adultos morrem em poucos dias, deixando seus corpos para fertilizar o ecossistema local. Os ovos permanecem protegidos entre as pedras por algumas semanas (o tempo exato varia conforme a temperatura da água).

Ao eclodirem, as pequenas larvas (amocetes) ainda não têm dentes nem olhos. Elas abandonam a zona de correnteza e deixam-se levar pela água até encontrarem os remansos calmos com fundo de areia fina e lodo, onde se enterram para dar início ao ciclo larval de 4 a 7 anos.

  • Maturidade Sexual: Vide texto acima.
  • Cuidado Parental: Não ocorre

Dimorfismo Sexual: Não apresenta dimorfismo sexual externo marcante. Machos e fêmeas possuem tamanhos, formas de corpo e cores muito parecidos.


Referências

Kullander, S.O. and B. Fernholm, 2003. Geotriidae (Southern lampreys). p. 11-12. In R.E. Reis, S.O. Kullander and C.J. Ferraris, Jr. (eds.) Checklist of the Freshwater Fishes of South and Central America. Porto Alegre: EDIPUCRS, Brasil.

Renaud, C.B., 2011. Lampreys of the world. An annotated and illustrated catalogue of lamprey species known to date. FAO Species Catalogue for Fishery Purposes. No. 5. Rome, FAO.

McDowall, R.M., 1988. Diadromy in fishes: migrations between freshwater and marine environments. Croom Helm, London.

Interação hospedeiro-parasita entre a sardinha Cetengraulis edentulus (Cuvier, 1829) e o isópode parasita Livoneca desterroensis (Isopoda, Cymothoidae) em um estuário do norte do Brasil — Sarita Nunes Loureiro; Marcela Nunes Videira; Tommaso Giarrizzo

Nardi, C. F.; Sánchez, J.; Fernández, D. A.; Casalinuovo, M. Á.; Rojo, J. H.; Chalde, T. (April 2020). “Detection of lamprey in Southernmost South America by environmental DNA (eDNA) and molecular evidence for a new species”. Polar Biology.

Green, S. A.; Bronner, M. E. (January 2014). “The lamprey: A jawless vertebrate model system for examining origin of the neural crest and other vertebrate traits”.

Potter, I. C.; Gill, H. S.; Renaud, C. B.; Haoucher, D. (2015). “Lampreys: Biology, Conservation and Control”. In Docker, M. F. (ed.). The Taxonomy, Phylogeny, and Distribution of Lampreys. Springer Netherlands.

Publicado em Agosto/2026

EdsonRechi

Aquarista desde criança quando tentava manter peixes sem sucesso. Após um longo período sem aquários, voltei para o aquarismo em 2004 por influência de minha esposa. Desde então, já mantive diversos tipos de aquários e peixes. Articulista, além de organizar e palestrar em eventos ligados ao hobby nos últimos anos. Atualmente se dedica ao site que acabou se tornando outro hobby: escrever sobre peixes ornamentais.

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