Rasbora Esmeralda, Eyespot rasbora (Brevibora dorsiocellata) | Ficha técnica

Nome Científico: Brevibora dorsiocellata (Duncker, 1904)
Ordem: Cypriniformes — Família: Danionidae
Nome popular: Rásbora Olho de Esmeralda — Inglês: Eyespot rasbora, Emerald eye rasbora
Distribuição: Sudeste asiático
Etimologia: Brevibora, 0 gênero é formado pela junção de duas palavras; Brevis (Latim) que significa “curto” + bora que deriva de Rasbora, que por sua vez vem de um termo nativo indiano/malaio usado para designar esse tipo de peixe. O nome foi criado quando o gênero foi dividido. Ele faz alusão ao fato de que esse peixe possui menos vértebras pré-dorsais (corpo mais curto) em comparação com as espécies do gênero Rasbora.
Dorsiocellata, o epíteto descreve dorsum (Latim) que Significa “dorso” ou “costas” + Ocellatus (Latim) que significa “ocelado” ou “com olhos pequenos”, usado na biologia para descrever manchas redondas que imitam um olho. Referência direta à mancha preta arredondada e circundada que o peixe possui em sua nadadeira dorsal.
Status de Conservação (IUCN Red List): Em Perigo (2026)
Sinônimos: Rasbora macrophthalma, Rasbora dorsiocellata
Descrição
A Rasbora Olhos de Esmeralda possui formato fusiforme, corpo esguio e ligeiramente comprimido nas laterais. Sua base é cinza prateada a amarelada, com um brilho metálico suave sob a luz.
Metade superior da íris de seus olhos reflete uma cor verde-turquesa ou azul-esmeralda intensa e brilhante, daí seu nome comum.
A nadadeira dorsal apresenta uma mancha preta marcante, envolvida por uma borda branca ou amarelada opaca. As demais nadadeiras (caudal, anal e peitorais) são transparentes ou levemente hialinas. Sua boca é voltada para cima, adaptada para capturar alimentos na superfície da água.
As principais ameaças à sobrevivência na natureza estão diretamente ligadas à destruição de seu ecossistema exclusivo: os pântanos de turfa e riachos de floresta tropical do Sudeste Asiático.
- Tamanho Adulto: 2,3 cm
- Expectativa de Vida: 3 a 5 anos

Distribuição e Habitat
O primeiro espécime científico usado para descrever a espécie foi coletado originalmente no Rio Muar, em Tebing Tinggi, no estado de Johor, Malásia. É nativo exclusivamente do Sudeste Asiático.
Distribuído no sul da Tailândia, na Malásia Peninsular (com populações registradas nos rios Selai e Muar) e historicamente em Singapura. Indonésia (Grandes Ilhas de Sonda), Sumatra populações registradas principalmente na porção oriental da ilha (como no rio Lalah, província de Riau).
Países: Indonésia, Malásia, Singapura e Tailândia
Ambiente: Água doce
Habitat: Restrito a riachos de floresta sombreados, lagos marginais e pântanos de turfa. Esses locais compartilham águas de correnteza lenta, fundo coberto por folhas caídas, vegetação densa e água com forte coloração de chá (águas negras).
- pH: 5.0 a 6.5
- Dureza: 1 a 5 dGH
- Temperatura: 20°C a 25°C
Criação em Aquário
Aquário de pelo menos 40 litros com comprimento mínimo de 40 cm e 30 cm de largura desejável.
Use areia fina e escura ou cascalho de granulometria pequena para que eles demonstrem suas cores vibrantes. Adicione folhas secas no fundo (como folhas de amendoeira, goiabeira ou carvalho devidamente tratadas). Elas liberam taninos que acidificam a água e servem de abrigo orgânico.
Use troncos retorcidos e plantas de baixa exigência luminosa (Cryptocoryne, Microsorum e musgos) nas laterais e fundo, deixando o centro livre para o nado do cardume.
Comportamento e Compatibilidade: destaca-se por ser uma das espécies mais pacíficas e natação sincronizada do aquarismo. É um peixe essencialmente gregário. Deve ser mantido em grupos de no mínimo 10 a 12 indivíduos. Grupos menores geram estresse crônico, fazendo com que fiquem tímidos, percam a coloração e fiquem suscetíveis a doenças.
Diferente de outros tetras ou rásboras que se espalham, esta espécie mantém um comportamento de cardume extremamente coeso e compacto, nadando em perfeita sincronia. Não atacam nenhum outro habitante do aquário, não mordem nadadeiras (fin-nipping) e ignoram completamente camarões adultos e outros peixes.
Devido ao seu tamanho pequeno e natureza dócil, nunca devem ser mantidos com peixes grandes, rápidos ou agressivos, pois virarão presa facilmente. Outras Rasboras e Tetras de tamanho diminuto, assim como Corydoras e pequenos Gouramis são indicados.
- Área de Natação: Meio
- Quantidade mínima: Grupo
- Nível de dificuldade: Fácil

Alimentação
Onívoro. Se alimenta naturalmente de vermes, crustáceos e insetos. Em aquário aceitará prontamente alimentos secos e vivos.
Reprodução
Ovíparo. Em seu ambiente natural a desova em águas rasas com cerca de 15 cm de profundidade. São peixes dispersores de ovos, eles não oferecem nenhum cuidado parental. A desova geralmente ocorre nas primeiras horas da manhã.
Os ovos eclodem em um período de 24 a 48 horas. Nos primeiros dias, as larvas ficam e em cerca de 3 a 5 dias estarão nadando livremente.
- Maturidade Sexual: Próximo de 6 a 9 meses
- Cuidado Parental: Não ocorre
Dimorfismo Sexual: Fêmeas são visivelmente mais encorpadas, roliças e apresentam a região ventral mais arredondada, especialmente na época de desova. Machos são ligeiramente menores, mais magros e costumam exibir cores um pouco mais intensas e contrastantes.
Referências
Liao, T.Y., S.O. Kullander and F. Fang, 2010. Phylogenetic analysis of the genus Rasbora (Teleostei: Cyprinidae). Zoologica Scripta
Mills, D. and G. Vevers, 1989. The Tetra encyclopedia of freshwater tropical aquarium fishes. Tetra Press, New Jersey.
Liao, T.-Y. and H.-H. Tan, 2014. Brevibora exilis, a new rasborin fish from Borneo (Teleostei: Cyprinidae). Ichthyol. Explor. Freshwat.
Publicado em Agosto/2026