Paulistinha pode ajudar novamente no combate ao coronavírus

Cientistas propõem uso da espécie para testar segurança de vacinas de Covid-19

 

A pesquisa liderada por Ives Charlie Silva, pós-doutorando do Departamento de Farmacologia do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP, sugere o uso do paulistinha para testar a segurança das vacinas para o coronavírus

O peixe também conhecido como zebrafish apresentou resposta imunológica contra o SARS-CoV-2 e reações parecidas com casos graves em humanos.

Segundo o estudo, o animal produziu anticorpos após receber a vacina e também apresentou reações semelhantes aos casos graves da doença em humanos.

Usar o peixe pode ajudar os cientistas na previsão de reações adversas, ou seja, é possível melhorar as vacinas para que cheguem com toda a segurança necessária.

O estudo

O paulistinha recebeu uma vacina específica para ele. Os cientistas observaram que o animal produziu anticorpos em um período de 7 a 14 dias.

Mas, além da produção de anticorpos, foram observadas reações, algumas parecidas com sintomas de pessoas que tiveram casos graves de Covid-19, como trombose, lesão renal e até a morte.

Foto: Divulgação

Vantagens do paulistinha

De acordo com Ives Charlie Silva, o uso da espécie para testar a segurança de vacinas, não apenas a de Covid-19, é mais vantajoso do que outros animais.

“Por ter apenas 5 centímetros, o paulistinha diminui os custos, além de apresentar respostas mais rápidas e mais próximas ao ser humano”, relata o pesquisador.

No caso específico da Covid-19, Ives ressalta que o peixe possui a proteína ACE-2, assim como os humanos, que facilita a entrada do vírus no organismo.

Por apresentar essas características, o peixe também acaba tornando-se um modelo mais interessante do que os camundongos, por exemplo, que são utilizados na fase de testes em animais.

Vale lembrar que em junho, pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveram um teste de diagnóstico de Covid-19 com o peixe paulistinha.

Ele foi desenvolvido a partir dos anticorpos do peixe e o custo era cinco vezes mais baratos que os existentes na época.

Publicado em Dezembro/2020

Sobre Edson Rechi 903 Artigos
Aquarista em duas fases distintas, a primeira quando criança e tentava manter peixes ornamentais sem muito sucesso. Após um longo período sem aquários, voltou no aquarismo em 2004, desde então já manteve diversos tipos de aquários como plantado, peixes jumbo, ciclídeos africanos, água salobra, amazônico comunitário e marinho. Atualmente curte e mantém peixes primitivos e ciclídeos neotropicais, suas grandes paixões.

7 Comentário

  1. Olá, Edson Rechi, eu pretendo abrir uma conta no Instagram, gostaria de poder partilhar informações desse site, para tentar levar um pouco de conhecimento aos aquarista aqui da minha pequena Cidade, de Camocim-ce.

     
    • Olá 🙂

      Eu não tenho tanto conhecimento prático e teórico em marinho a ponto de tentar ensinar alguém. Por esta razão me dedico aos peixes de águas continentais, o qual gosto e tenho mais familiaridade.

       
  2. Por favor, poderia informar as datas das postagens nos artigos? Seria importante para localizar a idade da publicação e, com isso, calcularmos a devida relevância, dentre outros aspectos que são muito úteis para quem lê.

     

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*