Barrigudinho, Guaru (Fluviphylax pygmaeus)

Nome Científico: Fluviphylax pygmaeus (Myers & Carvalho, 1955)
Ordem: Cyprinodontiformes — Família: Fluviphylacidae
Nome popular: Barrigudinho, Guaru
Distribuição: América do Sul, bacia Amazônica
Etimologia: Fluviphylax vem do latim fluvius (rio) + grego phylax, -akos (guardião ou protetor). Significa, portanto, “guardião do rio” ou “aquele que guarda o rio”.
Pygmaeus vem do latim, referindo-se a “pigmeu” ou muito pequeno, em alusão ao tamanho minúsculo do peixe.
Status de Conservação (IUCN Red List): Pouco Preocupante (2026)
Descrição
Originalmente, a espécie foi descrita como Potamophylax pygmaeus por Myers & Carvalho em 1955. No entanto, como o nome Potamophylax já estava ocupado por um gênero de insetos, Whitley reclassificou-o para Fluviphylax em 1965.
O gênero é conhecido por incluir algumas das menores espécies de peixes de água doce da América do Sul, encontrados comumente em rios de água preta, conhecidos popularmente como Guaru ou Barrigudinho.
São parentes próximos dos Killifishes pertencendo a mesma ordem.
- Tamanho Adulto: 2 cm
- Expectativa de Vida: 1 a 2 anos em seu ambiente natural.
Distribuição e Habitat
Conhecido a partir da bacia do rio Amazonas. Encontrado na bacia do Rio Madeira, entre Borba, Estado do Amazonas, e foz do Rio Machado, no estado de Rondônia.
Países: Brasil, Colômbia e Venezuela
Habitat: Ambiente rasos de águas negras em ambiente lêntico, frequentemente ao longo de margens arenosas onde formam pequenos cardumes que vivem na superfície em habitats ácidos.
- pH: 5.5 a 6.5
- Dureza: Mole
- Temperatura: 24°C a 28°C
Criação em Aquário
Aquário de pelo menos 40 litros com comprimento mínimo de 40 cm e 30 cm de largura desejável.
Possui bastante sensibilidade a mudanças nos parâmetros da água. O aquário deverá possuir preferencialmente plantas como musgo e flutuantes, serapilheira (folhas secas de amendoeira ou carvalho). As folhas liberam taninos que ajudam a manter o pH baixo e oferecem micro-organismos que servem de alimento complementar.
Comportamento e Compatibilidade: Extremamente pacífico, seu comportamento lembra os dos poecilídeos, o qual o macho constantemente fica se mostrando e nadando atrás de fêmeas para se acasalar. Devido seu tamanho diminuto, o ideal é mantê-los em aquário mono espécie ou com outras espécies minúsculas e pacíficas, como camarões Neocaridina ou pequenos caracídeos de fundo.
- Área de Natação: Meio / Superfície
- Quantidade mínima: Grupo
- Nível de dificuldade: Fácil
Alimentação
A alimentação do Fluviphylax pygmaeus é o aspecto mais delicado da sua criação, pois, devido ao seu tamanho minúsculo e metabolismo acelerado, eles precisam de itens proporcionais e frequentes.
Por serem micro predadores, raramente aceitam rações em flocos ou grânulos comuns de imediato. Devendo ser fornecido inicialmente Náuplios de Artêmia e micro vermes.
Reprodução
Ovíparo. Na natureza, eles desovam entre raízes e plantas finas. No aquário, use Musgo de Java ou um “mop de desova” (feixe de fios de lã acrílica flutuante).
Eles depositam poucos ovos por dia (desova parcelada). Use a proporção de um macho para duas a três fêmeas. Os ovos são adesivos e ficam presos ao musgo ou ao mop.
Dependendo da temperatura, os ovos levam de 10 a 14 dias para eclodir.
- Maturidade Sexual: Próximo de 4 meses +
- Cuidado Parental: Não ocorre
Dimorfismo Sexual: Machos são mais coloridos (podendo apresentar tons azulados ou amarelados nas nadadeiras) e ligeiramente menores/mais magros que as fêmeas, que possuem o ventre mais roliço, especialmente quando carregadas de ovos.
Referências
Bragança, P.H.N., 2018. Fluviphylax gouldingi and F. wallacei, two new miniature killifishes from the middle and upper Rio Negro drainage, Brazilian Amazon (Teleostei, Cyprinodontiformes, Cyprinodontoidei). Spixiana (München) 41(1):133-146. [German translation appeared in DKG-Journal
Costa, W.J.E.M., 1996. Relationships, monophyly and three new species of the neotropical miniature poeciliid genus Fluviphylax (Cyprinodontiformes: Cyprinodontoidei). Ichthyol. Explor. Freshwat.
Huber, J.H., 1996. Killi-Data 1996. Updated checklist of taxonomic names, collecting localities and bibliographic references of oviparous Cyprinodont fishes (Atherinomorpha, Pisces). Société Française d’Ichtyologie, Muséum National d’Histoire Naturelle, Paris, France
Lucinda, P.H.F., 2003. Poeciliidae (Livebearers). p. 555-581. In R.E. Reis, S.O. Kullander and C.J. Ferraris, Jr. (eds.) Checklist of the Freshwater Fishes of South and Central America. Porto Alegre: EDIPUCRS, Brazil.
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Publicado em Maio/2026