Peixe do Pântano, Swampfish (Chologaster cornuta)

Espécime adulto em aquário. Foto de Ty Smith (CCBY-NC)

Nome Científico: Chologaster cornuta (Agassiz , 1853)

Ordem: Percopsiformes — Família: Amblyopsidae

Nome popular: Peixe do Pântano — Inglês: Swampfish

Distribuição: América do Norte, EUA

Etimologia: Chologaster vem do grego cholos (que significa cocho) + gaster (estômago ou ventre). O nome refere-se à forma do estômago.

Cornuta vem do latim cornutus, que significa “com chifres”. Refere-se a uma pequena protuberância em forma de chifre localizada na parte frontal do olho do peixe.

Status de Conservação (IUCN Red List): Menos Preocupante (2026)


Descrição

O peixe do pântano, ou Swampfish, faz parte da família Amblyopsidae, tipicamente conhecido como peixe-das-cavernas ou peixe cego. É dorsalmente marrom e ventralmente branco creme, com três listras escuras em cada lado.

É uma espécie epígea (vive na superfície) e habita pântanos, em vez de cavernas, como a maioria das outras espécies de sua família. Embora muitas espécies de Amblyopsidae tenham olhos vestigiais, esta espécie tem olhos funcionais.

Localmente são bem comuns, porém, difíceis de avistar porque são predominantemente noturnos e encontrados em águas com vegetação densa. Sua tendência tigmotáxica é demonstrada facilmente, são muito sensíveis à luz e ao toque, se afastando rapidamente de qualquer fonte luminosa ou ameaça, escondendo-se no fundo até o anoitecer.

  • Tamanho Adulto: 4 a 6 cm
  • Expectativa de Vida: 2 anos
Espécime adulto. Foto de Ty Smith (CCBY-NC)

Distribuição e Habitat

América do Norte, Planície Costeira Atlântica desde o sudeste da Virgínia até o centro da Geórgia nos EUA.

Países: Endêmico dos EUA.

Habitat: Adultos ocorrem em meio a densa vegetação e em detritos de pântanos, charcos e remansos tranquilos de riachos. Encontram-se durante todo o ano em riachos abertos, pequenos e bem sombreados, com temperaturas que raramente ultrapassam os 23°C.

Nesses riachos, a tendência tigmotáxica é demonstrada pela dificuldade em capturar esses indivíduos entre as raízes e detritos de seu habitat preferido, ao longo das margens de bancos de vegetação submersa que margeiam canais com fundo arenoso. Esse habitat é rico em alimento potencial para C. cornuta, como anfípodes, ostracodes e copépodes.

  • pH: 6.0 a 8.0
  • Dureza: –
  • Temperatura: Abaixo de 23°C

Criação em Aquário

Aquário de pelo menos 60 litros com comprimento mínimo de 60 cm e 40 cm de largura desejável.

Um aquário com substrato arenoso e densamente plantado criando áreas sombrias irá simular seu ambiente natural. São intolerantes a temperatura tropical.

Comportamento e Compatibilidade: Territorial com peixes da mesma espécie. Com demais espécies costuma ser bastante pacífico chegando ser bem tímido a ponto de se esconder a maior parte do tempo. Razão pela qual o aquário deverá ser preferencialmente mono espécie ou com peixes de tamanho diminuto, natação pouco agitada e comportamento pacífico.

  • Área de Natação: Fundo / Meio / Superfície
  • Quantidade mínima: Casal ou Grupo
  • Nível de dificuldade: Médio

Alimentação

Onívoro. Se alimenta naturalmente de anfípodes, copépodes bentônicos e ostracodas. Em aquário poderá demorar ou não aceitar alimentos secos.

Espécime adulto. Foto de Ty Smith (CCBY-NC)

Reprodução

Desova ocorre entre março e abril. Ovos são incubados na câmara branquial das fêmeas e são transportados até que eclodam e os alevinos estejam nadando livremente.

  • Maturidade Sexual: Próximo de 12 meses
  • Cuidado Parental: Ocorre pela fêmea

Dimorfismo Sexual: não há evidências fortes ou amplamente documentadas de dimorfismo sexual externo pronunciado.


Referências

  • Page, L.M. and B.M. Burr, 1991. A field guide to freshwater fishes of North America north of Mexico. Houghton Mifflin Company, Boston.
  • Breder, C.M. and D.E. Rosen, 1966. Modes of reproduction in fishes. T.F.H. Publications, Neptune City, New Jersey.
  • Poulson, T.L., 1963. Cave adaptation in amblyopsid fishes. Am. Midl. Nat.
  • Hugg, D.O., 1996. MAPFISH georeferenced mapping database. Freshwater and estuarine fishes of North America. Life Science Software. Dennis O. and Steven Hugg, 1278 Turkey Point Road, Edgewater, Maryland, USA.
  • Dean, E.M., A.R. Cooper, L. Wang, W. Daniel, S. David, C. Ernzen, K.B. Gido, E Hale, T.J. Haxton, W. Kelso, N. Leonard, C. Lido, J. Margraf, M. Porter, C. Pennock, D. Propst, J. Ross, M.D. Staudinger, G. Whelan and D.M. Infante, 2022. The North American Freshwater Migratory Fish Database (NAFMFD): Characterizing the migratory life histories of freshwater fishes of Canada, the United States of Mexico. J. Biogeography

Publicado em Maio/2026

EdsonRechi

Aquarista desde criança quando tentava manter peixes sem sucesso. Após um longo período sem aquários, voltei para o aquarismo em 2004 por influência de minha esposa. Desde então, já mantive diversos tipos de aquários e peixes. Articulista, além de organizar e palestrar em eventos ligados ao hobby nos últimos anos. Atualmente se dedica ao site o qual pretende tornar a maior referência de peixes ornamentais em língua portuguesa.

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