Peixe Charutinho (Pyrrhulina eleanorae)

Taxonomia
Nome Científico: Pyrrhulina eleanorae (Fowler, 1940)
Ordem: Characiformes — Família: Lebiasinidae
Nome Popular: Charutinho — Inglês: Pirrulina
Etimologia: Pyrrhulina do Grego pyrrhos = vermelho, da cor do fogo. Eleanorae nomeado em homenagem a Eleanor Morrow, a esposa de William Penn Morrow, que coletou o holótipo (espécime principal).
Distribuição
América do Sul, bacia superior do rio Amazonas, principalmente na região de Iquitos e no baixo rio Napo, no Peru.
Países: Peru
Descrição
Conhecida até recentemente apenas pelo holótipo, esta espécie foi coletada em 1994 por D. Schleser no baixo Rio Napo e, posteriormente, na região de Iquitos no Peru.
A família Lebiasinidae está incluída na ordem Characiformes e por vezes é dividida nas subfamílias nominais Lebiasininae e Pyrrhulininae, embora não tenha havido uma revisão importante do agrupamento nos últimos anos.
O gêneros Copella e Copeina estão estritamente relacionados com o gênero Pyrrhulina devido aspectos morfológicos parecidos, mas possuem diferenças anatômicas cruciais e comportamentos reprodutivos únicos.
Algumas espécies do gênero Copella, como a Copella arnoldi (conhecida como Splash Tetra), saltam fora da água com a fêmea para colocar os ovos na parte inferior de folhas suspensas. O macho passa os dias seguintes batendo a cauda na superfície para borrifar água nos ovos e mantê-los úmidos até que eclodam. Já o gênero Pyrrhulina possui uma reprodução mais convencional para a família. Eles desovam estritamente dentro da água, fixando os ovos em folhas de plantas submersas, raízes ou diretamente no substrato.
Anatomicamente são diferentes. Copella possui um corpo consideravelmente mais esguio, cilíndrico e alongado. A distância entre as suas narinas anteriores e posteriores é maior do que na maioria dos outros gêneros da família. Apresentam quase sempre uma mancha negra bem definida na nadadeira dorsal. Seu tamanho adulto varia entre 3 a 5 cm em média.
Enquanto o gênero Pyrrhulina apresenta o corpo visivelmente mais robusto, alto e levemente comprimido nas laterais. Suas nadadeiras tendem a ser um pouco mais curtas e arredondadas em comparação com o perfil aerodinâmico e alongado das nadadeiras dos machos de Copella. Seu tamanho adulto varia entre 5 a 8 cm.
Tamanho adulto: 7 cm
Expectativa de vida: 3 anos
Habitat
Ocorre em riachos, afluentes e várzeas, tanto em águas claras como águas negras.
pH: 5.0 a 7.2 — Dureza: mole
Temperatura: 22°C a 28°C

Manutenção em aquário
Aquário de pelo menos 40 litros com dimensões mínimas de 60 cm de comprimento e 30 cm de largura desejável.
O ideal é que o aquário seja bem plantado, deixando o centro livre para proporcionar espaço para nadar. Suas cores ficam mais vistosas em substratos escuros.
É uma espécie que passa a maior parte de seu tempo na superfície do aquário, devendo ser mantido tampado uma vez que tende pular.
Comportamento e Compatibilidade: Como a maioria de seus parentes próximos, esta espécie se desenvolve livremente em cardumes, se adaptando melhor em grupos de 5 ou mais espécimes, se dando bem com a maioria dos companheiros de aquário pacíficos e de tamanho semelhante.
Machos eventualmente podem ser agressivos entre si disputando território e fêmeas. Razão pela qual quanto maior o grupo melhor. Desta forma qualquer agressão será espalhada entre todos os indivíduos e não somente sobre os mais fracos.
Alimentação
Onívoro. Em seu ambiente natural sua dieta consiste basicamente de insetos que ficam próximo a superfície da água. Em aquário aceitará alimentos secos e vivos sem dificuldades.
Trata-se de um micro predador, por esta razão é importante fornecer alimentos vivos regularmente.
Reprodução
Ovíparo. Desovam normalmente entre folhas ou raízes. Macho apresenta cuidado parental enquanto os ovos não eclodem, quando irá perder o interesse gradualmente.
Dimorfismo Sexual: O dimorfismo sexual pode ser um pouco difícil, mesmo quando adultos. Os machos são um pouco maiores e mais coloridos do que as fêmeas em época de reprodução. Machos apresentam corpo de forma retilínea, enquanto as fêmeas são notavelmente mais redondas principalmente em época de reprodução.
Referências
- Beolens, B., M. Grayson and M. Watkins, 2023. Eponym dictionary of Fishes. Dunbeath, Caithness (Scotland, UK): Whittles Publishing Limited
- Ortega, H. and R.P. Vari, 1986. Annotated checklist of the freshwater fishes of Peru. Smithson. Contrib. Zool.
- Weitzman, M. and S.H. Weitzman, 2003. Lebiasinidae (Pencil fishes). p. 241-251. In R.E. Reis, S.O. Kullander and C.J. Ferraris, Jr. (eds.) Checklist of the Freshwater Fishes of South and Central America. Porto Alegre: EDIPUCRS, Brasil.
- New species of Pyrrhulina (Teleostei: Characiformes: Lebiasinidae) from the eastern Amazon, Pará, Brazil – Lorena S. Vieira – Universidade Federal do Pará, André L. Netto-Ferreira – Laboratório de Ictiologia, Departamento de Zoologia, Instituto de Biociências.
Publicado em Setembro/2025 — Atualizado Setembro/2026