Tetra goethei (Hoplocharax goethei)

 

Hoplocharax goethei (Géry, 1966)

Foto de Peter and Martin Hoffmann (c)

Nome Popular: Tetra, Piaba — Inglês: não possui

Ordem: Characiformes  — Família: Acestrorhynchidae

Distribuição: América do Sul; Bacia do Rio Amazonas no Brasil

Tamanho Adulto: 3 cm

Expectativa de Vida: desconhecido

pH: 6.0 a 7.4 — Dureza: –

Temperatura: 23°C a 28°C

Posição no aquário: Meio

Nível de dificuldade: Fácil

Hoplocharax goetei é semelhante fisicamente com tetras do grupo Hemigrammus, principalmente Hemigrammus bellottii, porém, está intimamente relacionado com predadores de água doce do gênero Acestrorhynchus. Seus dentes não são incisivos e irregulares como dos Tetras, possui presas afiadas como as Barracudas e Agulhas. No entanto, este predador em miniatura é um animal pacífico que não comerá nenhum dos seus companheiros de aquário de mesmo tamanho.

Apresenta corpo amarelo dourado translúcido, com uma linha lateral amarela brilhante distinta que se estende do olho através do corpo até a base da nadadeira caudal. As nadadeiras são transparentes. Sua íris é dourada e vermelha brilhante na parte superior. O olho vermelho brilhante do Hoplocharax goethei é muito mais colorido do que o de qualquer outra espécie de tetra.

Curiosamente seu binomial goethei não remete ao escritor Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832), é dedicado ao polêmico eugenista Charles Matthias Goethe (1875-1966).

É uma espécie endêmica do Brasil sendo encontrado no estado do Amazonas.

Aquário Mínimo: 60 cm comprimento X 30 cm largura — se mostram mais coloridos quando mantidos em aquário densamente plantado. Pode-se adicionar raízes e folhas secas (opcional). Substrato arenoso e escuro realça ainda mais suas cores.

Comportamento & Compatibilidade: Espécie de comportamento pacífico podendo ser mantido em aquário comunitário com peixes de mesmo porte. De comportamento gregário, será importante manter em numeroso cardume para que mostrem seu comportamento natural e cores realçadas. Eventualmente pode mordiscar peixes de nadadeiras longas ou natação lenta, principalmente se confinados espaço pequeno ou aquário com pouco adornos que quebrem sua linha de visão.

Alimentação: Em aquário aceitará prontamente alimentos secos e vivos.

Reprodução: Ovíparo. Desconhecido em aquário, presumivelmente similar a demais pequenos caracídeos com desovas livres em meio a aglomerado de plantas ou substrato, não ocorrendo cuidado parental.

Dimorfismo Sexual: Desconhecido.

Biótopo: Geralmente frequenta águas negras, ácidas e de baixíssima dureza em florestas inundadas.

Etimologia: Não disponível.

Sinônimos: Não possui.

Referências:

  • Lucena, C.A.S. and N.A. Menezes, 2003. Subfamily Characinae (Characins, tetras). p. 200-208. In R.E. Reis, S.O. Kullander and C.J. Ferraris, Jr. (eds.) Checklist of the Freshwater Fishes of South and Central America. Porto Alegre: EDIPUCRS, Brasil.
  • Lucena, C.A.S., 1998. Relaçocões filogenéticas e definição do género Roeboides, Günther (Ostariophysi; Characiformes; Characidae). Comun. Mus. Ciênc. Tecnol. PUCRS, Sér. Zool. Porto Alegre (CMCT)
  • Taphorn, D., R. Royero, A. Machado-Allison and F. Mago Leccia, 1997. Lista actualizada de los peces de agua dulce de Venezuela. p.55-100. In E. La Marca (ed.) Catálogo zoológico de Venezuela. vol. 1. Vertebrados actuales y fosiles de Venezuela. Museo de Ciencia y Tecnologia de Mérida, Venezuela.

Publicado em Maio/2024

Sobre Edson Rechi 867 Artigos
Aquarista em duas fases distintas, a primeira quando criança e tentava manter peixes ornamentais sem muito sucesso. Após um longo período sem aquários, voltou no aquarismo em 2004, desde então já manteve diversos tipos de aquários como plantado, peixes jumbo, ciclídeos africanos, água salobra, amazônico comunitário e marinho. Atualmente curte e mantém peixes primitivos e ciclídeos neotropicais, suas grandes paixões.

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