Copeína Rubi (Copeina guttata) | Ficha técnica

Nome Científico: Copeina guttata (Steindachner, 1876)
Ordem: Characiformes — Família: Lebiasinidae
Nome Popular: Copeína rubi — Inglês: Redspotted copeina, Redspotted tetra
Distribuição: América do Sul, bacia média do rio Amazonas
Etimologia: Copeina em homenagem ao paleontólogo, anatomista, herpetólogo e ictiólogo americano Edward Drinker Cope (1840–1897). Guttata, do latim gutta, que significa ‘manchas ou pintas’, em referência ao padrão de cores manchadas desta espécie.
Status de Conservação (IUCN Red List): Pouco preocupante (2026)
Sinônimos: Pyrrhulina argyrops, Pyrrhulina guttata
Descrição
A Copeína Rubi apresenta corpo fusiforme e ligeiramente comprimido lateralmente, típico de peixes que nadam em meia-água e superfície.
Possui fileiras horizontais de pontos vermelhos ou alaranjados brilhantes ao longo das laterais do corpo, o que dá origem ao seu nome popular. A coloração do dorso varia entre o cinza-oliva e o azul-acinzentado, clareando em direção ao abdômen, que é esbranquiçado ou prateado.
A família Lebiasinidae está incluída na ordem Characiformes e às vezes é dividida nas subfamílias nominais Lebiasininae e Pyrrhulininae, embora não tenha havido uma revisão importante do agrupamento nos últimos anos.
O gênero Copella e Copeina estão estreitamente relacionado com o gênero Pyrrhulina devido aspectos morfológicos.
Todas as espécies da família possuem corpo relativamente alongado, com 17 a 33 escamas na série lateral e sistema de canais laterossensoriais ausente ou reduzido a 7 escamas ou menos. Algumas espécies têm nadadeira adiposa, enquanto outras não, e a nadadeira anal tem uma base relativamente curta, de 13 escamas ou menos.
Na maioria dos membros, os machos têm uma nadadeira anal alargada ou bem desenvolvida, usada para atrair fêmeas para a reprodução.
- Tamanho Adulto: 7,6 cm
- Expectativa de Vida: 3 anos +
Distribuição e Habitat
Distribuído nas porções média e superior da bacia amazônica, cobrindo territórios de quatro países.
Países: Brasil, Colômbia, Equador e Peru. No Brasil ocorre nos estados do Amazonas e Pará.
Ambiente: Água doce
Habitat: Ocorre principalmente em riachos e afluentes menores. Seu habitat é caracterizado pela presença de vegetação e água tipicamente cor de chá devido as substâncias liberadas pelo material em decomposição.
- pH: 4.0 a 7.4
- Dureza: –
- Temperatura: 23°C a 28°C

Criação em Aquário
Aquário de pelo menos 60 litros com comprimento mínimo de 60 cm e 30 cm de largura desejável.
O aquário deverá ser preferencialmente densamente plantado com presença de raízes, folhas secas e substrato arenoso. Esta espécie se dá bem em paludários com plantas suspensas, podendo até mesmo se reproduzir neste tipo de aquário.
É uma espécie que passa a maior parte de seu tempo na superfície do aquário, sendo relativamente fácil de se manter. Deixe o aquário bem tampado, pulam com frequência para fora.
Como a maioria dos peixes do gênero, é intolerante ao acúmulo de poluentes orgânicos e requer água limpa, o que significa que trocas semanais de água devem ser consideradas e nunca deve ser introduzido em um aquário biologicamente imaturo.
Comportamento e Compatibilidade: É uma espécie pacífica que deve ser mantida com peixes pacíficos e de mesmo porte. Bastante agitado e de comportamento gregário, como tal deve ser mantido no maior número possível para que mostrem seu comportamento natural e sua coloração fique mais acentuada. Machos competem uns com os outros pela atenção das fêmeas.
- Área de Natação: Superfície
- Quantidade mínima: Grupo
- Nível de dificuldade: Fácil
Alimentação
Onívoro. Alimenta-se naturalmente de vermes, insetos e pequenos crustáceos. Em aquário aceitará alimentos vivos e secos sem dificuldade.
Reprodução
Ovíparo. O macho escolhe um território e usa suas nadadeiras para cavar uma pequena depressão (cova) no substrato de areia. Ele limpa a área e começa a se exibir de forma vigorosa para atrair a fêmea.
Quando a fêmea aceita, o macho se posiciona ao lado e ligeiramente abaixo dela. Ele usa sua nadadeira anal para criar uma espécie de “bolsa” ou encaixe temporário logo abaixo da abertura genital da fêmea.
A fêmea libera os ovos dentro dessa bolsa, onde o macho os fertiliza imediatamente. Em seguida, eles deixam os ovos caírem cuidadosamente dentro da cova de areia previamente cavada. Uma única desova pode render até 300 ovos.
Logo após a desova, o macho assume total responsabilidade pelo ninho. Ele se torna territorial e afasta a fêmea e qualquer outro peixe que se aproxime. Os ovos eclodem muito rápido, geralmente entre 24 e 48 horas (dependendo da temperatura da água, idealmente mantida por volta de 26°C).
O macho continua guardando os filhotes até que o saco vitelino seja totalmente absorvido e eles comecem a nadar livremente pela coluna d’água (o que leva mais alguns dias). A partir desse momento, os alevinos tornam-se independentes.
- Maturidade Sexual: Próximo de 8 meses +
- Cuidado Parental: Ocorre parcialmente
Dimorfismo Sexual: Evidente com machos sendo maiores e nadadeiras mais longas, além apresentarem cores mais intensas. Fêmeas são menores e visivelmente mais encorpadas (salientes/roliças).

Referências
- Barriga, R., 1991. Peces de agua dulce del Ecuador. Revista de Informacion tecnico-cientifica, Quito, Ecuador, Politecnica
- Breder, C.M. and D.E. Rosen, 1966. Modes of reproduction in fishes. T.F.H. Publications, Neptune City, New Jersey.
- Géry, J., 1977. Characoids of the world. Neptune City ; Reigate : T.F.H. [etc.]; 672 p. : ill. (chiefly col.)
- Mills, D. and G. Vevers, 1989. The Tetra encyclopedia of freshwater tropical aquarium fishes. Tetra Press, New Jersey.
- Nomura, H., 1984. Nomes científicos dos peixes e seus correspondentes nomes vulgares. In H. Nomura (ed.). Dicionário dos peixes do Brasil. Editerra, Brasília, Brasil
- Ortega, H. and R.P. Vari, 1986. Annotated checklist of the freshwater fishes of Peru. Smithson. Contrib. Zool.
- Porto, J.I.R., E. Feldberg, C.M. Nakayama and J.N. Falcao, 1992. A checklist of chromosome numbers and karyotypes of Amazonian freshwater fishes. Rev. Hydrobiol. Trop.
- Robins, C.R., R.M. Bailey, C.E. Bond, J.R. Brooker, E.A. Lachner, R.N. Lea and W.B. Scott, 1991. World fishes important to North Americans. Exclusive of species from the continental waters of the United States and Canada. Am. Fish. Soc. Spec. Publ.
- Weitzman, M. and S.H. Weitzman, 2003. Lebiasinidae (Pencil fishes). p. 241-251. In R.E. Reis, S.O. Kullander and C.J. Ferraris, Jr. (eds.) Checklist of the Freshwater Fishes of South and Central America. Porto Alegre: EDIPUCRS, Brasil.
Publicado em Setembro/2026