Tainha Listrada (Mugil cephalus)

Espécimes adultos em Gold Coast Seaway (Austrália) — Foto de Ian Banks (CCBY-NC)

Nome Científico: Mugil cephalus (Linnaeus, 1758)

Ordem: Mugiliformes — Família: Mugilidae

Nome popular: Tainha, Curimã — Inglês: Flathead grey mullet

Distribuição: Cosmopolita nas águas costeiras das zonas tropicais

EtimologiaMugil, vem do latim mūgil ou mugilis, que significa “tainha cinzenta” ou “peixe da família Mugilidae”.

Cephalus, vem do grego antigo képhalos, que significa “cabeça” (ou, mais especificamente, uma referência à tainha de cabeça chata).

Status de Conservação (IUCN Red List): Pouco preocupante (2026)


Descrição

Popularmente conhecida como tainha-listrada ou tainha-chata, é um peixe costeiro eurialino (suporta grandes variações de salinidade) encontrado em águas tropicais e subtropicais. Caracteriza-se por um corpo alongado e cilíndrico, cabeça achatada, dorso esverdeado/cinza e lados prateados.

Diferencia-se de outras tainhas (como M. curema) pela ausência de escamas nas nadadeiras dorsal e anal e focinho rombudo. Dados genéticos indicam que Mugil cephalus é globalmente um complexo de espécies. Pelo menos 14 espécies (incluindo antigos sinônimos) foram reconhecidas. O nome deve ser aplicado apenas no Atlântico Nordeste e no Mediterrâneo, onde as espécies são simpátricas. Dados genéticos e ecológicos confirmaram a validade das espécies

A palavra “tainha” tem origem no latim tagenia, que por sua vez deriva do grego tagenías, significando “bom para frigir” ou “fritar”.

De grande importância comercial e na aquicultura, conhecida por sua carne, que é rica em nutrientes, além de utilizado na medicina chinesa. É amplamente criado em cativeiro em inúmeros países.

  • Tamanho Adulto: 100 cm (comum 50 cm)
  • Expectativa de Vida: 15 anos
Espécime adulto em seu ambiente natural em Las Palmas (Espanha) — Foto de Dennis Rabeling (CCBY-NC)

Distribuição e Habitat

Possui distribuição cosmopolita, ocorrendo em águas costeiras tropicais, subtropicais e temperadas de todos os oceanos. É uma espécie eurialina, adaptando-se a variações de salinidade, sendo comum em estuários, lagoas costeiras e água doce, geralmente entre 0 a 20 metros de profundidade.

Países: Cosmopolita

Habitat: Espécie bentopelágica, vive em cardumes próximos à costa, estuários e rios. É catádromo, migrando para o mar para reprodução. Geralmente formam grandes cardumes sobre fundos de areia ou lama, entre 0 e 10 m de profundidade, ocorrendo igualmente em águas tropicais, subtropicais e temperadas.

  • pH: 7,5 a 9,0
  • Dureza: –
  • Temperatura: 08°C a 28°C

Criação em Aquário

Sua criação em aquário doméstico é desconhecido, exceto aquário público ou de pesquisa.

Comportamento e Compatibilidade: –

  • Área de Natação: –
  • Quantidade mínima: Grupo
  • Nível de dificuldade: –

Alimentação

São principalmente diurnos, alimentando-se de detritos, microalgas e organismos bentônicos. Os juvenis se alimentam de zooplâncton até atingirem cerca de 3,0 cm de comprimento padrão.

Cardume em águas continentais na Flórida (EUA) — Foto de Henggang Cui (CCBY-NC)

Reprodução

Ovíparo. Reproduz-se uma vez por ano, com desova no outono e inverno (especialmente junho no sul do Brasil), migrando do estuário para o mar aberto. É uma espécie de alta fecundidade, com fêmeas liberando entre 500 mil e 2 milhões de ovos.

Diversos machos unem-se rodeando a fêmea (normalmente proporção 4 x 1) onde ela irá liberar os ovos e os machos fecundando em seguida. A eclosão dos ovos ocorre em cerca de 48 horas. As larvas (2,4 mm) vivem no plâncton e, ao atingirem 16-20 mm, migram para águas interiores e estuários.

  • Maturidade Sexual: Entre 3 e 4 anos
  • Cuidado Parental: Não ocorre

Dimorfismo Sexual: apresenta um dimorfismo sexual sutil ou praticamente inexistente externamente


Referências

Harrison, I.J., 1995. Mugilidae. Lisas. p. 1293-1298. In W. Fischer, F. Krupp, W. Schneider, C. Sommer, K.E. Carpenter and V. Niem (eds.) Guia FAO para Identification de Especies para lo Fines de la Pesca. Pacifico Centro-Oriental. 3 Vols. FAO, Rome.

Tang, W.-C., 1987. Chinese medicinal materials from the sea. Abstr. Chin. Med.

Fadeev, N.S., 2005. Guide to biology and fisheries of fishes of the North Pacific Ocean. Vladivostok, TINRO-Center.

Harrison, I.J., 2008. Mugilidae. p. 450-471. In M.L.J. Stiassny, G.G. Teugels and C.D. Hopkins (eds.) The fresh and brackish water fishes of Lower Guinea, West-Central Africa. Volume II. Collection Faune et Flore tropicales 42. Institut de Recherche pour le Développement, Paris, France, Muséum National d’Histoire Naturelle, Paris, France, and Musée Royal de l’Afrique Centrale, Tervuren, Belgium.

Publicado em Maio/2026

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EdsonRechi

Aquarista desde criança quando tentava manter peixes sem sucesso. Após um longo período sem aquários, voltei para o aquarismo em 2004 por influência de minha esposa. Desde então, já mantive diversos tipos de aquários e peixes. Articulista, além de organizar e palestrar em eventos ligados ao hobby nos últimos anos. Atualmente se dedica ao site o qual pretende tornar a maior referência de peixes ornamentais em língua portuguesa.

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