Jaú (Zungaro jahu)

 
Zungaro jahu  (Ihering, 1898)

Ficha Técnica

Ordem: Siluriformes — Família: Pimelodidae (Pimelodídeos)

Nomes Comuns: Jaú, Bagre da Lagoa

Distribuição: América do Sul; bacias do Paraguai e Paraná

Tamanho Adulto: 140 cm

Expectativa de Vida: desconhecido

Comportamento: predador, pacífico

pH: 6.0 a 7.4 — Dureza: desconhecido

Temperatura: 22°C a 28°C

Distribuição e habitat

Distribuído nas bacias do Paraná e Paraguai, encontrado no Brasil, Argentina e Bolívia. Sua presença no Paraguai é questionável.

No Brasil é encontrado nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso e Paraná. Localidade é tida como no rio Tietê em SP.

Vive no canal do rio, principalmente nos poços das cachoeiras, para onde vai no período de água baixa acompanhando os cardumes de Characidae (especialmente curimbatá) que migram rio acima.

Descrição

Peixe de couro, seu corpo é grosso e curto; a cabeça grande e achatada. A coloração varia do pardo-esverdeado-claro a pardo-esverdeado-escuro, com manchas, no dorso, mas o ventre é branco. O indivíduo jovem, chamado jaupoca, apresenta pintas violáceas espalhadas pelo dorso amarelado.

Os barbilhões maxilares são curtos, não ultrapassando a base da nadadeira dorsal. A coloração varia do pardo esverdeado claro a escuro no dorso, mas o ventre é branco; indivíduos jovens apresentam pintas claras espalhadas pelo dorso.

Criação em Aquário

Sua criação em aquário não é recomendado dado seu tamanho adulto. Ideal manter em lagos ou grandes tanques.

Esta espécie aprecia pouca luminosidade e substrato arenoso e macio. Decoração composta por raízes formando abrigos desejável para que o peixe possa ficar entocado.

A água deve ser bem oxigenada e isenta de poluentes orgânicos.

Comportamento

Juvenis podem ser mantidos juntos, uma vez que possuem comportamento gregário. Ao atingirem a maturidade ficam agressivos com seus congêneres.

Apresenta comportamento pacífico e sedentário. Os peixes deverão ser criteriosamente escolhidos para que não sejam devorados, nomeadamente deve-se escolher peixes de grande porte.

Reprodução

Ovíparo. É um peixe que realiza migrações de desova.

Dimorfismo Sexual

Dimorfismo sexual desconhecido.

Alimentação

Espécie piscívora; são predadores vorazes.

Em aquário espécimes adultos poderão demorar a aceitar alimentos secos, enquanto juvenis aceitam com maior facilidade. Aceitam alimentos alternativos como filé de peixes, camarões, minhocas, Tubifex, lulas, mexilhões, entre outros.

Uma vez que atingem tamanho adulto, pode-se alimentar de duas a três vezes por semana. Atente para não sobrealimentar, é uma espécie de hábito sedentário.

EtimologiaZungaro; nome nativo utilizado amplamente para designar grandes Pimelodídeos.

“Jau” vem do tupi ya’ú. “Jaupoca” também vem do tupi, significando “jaú barulhento”.

Sinônimos: Paulicea jahu

Referências

  1. Burgess, W.E., 1989. An atlas of freshwater and marine catfishes. A preliminary survey of the Siluriformes. T.F.H. Publications, Inc., Neptune City, New Jersey (USA).
  2. Ferraris, C.J. Jr., 2007. Checklist of catfishes, recent and fossil (Osteichthyes: Siluriformes), and catalogue of siluriform primary types. Zootaxa

Ficha por (Entered by): Edson Rechi — Setembro/2017
Colaboradores (collaboration): –

Sobre Edson Rechi 769 Artigos
Aquarista em duas fases distintas, a primeira quando criança e tentava manter peixes ornamentais sem muito sucesso. Após um longo período sem aquários, voltou no aquarismo em 2004, desde então já manteve diversos tipos de aquários como plantado, peixes jumbo, ciclídeos africanos, água salobra, amazônico comunitário e marinho. Atualmente curte e mantém peixes primitivos e ciclídeos neotropicais, suas grandes paixões.

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