Tetra Fantasma Amarelo (Hyphessobrycon roseus)

Hyphessobrycon roseus (Géry, 1960)

Foto gentilmente cedida por Chris Lukhaup

Nome Popular: Tetra Fantasma Amarelo — Inglês: Yellow Phantom Tetra

Ordem: Characiformes — Família: Characidae (Caracídeos)

Distribuição: América do Sul, Bacias dos rios Maroni e Oyapock

Tamanho Adulto: 3 cm

Expectativa de Vida: 3 a 5 anos +

pH: 5.0 a 7.4 — Dureza: 2 a 15

Temperatura: 23°C a 28°C

Aquário Mínimo: 60 cm (comprimento) X 30 cm (largura) desejável — Prefere aquário com plantas formando áreas sombreadas. Mostram-se mais coloridos e ativos quando mantidos em aquário plantado com áreas abertas para natação. Pode-se adicionar raízes e folhas secas (opcional) como decoração.

Comportamento & Compatibilidade: É uma espécie pacífica e gregária que forma hierarquia livre, podendo ser mantido em aquário comunitário com peixes de tamanho diminuto. Será importante manter em cardume com pelo menos 10 espécimes para que mostrem seu comportamento natural e cores mais realçadas.

Alimentação: Onívoro. Naturalmente se alimentam de vermes, pequenos insetos e crustáceos. Em aquário aceitará prontamente alimentos secos e vivos.

Reprodução: Ovíparo. O macho conduzirá a fêmea liberar os ovos, que serão fecundados e sua maioria irá para o fundo do substrato ou aglomerado de plantas. Eclodem entre 24h e 48h e larvas estarão nadando livremente após 48 h. Pais não exibem cuidado parental.

Dimorfismo Sexual: Fêmeas são ligeiramente maiores e mais roliças que os machos, principalmente na região ventral. Machos adultos possuem corpo retilíneo e são mais coloridos.

Biótopo: Boa parte dos registro indicam que vivem em igarapés e áreas de florestas tropicais. Tais habitats contêm tipicamente águas de fluxo lento a moderado, com vegetação ribeirinha e substrato arenoso, frequentemente suspensos, cobertos por galhos caídos, raízes de árvores e folhas em decomposição. A água é tipicamente ácida, de dureza e condutividade de carbonato insignificante e tingida de marrom devido à presença de substâncias húmicas liberadas pela decomposição da matéria orgânica.

Etimologia: Hyphessobrycon do grego antigo hyphésson, que significa “de menor estatura”, usado como um prefixo neste caso, mais o nome genérico Brycon. Roseus do latim roseus, que significa “rosa”, em referência à cor do corpo “rosa brilhante” do peixe.

Sinônimos: Megalamphodus roseus

Informações adicionais: Sua distribuição é tida em riachos perto de Gaa Kaba, Maroni, Guiana Francesa. Ocorre nos rios Maroni e Oiapoque. A extensão de sua distribuição se estende desde o rio Courantyne, no Suriname, até o rio Oiapoque, que forma uma grande porção na fronteira entre a Guiana Francesa e o Brasil. Também foi registrado em algumas bacias hidrográficas entre esses dois sistemas, incluindo os rios Suriname, Maroni e Sinnamary.

Esta pequena espécie é um peixe de popular no aquarismo, mas há alguma confusão em torno de sua identificação. Pode ser distinguido de seus congêneres pelo padrão de cor; o corpo apresenta cor rosa, nadadeiras vermelhas sem marcas pretas e a mancha umeral ovoide é proeminente.

Referências:

  • Eschmeyer, W.N. (ed.), 1999. Catalog of fishes. Updated database version of November 1999. Catalog databases as made available to FishBase in November 1999.
  • Lima, F.C.T., L.R. Malabarba, P.A. Buckup, J.F. Pezzi da Silva, R.P. Vari, A. Harold, R. Benine, O.T. Oyakawa, C.S. Pavanelli, N.A. Menezes, C.A.S. Lucena, M.C.S.L. Malabarba, Z.M.S. Lucena, R.E. Reis, F. Langeani, C. Moreira et al. …, 2003. Genera Incertae Sedis in Characidae. p. 106-168. In R.E. Reis, S.O. Kullander and C.J. Ferraris, Jr. (eds.) Checklist of the Freshwater Fishes of South and Central America. Porto Alegre: EDIPUCRS, Brasil.
  • Planquette, P., P. Keith and P.-Y. Le Bail, 1996. Atlas des poissons d’eau douce de Guyane. Tome 1. Collection du Patrimoine Naturel Volume 22, MNHN, Paris & INRA, Paris.

Ficha por (Entered by): Edson Rechi — Outubro/2018
Colaboradores (collaboration): –

Sobre Edson Rechi 696 Artigos
Aquarista em duas fases distintas, a primeira quando criança e tentava manter peixes ornamentais sem muito sucesso. Após um longo período sem aquários, voltou no aquarismo em 2004, desde então já manteve diversos tipos de aquários como plantado, peixes jumbo, ciclídeos africanos, água salobra, amazônico comunitário e marinho. Atualmente curte e mantém peixes primitivos e ciclídeos neotropicais, suas grandes paixões.

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