Killifish (Campellolebias intermedius)

Campellolebias intermedius (Costa & De Luca, 2006)

Killifish, espécime vivo em aquárioFoto cedida por It Rain Fishes

Ficha Técnica

Ordem: Cyprinodontiformes — Família: Rivulidae (Rivulídeos)

Nomes Comuns: Não possui

Distribuição: América do Sul; endêmico da bacia do rio Ribeira de Iguape

Tamanho Adulto: 4 cm

Expectativa de Vida: cerca de um ano

Comportamento: pacífico

pH: 5.0 a 6.0 — Dureza: 2 a 6

Temperatura: 22°C a 28°C

Distribuição e habitat

Endêmico da bacia do rio Ribeira de Iguape em São Paulo (Brasil).

O local de sua ocorrência está situado e 6 km a oeste de Juquia, em drenagens do rio Juquia.

Ocorre em poças temporárias na orla da floresta, de águas ácidas.

Killifish, espécime vivo em aquário Foto cedida por It Rain Fishes

Descrição

Esta espécie está ameaçada na natureza, devido ao avanço da urbanização das áreas de sua ocorrência.

Criação em Aquário

Aquário com dimensões mínimas de 30 cm de comprimento e 20 cm de largura desejável.

A decoração do aquário deverá ser preferencialmente composta por plantas como musgo.

São encontrados em áreas de floresta primária, então não gostam de iluminação muito forte e, embora a faixa de pH seja um pouco ampla, devem ser mantidos em pH mais ácido. A água deve ser escura e o aquário deve oferecer abrigos para a fêmea poder evitar o macho quando necessário.

Comportamento

Em geral apresenta comportamento pacífico, exceto machos que são agressivos e territorialistas entre si.

Deve-se evitar criar em aquário comunitário.

Reprodução

É um killifish anual, desovam no substrato. Os ovos são fertilizados internamente pelo uso de um gonopódio,  característico para as espécies deste gênero.

Como anuários, eles vivem em água estagnada temporária perto dos rios. Depois de alguns dias, a fêmea libera os ovos livremente no substrato. Estes ovos precisam de cerca de 8 a 12 semanas para eclodirem a uma temperatura de cerca de 25°C. 

Atingem a maturidade sexual com cerca de dois meses de vida.

Dimorfismo Sexual

Machos são maiores e mais coloridos, apresentam nadadeiras mais compridas, ventre retilíneo e um pseudogonopódio. Fêmea é menor com o ventre mais roliço, além de cores mais pálidas e nadadeiras mais curtas.

Alimentação

Onívoro, em seu ambiente natural alimenta-se de vermes, crustáceos e insetos.

Em cativeiro aceitará alimentos secos e vivos sem dificuldades. Fornecer alimentos vivos regularmente como artêmias, daphnias, enquitréias e larvas de mosquitos.

Etimologia: O gênero (Campellolebias) é em homenagem a Gilberto Campello Brasil, o ictiologista que descobriu o gênero.

Sinônimos: não possui

Referências

  1. Costa, W.J.E.M., 2006. Taxonomy and phylogenetic relationships among species of the seasonal, internally inseminating, South American killifish genus Campellolebias (Teleostei: Cyprinodontiformes: Rivulidae), with the description of a new species. Zootaxa
  2. (87290). Buckup, P.A., N.A. Menezes and M.S. Ghazzi, 2007. Catálogo das espécies de peixes de água doce do Brasil. Museu Nacional, Rio de Janeiro.
  3. It rains fishes – Campellolebias intermedius, Costa & Deluca, 2006

Ficha por (Entered by): Edson Rechi — Outubro/2017
Colaboradores (collaboration): –

Sobre Edson Rechi 636 Artigos

Aquarista em duas fases distintas, a primeira quando criança e tentava manter peixes ornamentais sem muito sucesso. Após um longo período sem aquários, voltou no aquarismo em 2004, desde então já manteve diversos tipos de aquários como plantado, peixes jumbo, ciclídeos africanos, água salobra, amazônico comunitário e marinho. Atualmente curte e mantém peixes primitivos e ciclídeos neotropicais, suas grandes paixões.

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