Peixe Charutinho (Pyrrhulina brevis)

Foto de Robert Allgayer (c)

Taxonomia

Nome Científico: Pyrrhulina brevis (Steindachner, 1876)

Ordem: Characiformes — Família: Lebiasinidae

Nome Popular: Charutinho — Inglês: Pirrulina

Etimologia: Pyrrhulina do Grego pyrrhos = vermelho, da cor do fogo.


Distribuição

América do Sul, bacia do rio Amazonas.

Países: Brasil e Peru

Pyrrhulina brevis “Rio Itaya” – Foto gentilmente cedida por dansfish.com

Descrição

Membro da família Lebiasinidae, que inclui os populares Peixes Lápis e Copeinas, P. brevis é um membro de um grupo de espécies de Pyrrhulina que compartilham certas características semelhantes, como corpo mais profundo, osso maxilar mais longo com muitos dentes e lobos da nadadeira caudal de comprimento quase igual.

Este grupo inclui P. lugubris na Colômbia e Venezuela, P. brevis , P. obermülleri , P. spilota e algumas novas espécies no alto Amazonas, no Peru.

Tamanho adulto: 7 cm

Expectativa de vida: 3 anos


Habitat

Ocorre em riachos, afluentes e várzeas, tanto em águas claras como águas negras.

pH: 5.0 a 7.2 — Dureza: mole

Temperatura: 22°C a 28°C

Pyrrhulina brevis “Rio Itaya” – Foto gentilmente cedida por dansfish.com

Manutenção em aquário

Aquário de pelo menos 40 litros com dimensões mínimas de 60 cm de comprimento e 30 cm de largura desejável.

O ideal é que o aquário seja bem plantado, deixando o centro livre para proporcionar espaço para nadar. Suas cores ficam mais vistosas em substratos escuros.

É uma espécie que passa a maior parte de seu tempo na superfície do aquário, devendo ser mantido tampado uma vez que tende pular.

Comportamento e Compatibilidade: Como a maioria de seus parentes próximos, esta espécie se desenvolve livremente em cardumes, se adaptando melhor em grupos de 5 ou mais espécimes, se dando bem com a maioria dos companheiros de aquário pacíficos e de tamanho semelhante.

Machos eventualmente podem ser agressivos entre si disputando território e fêmeas. Razão pela qual quanto maior o grupo melhor. Desta forma qualquer agressão será espalhada entre todos os indivíduos e não somente sobre os mais fracos.


Alimentação

Onívoro. Em seu ambiente natural sua dieta consiste basicamente de insetos que ficam próximo a superfície da água. Em aquário aceitará alimentos secos e vivos sem dificuldades.

Trata-se de um micro predador, por esta razão é importante fornecer alimentos vivos regularmente.

Foto de Miguel Landines (Universidad Nacional de Colombia)

Reprodução

Ovíparo. Desovam normalmente entre folhas ou raízes. Macho apresenta cuidado parental enquanto os ovos não eclodem, quando irá perder o interesse gradualmente.

Dimorfismo Sexual: O dimorfismo sexual pode ser um pouco difícil, mesmo quando adultos. Os machos são um pouco maiores e mais coloridos do que as fêmeas em época de reprodução. Machos apresentam corpo de forma retilínea, enquanto as fêmeas são notavelmente mais redondas principalmente em época de reprodução.


Referências

  • Breder, C.M. and D.E. Rosen, 1966. Modes of reproduction in fishes. T.F.H. Publications, Neptune City, New Jersey.
  • Lopez, H.L., R.C. Menni and A.M. Miguelarena, 1987. Lista de los peces de agua dulce de la Argentina. Biologia Acuatica No. 12, 50 p. (Instituto de Limnologia “Dr. Raul A. Ringuelet”).
  • Ortega, H. and R.P. Vari, 1986. Annotated checklist of the freshwater fishes of Peru. Smithson. Contrib. Zool.
  • Weitzman, M. and S.H. Weitzman, 2003. Lebiasinidae (Pencil fishes). p. 241-251. In R.E. Reis, S.O. Kullander and C.J. Ferraris, Jr. (eds.) Checklist of the Freshwater Fishes of South and Central America. Porto Alegre: EDIPUCRS, Brasil.
  • Effect of feeding frequency and water salinization on early development of Pyrrhulina brevis, an Amazonian ornamental fish – Arlindo dos S. PINHEIRO JUNIOR
  • Pyrrhulina brevis (Steindachner, 1876) como uma nova opção para a piscicultura ornamental nacional: larvicultura – Andrade Abe, HigoDias, Joel Artur Rodrigues Cordeiro, Carlos Alberto Martins Ramos, Fabricio Menezes Fujimoto, Rodrigo Yudi

Publicado em Setembro/2025

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