Emerald Green Lampeye (Poropanchax luxophthalmus)

Nome Científico: Poropanchax luxophthalmus (Brüning, 1929)
Ordem: Cyprinodontiformes — Família: Procatopodidae
Nome popular: Emerald Green Lampeye, Lampeye panchax killifish
Distribuição: África
Etimologia: Poros (grego) significa “poro” ou “passagem”. Refere-se ao sistema de poros cefálicos (na cabeça) bem visíveis e desenvolvidos nestes peixes. Panchax (derivação vernacular) é um termo taxonômico usado historicamente para designar vários peixes do grupo dos killifishes, originado de um nome local indiano (Panchak) para espécies semelhantes.
Status de Conservação (IUCN Red List): Pouco preocupante (2026)
Descrição
Possui corpo alongado e levemente comprimido nas laterais com uma coloração predominantemente translúcida, variando do cinza-claro ao oliva-pálido. A metade superior da íris de seus olhos possui um tecido reflexivo que emite um brilho azul ou verde-neon muito intenso sob a luz.
Diferencia-se de outros lampeyes (como o comum P. normani) por apresentar duas linhas horizontais de pontos brilhantes (azul-esverdeados) na metade inferior do flanco.
Identificado erroneamente como Aplocheilichthys macrophthalmus na literatura científica. Embora possui parentesco com os Killifishes e muitos aquaristas o consideram, não é necessariamente um Killifish.
- Tamanho Adulto: 4 cm
- Expectativa de Vida: 1 a 3 anos
Distribuição e Habitat
Planícies costeiras do sul do Togo, sul do Benim e da Nigéria, além de planícies costeiras do oeste e sudoeste dos Camarões.
Países: Benim, Camarões, Nigéria e Togo.
Habitat: Encontrado em pequenos rios e córregos nas florestas primárias e secundárias pantanosas das planícies costeiras. Águas tipicamente sombreadas pela vegetação e muitas vezes turvas, onde os seus característicos olhos brilhantes ajudam o cardume a manter contato visual.
- pH: 6 a 8 (em aquário ideal água levemente ácida)
- Dureza: 5 a 12
- Temperatura: 22°C a 28°C

Criação em Aquário
Aquário de pelo menos 40 litros com comprimento mínimo de 40 cm e 30 cm de largura desejável.
Use preferencialmente vegetação densa nas laterais e no fundo, incluindo plantas flutuantes (como Salvinia ou Limnobium). Elas ajudam a filtrar a luz, imitando o ambiente sombreado da floresta tropical.
Substrato escuro ajuda a destacar o brilho verde-neon dos peixes. Adicione troncos e folhas secas (como folhas de amendoeira) para liberar taninos que acidificam levemente a água e fornecem esconderijos.
Não é um peixe-fundulídeo sazonal e exige alguma experiência.
Comportamento e Compatibilidade: São peixes pacíficos e extremamente tímidos. Evite misturá-los com espécies grandes, agitadas ou agressivas. Os companheiros ideais são outros peixes nano e calmos, podendo ser criado também com camarões Neocaridinas.
Por serem peixes assustadiços, eles se sentem muito mais seguros e exibem cores mais vibrantes quando mantidos em grupo de pelo menos 10 ou mais indivíduos.
- Área de Natação: Meio / Superfície
- Quantidade mínima: Grupo
- Nível de dificuldade: Médio
Alimentação
Onívoro. Micropredador de superfície, alimentando-se naturalmente de pequenos insetos aquáticos, larvas, crustáceos e zooplâncton.
Em aquário aceita bem alimentos sexos, mas de tamanho reduzido devido à sua boca pequena.
Reprodução
Ovíparo. Similar ao killifish, o macho corteja a fêmea conduzindo-a até o musgo ou mop, onde ela deposita alguns ovos adesivos por dia que serão fecundados pelo macho.
Os ovos eclodem em cerca de 10 a 14 dias, dependendo diretamente da temperatura da água.
- Maturidade Sexual: Próximo de 6 meses (2 cm)
- Cuidado Parental: Não ocorre
Dimorfismo Sexual: Machos são ligeiramente maiores, mais coloridos e exibem duas linhas neon bem destacadas no corpo. Suas nadadeiras pélvicas e anal são mais longas e pontiagudas, muitas vezes com bordas em tons de amarelo, laranja ou pequenas manchas avermelhadas.
As fêmeas possuem coloração mais opaca e corpo arredondado. Suas nadadeiras são curtas, transparentes e sem ornamentos de cor. As linhas brilhantes nas laterais do corpo são muito mais discretas ou ausentes.
Referências
- Van Der Zee, J.R., T. Woeltjes and R.H. Wildekamp, 2008. Poeciliidae. p. 48-79. In M.L.J. Stiassny, G.G. Teugels and C.D. Hopkins (eds.) The fresh and brackish water fishes of Lower Guinea, West-Central Africa. Volume II. Collection Faune et Flore tropicales 42. Institut de Recherche pour le Développement, Paris, France, Muséum National d’Histoire Naturelle, Paris, France, and Musée Royal de l’Afrique Centrale, Tervuren, Belgium.
- Huber, J.H., 1996. Killi-Data 1996. Updated checklist of taxonomic names, collecting localities and bibliographic references of oviparous Cyprinodont fishes (Atherinomorpha, Pisces). Société Française d’Ichtyologie, Muséum National d’Histoire Naturelle, Paris, France
- Wildekamp, R.H., R. Romand and J.J. Scheel, 1986. Cyprinodontidae. p. 165-276. In J. Daget, J.-P. Gosse and D.F.E. Thys van den Audenaerde (eds.) Check-list of the freshwater fishes of Africa (CLOFFA). ISNB, Brussels, MRAC; Tervuren; and ORSTOM, Paris.
- Mills, D. and G. Vevers, 1989. The Tetra encyclopedia of freshwater tropical aquarium fishes. Tetra Press, New Jersey.
Publicado em Maio/2026