Medaka Peixe Arroz Javanês (Oryzias javanicus)

Foto de Ahsan al hidayat (CC BY-NC)

Nome Científico: Oryzias javanicus (Bleeker, 1854)

Ordem: Beloniformes — Família: Adrianichthyidae

Nome popular: Português — Inglês: Inglês

Distribuição: Sudeste Asiático

Etimologia: Oryzias: do grego ὄρυζα (oryza), que significa ‘arroz’, em referência à tendência de alguns membros do gênero de habitar campos de arroz. Javanicus, ‘de Java’, em referência à localidade tipo desta espécie.

Status de Conservação (IUCN Red List): Pouco preocupante (2026)

Sinônimos: Aplocheilus javanicus


Descrição

Espécie resistente para se criar em aquário e bastante prolífero, com fêmeas capazes de reproduzir quase diariamente quando em boas condições.

Corpo semitransparente com tons cinza-esverdeados ou prateados brilhantes. Olhos grandes com reflexos azuis e nadadeira caudal com bordas amarelas ou pretas bem destacadas (especialmente nos machos). Sua boca é voltada para cima, adaptada para se alimentar na superfície da água.

Os membros da família Adrianichthyidae frequentemente são chamados de “peixes-arroz”, em referência à tendência de alguns membros do gênero de habitar campos de arroz.  Eram tradicionalmente considerados membros da ordem Cyprinodontiformes, portanto, estão intimamente relacionados ao grupo dos Killifishes.

Embora Rosen e Parenti os terem reclassificado dentro do grupo Beloniformes em 1981, algumas publicações ainda os classificam como Killifish.

O membro mais conhecido da família é o medaka ou peixe-arroz japonês, Oryzias latipes, que tem sido amplamente utilizado como organismo modelo em biologia genômica e experimental por mais de um século e foi o primeiro animal vertebrado a acasalar no espaço em meados da década de 1990.

  • Tamanho Adulto: 4 cm
  • Expectativa de Vida: Na natureza cerca de um ano, em cativeiro 3 anos
Oryzias javanicus em seu habitat natural – Foto de Patta Vangtal (c)

Distribuição e Habitat

A sua distribuição geográfica abrange a região da Insulíndia e Península da Indochina, sendo encontrado em países como Tailândia, Malásia, Singapura, Indonésia e Vietnã.

Países: Vide acima.

Ambiente: Água doce, salobra e marinho.

Habitat: Geralmente ocorre em riachos e piscinas costeiras, normalmente salobras, incluindo manguezais e florestas. Pode ser encontrado em habitats de água doce e é conhecida por ser tolerante a uma ampla faixa de salinidade .

  • pH: 7.5 a 9.0
  • Dureza: –
  • Temperatura: 18°C a 26°C

Criação em Aquário

Aquário Mínimo: 40 cm comprimento X 30 cm largura — quando mantido em aquário densamente plantado com substrato escuro exibem coloração bastante chamativa, além das plantas servirem de refúgio para alevinos se desenvolverem em meio aos adultos.

Outros adornos consistem no uso de raízes e alguns galhos. Plantas de superfície também é bastante apreciada pela espécie.

Comportamento e Compatibilidade: Seu comportamento em aquário é bem semelhante aos Poecilídeos com machos sempre à procura das fêmeas para reproduzir. Razão pela qual deverá ter um número maior de fêmeas juntos aos machos.

São pacíficos e podem ser criados em aquário comunitário com espécies igualmente pacíficas e de pequeno porte. Aquaristas mais experientes costumam manter em aquário mono espécie.

  • Área de Natação: Superfície
  • Quantidade mínima: Grupo
  • Nível de dificuldade: Fácil
Foto de Nur Herjayanti (CC BY-NC)

Alimentação

É um micro predador que se alimenta de pequenos insetos, larvas, crustáceos e zooplâncton na natureza.

Em aquário aceitam alimentos secos e vivos sem dificuldades.


Reprodução

Sua reprodução é conhecida como “criação pélvica”, em alusão as fêmeas carregarem os ovos em sua nadadeira pélvica. Em época de reprodução os machos normalmente escurecem sua coloração e defendem pequenos territórios contra outros machos, enquanto tentam atrair as fêmeas.

Os ovos são expelidos pela fêmea e fertilizados pelo macho, permanecendo pendurados no poro genital da fêmea por um curto período antes de serem depositados individualmente em pequenos aglomerados entre a vegetação ou em meio a raízes.

Larvas eclodem e nadam livremente de uma a três semanas dependendo da temperatura. Não ocorre cuidado parental e pais podem predar os alevinos.

  • Maturidade Sexual: Próximo de 2 a 3 meses
  • Cuidado Parental: Não ocorre

Dimorfismo Sexual: Os machos adultos são mais coloridos, possuem nadadeiras dorsais e anais mais longas e têm um corpo mais fino que o das fêmeas. A papila genital nos machos forma um tubo curto e ligeiramente cônico, enquanto nas fêmeas é bilobada.


Referências

  • Roberts, T.R., 1998. Systematic observations on tropical Asian medakas or ricefishes of the genus Oryzias, with descriptions of four new species. Ichthyol. Res.
  • Rainboth, W.J., 1996. Fishes of the Cambodian Mekong. FAO species identification field guide for fishery purposes. FAO, Rome
  • Seegers, L., 1997. Killifishes of the world: Old world killis I: (Aphyosemion, lampeyes, ricefishes). Aqualog, Verlag: A.C.S. Gmbh, Germany

Publicado em Junho/2026

Confira também

EdsonRechi

Aquarista desde criança quando tentava manter peixes sem sucesso. Após um longo período sem aquários, voltei para o aquarismo em 2004 por influência de minha esposa. Desde então, já mantive diversos tipos de aquários e peixes. Articulista, além de organizar e palestrar em eventos ligados ao hobby nos últimos anos. Atualmente se dedica ao site o qual pretende tornar a maior referência de peixes ornamentais em língua portuguesa.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *