Tequila splitfin (Zoogoneticus tequila)

 

Zoogoneticus tequila (Webb & Miller, 1998)

Espécime macho de Zoogoneticus tequila em época de reprodução (Foto de Frank Kroenke)

Nome Popular: Em português não possui — Inglês: Tequila splitfin

Ordem: Cyprinodontiformes — Família: Goodeidae

Distribuição: América do Norte, México.

Tamanho Adulto: 6 a 8 cm

Expectativa de Vida: Desconhecido

pH: 6.8 a 7.6 — Dureza: 9 a 19

Temperatura: 18°C a 28°C

Posição no aquário: Aquário todo

Nível de dificuldade: Fácil

Endêmico do estado mexicano de Jalisco. Historicamente era conhecido apenas no Rio Teuchitlán, nas cabeceiras do Rio Ameca, foi considerado extinto na natureza quando descrito. Apenas uma única vez, um único indivíduo do sexo masculino foi visto na nascente de El Rincón, em 1999.

Programas recentes de reintrodução financiados por jardins zoológicos europeus e liderados pela Universidade de Morelia ajudaram a reforçar a população selvagem desta espécie ameaçada.

Macho de Zoogoneticus tequila – Foto de Roman Slaboch (c)

Historicamente, Skiffia francesae e Allotoca maculata foram encontradas simpatricamente com esta espécie, mas infelizmente invasores introduzidos como Oreochromis spp, Xiphophorus hellerii, Cyrpinus carpio e Pseudoxiphophorus bimaculatus os substituíram em grande parte.

Aquário Mínimo: 60 cm comprimento X 30 cm largura — Apesar de seu tamanho diminuto, deve haver bastante espaço para as fêmeas e os machos subdominantes escaparem das perseguições libidinosas dos machos reprodutores. Estes peixes não são exigentes no que diz respeito à decoração de um aquário, embora plantas de folhas finas possam ser danificadas. Plantas de plástico e plantas maiores e com caules grossos são seguras e oferecem uma grande cobertura para peixes e alevinos subdominantes. A adição de musgo oferecerá esconderijos ainda para os alevinos.

Como a água em que Zoogoneticus tequila habita é muitas vezes rasa, a espécie desenvolveu uma excelente tolerância às mudanças de temperatura. Muitos criadores relataram que os peixes apresentam melhor saúde quando são submetidos a baixa temperatura temporariamente durante o inverno. Isto retarda o metabolismo dos peixes e alivia as pressões da reprodução. O pH deve ser mantido preferencialmente um pouco acima do neutro com dureza moderada, embora água levemente ácida seja tolerada.

Comportamento & Compatibilidade: São pacíficos e devem ser mantidos em quantidade maior de fêmeas do que machos em vista a perseguição constante dos machos para se reproduzirem. Uma proporção de duas a três fêmeas para cada macho é ideal. Evite peixes significativamente menores ou com nadadeiras longas, que se tornarão o alvo de investidas.

Fêmea de Zoogoneticus tequila – Foto de Roman Slaboch (c)

Alimentação: Dentes de formato cônico e intestino curto apontariam para uma natureza principalmente carnívora, ao contrário de muitos outros vivíparos. Na natureza, larvas de insetos e pequenos invertebrados aquáticos constituem a maior parte da dieta, embora este peixe não se oponha a comer alevinos de outras espécies ou mesmo dos seus próprios.

Em aquário, todos os alimentos preparados, vivos e congelados serão consumidos, mas recomenda-se um floco ou pellet de boa qualidade para manutenção geral.

Reprodução: Vivíparo. Em aquário, a maturidade sexual pode ser alcançada dentro de seis a dez semanas e sabe-se que as ninhadas chegam a 20-29 descendentes, mas as fêmeas no seu primeiro ano de reprodução raramente reproduzem mais do que dez alevinos. Sua reprodução é similar aos Poecilídeos, após o período de gestação, que pode durar até cinquenta dias, fêmeas dão a luz a filhotes já formados. Não ocorre cuidado parental.

Dimorfismo Sexual: Bastante evidente. Os machos possuem um gonopódio como outros homônimos. Esta é uma nadadeira anal especialmente modificada, usada como auxiliar na fertilização interna. Os machos maduros também apresentam um halo dourado ao redor da nadadeira caudal, tamanho menor e cor geral mais escura. As fêmeas apresentam uma cor olivácea consistente no corpo e muitas vezes são maiores que os machos, principalmente quando carregam alevinos.

Biótopo: Quando encontrado, seu habitat original era um lago raso e aberto, como uma expansão do Rio Teuchitlán, com 8 metros de diâmetro e 1,3 metros de profundidade. A espécie prefere profundidades inferiores a 1 metro. Os substratos eram formados principalmente de lama e lodo, com algumas rochas e areia presentes. As correntes eram nulas a moderadas e a água quente (cerca de 26°C em Março) e continuamente turva por bovinos, suínos e cavalos. Poucas plantas: Eichhornia , Potamogeton de folhas largas e. A espécie desapareceu de lá no início da década de 1990.

Casal de Zoogoneticus tequila em época de reprodução com macho em primeiro plano (Foto de Frank Kroenke)

Etimologia: Grego, zoon que significa pequeno animal e o latim, genesis que significa gênese. Presumivelmente em referência à natureza vivípara da espécie. Tequila, em referência ao vulcão, Volcán de Tequila, que se encontra próximo à localidade onde foram encontrados originalmente.

Sinônimos: Não possui.

Referências:

  • Nelson, J.S., E.J. Crossman, H. Espinosa-Pérez, L.T. Findley, C.R. Gilbert, R.N. Lea and J.D. Williams, 2004. Common and scientific names of fishes from the United States, Canada, and Mexico. American Fisheries Society, Special Publication 29, Bethesda, Maryland. ix, 386 p. + 1 CD.
  • Snoeks, J., Laleye, P. and T. Contreras-MacBeath, 2009. Zoogoneticus tequila. The IUCN Red List of Threatened Species 2009: e.T169395A6617089. Downloaded on 03 May 2018.
  • Zoogoneticus tequila em Goodeid Working Group

Publicado em Junho/2024

Sobre Edson Rechi 867 Artigos
Aquarista em duas fases distintas, a primeira quando criança e tentava manter peixes ornamentais sem muito sucesso. Após um longo período sem aquários, voltou no aquarismo em 2004, desde então já manteve diversos tipos de aquários como plantado, peixes jumbo, ciclídeos africanos, água salobra, amazônico comunitário e marinho. Atualmente curte e mantém peixes primitivos e ciclídeos neotropicais, suas grandes paixões.

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