Dourado branco, Tabarana (Salminus hilarii)

 

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Salminus hilarii (Valenciennes, 1850)

Nome Popular: Tabarana, Tubarana — Inglês: desconhecido

Família: Bryconidae (Bryconídeos)

Distribuição: América do Sul; alto do rio Paraná, bacias do São Francisco e Tocantins, alto das bacias dos rios Amazonas e Orinoco

Tamanho Adulto: 50 cm

Expectativa de Vida: 10 anos

Temperamento: Predador

Aquário Mínimo: não apropriado para aquário

Temperatura: 22°C a 28°C

pH: 6.0 a 7.6 – Dureza: 2 a 15

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Visão Geral

Dentro do gênero Salminus é a espécie que apresenta maior distribuição, sendo encontrada na bacia do Rio São Francisco, nos rios Grande e Tietê da bacia do Rio da Prata, nos rios Tocantins e Madeira da bacia Amazônica além da Bacia do Orinoco e rios da Colômbia (Rio Magdalena) e rios do Equador.

Peixe de águas movimentadas e que prefere habitar a calha principal do rio em trecho de correnteza; também aparece na embocadura de cachoeiras e corredeiras

Por ter inúmeras similaridades com o Dourado (Salminus brasiliensis) o Salminus hilarii é também chamado, na pesca esportiva, de “dourado branco”, entre outros nomes comuns como Gitubarana, Jatubarana, Jitubarana, Jutubarana, Pirá iú, Rabo vermelho, Tabarana, Tubarana, Tuburana  e Umbarana.

As grandes diferenças comparativas ao Dourado são a cor prateada e o tamanho. Raramente são encontrados exemplares da espécie com mais de 50 centímetros e o peso de até cinco quilos. Em média, mede 35 centímetros e pesa um quilo. A semelhança não é só estrutural. Os desenhos das linhas pretas longitudinais são os mesmos e a boca também é rasgada, com maxilar firme e dentes aguçados. Sem contar as nadadeiras, que também trazem um vermelho alaranjado.

A tabarana também é um peixe bastante esportivo, um predador compulsivo, valente e saltador. Além disso, é exigente, gosta de águas cristalinas e rasas, com até um metro de profundidade, e só é encontrado em rios preservados com matas ciliares intactas.

Aquário & Comportamento

Não é considerado um peixe ornamental, sendo mais apreciado na pesca ou consumo humano. Ideal criá-lo em lagos ou grandes tanques, se trata de uma espécie bastante ativa e que atinge grande tamanho. Literalmente não é uma espécie para ser criada em cativeiro.

Hipoteticamente um aquário com cerca de 5.000 litros seria requerido para a criação da espécie, com sistema de filtragem bem dimensionado criando um fluxo lótico. A decoração do aquário não seria crítica para a espécie.

Seu comportamento é agressivo e predador, podendo comer peixes com praticamente até 70% de seu tamanho. Em aquários públicos é comum ser criado com Pacus de grande porte, entre outros caracídeos de grande porte.

Reprodução & Dimorfismo Sexual

Ovíparo. Nadam em cardumes nas correntezas dos rios e afluentes e realizam longas migrações reprodutivas. Necessita da correnteza dos rios para completar o seu ciclo reprodutivo, durante a Piracema.

O dimorfismo sexual é pouco evidente, fêmeas maduras são maiores e apresentam corpo roliço enquanto machos apresentam corpo retilíneo.

Alimentação

Piscívoro. Alimentam-se de pequenos peixes nas corredeiras e na boca das lagoas, principalmente durante a vazante quando os outros peixes migram para o canal principal, além de insetos e crustáceos bentônicos. Em cativeiro dificilmente aceita alimentos secos, devendo ser fornecido camarões, alimentos vivos e filé de peixes.

Etimologia: Salminus (latim) = “pequeno salmão”

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Referências

  1. Begossi, A. and J.C. Garavello, 1990. Notes on the ethnoichthyology of fishermen from the Tocantins River (Brazil). Acta Amazon. 20:341-351.
  2. Lima, F.C.T., L.R. Malabarba, P.A. Buckup, J.F. Pezzi da Silva, R.P. Vari, A. Harold, R. Benine, O.T. Oyakawa, C.S. Pavanelli, N.A. Menezes, C.A.S. Lucena, M.C.S.L. Malabarba, Z.M.S. Lucena, R.E. Reis, F. Langeani, C. Moreira et al. …, 2003. Genera Incertae Sedis in Characidae. p. 106-168. In R.E. Reis, S.O. Kullander and C.J. Ferraris, Jr. (eds.) Checklist of the Freshwater Fishes of South and Central America. Porto Alegre: EDIPUCRS, Brasil.
  3. Mendes dos Santos, G.M.C., M. Jégu and B. de Merona, 1984. Catálogo de peixes comerciais do baixo rio Tocantins. Projecto Tucurí. Manaus, ELETRONORTE/CNPQ/INPA 83p.
  4. Nomura, H., 1984. Nomes científicos dos peixes e seus correspondentes nomes vulgares. In H. Nomura (ed.). Dicionário dos peixes do Brasil. Editerra, Brasília, Brasil: 27-63.
  5. Biologia reprodutiva da tabarana Salminus hilarii (osteichthyes, characidae) na represa de Três Marias – Dalcio Ricardo de Andrade Alexandre Lima Godinho, Hugo Pereira Godinho, Eduardo Shimoda
  6. Dieta da tabarana, Salminus hilarii (Valenciennes, 1849) (Characidae, salmininae) em um trecho da Bacia do Rio Sorocaba, SP: itens principais e efeito da sazonalidade –  Gilberto Aparecido Villares Junior

Ficha por (Entered by): Edson Rechi — Setembro/2016

Sobre Edson Rechi 748 Artigos
Aquarista em duas fases distintas, a primeira quando criança e tentava manter peixes ornamentais sem muito sucesso. Após um longo período sem aquários, voltou no aquarismo em 2004, desde então já manteve diversos tipos de aquários como plantado, peixes jumbo, ciclídeos africanos, água salobra, amazônico comunitário e marinho. Atualmente curte e mantém peixes primitivos e ciclídeos neotropicais, suas grandes paixões.

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