Barbo Sumatra (Puntigrus tetrazona)

Puntigrus tetrazona (Bleeker, 1855)

Fêmea adulta

Nome Popular: Barbo Sumatra — Inglês: Sumatra barb, Tiger Barb

Ordem: Cypriniformes — Família: Cyprinidae (Cyprinídeos)

Distribuição: Ásia, distribuído em Sumatra e Bornéu

Tamanho Adulto: 6 cm (comum: 4 cm)

Expectativa de Vida: 5 anos

pH: 5.0 a 8.0 — Dureza: 5 a 19

Temperatura: 20°C a 28°C

Aquário Mínimo: 60 cm X 30 cm — A decoração do aquário não é crítica, porém, a presença de bastante plantas aquáticas e raízes é sugerida e apreciado pela espécie. Embora atinja um tamanho pequeno, considere um aquário com pelo 80 cm de comprimento se for manter em aquário comunitário, devido seu comportamento agressivo.

Comportamento: Espécie gregária formando hierarquia livre, com machos rivais disputando continuamente a atenção das fêmeas ou posicionamento dentro do grupo. Um grupo de pelo menos 8 a 10 espécimes deve ser considerado como requisito mínimo para se mantê-los em aquário, o que aumenta a probabilidade da espécie se distrair somente entre si, além de exibir sua beleza e comportamento natural.

Compatibilidade: Esta espécie é notoriamente agressiva com a reputação de morder as nadadeiras de outros peixes, embora este comportamento só pareça ser pronunciado quando números insuficientes são comprados ou o espaço é limitado. Mantê-los em grupos com bastante indivíduos e em bom espaço minimiza este comportamento, assim eles dispersarão a maior parte de seu tempo entre disputas intraespécie.

Alimentação: Onívoro, em seu ambiente natural alimenta-se de vermes, crustáceos e pequenas quantidades de vegetais e detritos. Em cativeiro aceitam alimentos secos sem dificuldades e pode-se fornecer alimentos vivos periodicamente.

Reprodução: Ovíparo. Similar a outros barbos, após ritual de acasalamento com macho se exibindo para fêmea, ela dispersará ovos livres rente ao substrato que serão fecundados em seguida pelo macho. Não exibem cuidado parental. Larvas eclodem em até 48 horas e nadam livremente após 24h.

Dimorfismo Sexual: Machos adultos tendem a ser um pouco menor, mais fino, e possuem um padrão de cor mais intensa do que as fêmeas.

Biótopo: Afluentes lênticos e corpos de água permanentes como pântanos e carrais de irrigação com densa vegetação aquática.

Etimologia: Puntigrus, formado a partir de parte do nome genérico Puntius e tigrus, uma palavra criada para soar como a palavra em latim tigris, que significa “tigre”, em alusão ao padrão de cores barradas e ao nome comum “tiger barb” usado por aquaristas. Tetrazona, do grego téttares, que significa “quatro” e zone em referência ao padrão de cor desta espécie que compreende quatro barras verticais escuras.

SinônimosCapoeta tetrazona Bleeker 1855; Barbus tetrazona (Bleeker 1855); Puntius tetrazona (Bleeker 1855); Systomus tetrazona (Bleeker 1855); Systomus sumatranus Bleeker 1860; Systomus sumatrensis Bleeker 1860

Informações adicionais: Muito popular entre aquaristas devido sua beleza e resistência, apresenta diversas variedades produzidas como verde, albino e ouro, entre as mais comuns. Peixes tingidos artificialmente desta espécie infelizmente estão sendo comercializados. Os peixes são injetados com corantes e sua vida útil encurta consideravelmente, além de muitos morrerem durante o processo de tingimento. Devemos boicotar e evitar comprar espécimes tingidos, indiferente a espécie.

Espécies nativas apresentam coloração prateada a levemente amarela acastanhada, com quatro listras verticais e nadadeiras e focinho vermelhos. Pode ser confundido com Systomus anchisporus, bastante similar na aparência.

Infelizmente, muitos dos peixes comercializados hoje são geneticamente fracos, propensos a doenças ou desenvolvem deformidades físicas devido à endogamia excessiva.

Provavelmente endêmico do centro e sul de Sumatra, com registros em Bornéu. Existem registros adicionais dos sistemas fluviais de Indragiri, Batang Hari e Musi nas províncias de Riau, Jambi e Sumatra do Sul, respectivamente. Populações ferais derivadas do aquarismo também existem em vários outros territórios, incluindo Cingapura, Austrália, Estados Unidos, Colômbia e Suriname.

Espécime selvagem genuíno coletado em Sumatra
Variedades diversas
Variedade platina e comum
Variedade verde e albina

Referências:

  1. Welcomme, R.L., 1988. International introductions of inland aquatic species. FAO Fish. Tech. Pap. 294. 318 p.
  2. Mills, D. and G. Vevers, 1989. The Tetra encyclopedia of freshwater tropical aquarium fishes. Tetra Press, New Jersey. 208 p.
  3. Bundesministerium für Ernährung, Landwirtschaft und Forsten (BMELF), 1999. Gutachten über Mindestanforderungen an die Haltung von Zierfischen (Süßwasser). Bundesministerium für Ernährung, Landwirtschaft und Forsten (BMELF), Bonn, Germany. 16 p.
  4. Tan, H.H., 2012. Systomus navjotsodhii, a new cyprinid fish from Central Kalimantan, Borneo. The Raffles Bulletin of Zoology, Supplement No. 25:285-289.

Ficha por (Entered by): Edson Rechi
Maio/2014 – Atualizado em Junho/2018
Colaboradores (collaboration): –

Sobre Edson Rechi 594 Artigos
Aquarista em duas fases distintas, a primeira quando criança e tentava manter peixes ornamentais sem muito sucesso. Após um longo período sem aquários, voltou no aquarismo em 2004, desde então já manteve diversos tipos de aquários como plantado, peixes jumbo, ciclídeos africanos, água salobra, amazônico comunitário e marinho. Atualmente curte e mantém peixes primitivos e ciclídeos neotropicais, suas grandes paixões.

2 Comentário

  1. Eu tinha um desses minha mãe que havia comprado,depois de dois dias comeu o olho do meu kinguio telescópio, acabei por agarrar uma raiva desses peixinhos, o kinguio estava comigo já a quase 2 anos e morreu depois de 2 dias agora estou repensando a ideia de ter alguns no meu Aquário de 160 litros

    • Vitor para que não ocorra ataques você precisa criá-los em cardumes minimo de 7 , se colocar menos que isso eles ficam territorialista e vão atacar seus peixes, eu tenho um aqua de 200 litros comunitário de tenho 10 barbos e nunca tive problemas.

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