Tetra Pristella (Pristella maxillaris)

 

Pristella maxillaris (Ulrey, 1894)

Nome Popular: Tetra Pristela – Inglês: X-ray tetra

Ordem: Characiformes — Família: Characidae (Caracídeos)

Distribuição: América do Sul, bacia Amazônica e do Orinoco

Tamanho Adulto: 4.5 cm

Expectativa de Vida: 3 a 5 anos +

pH: 6.0 a 7.6 — Dureza: 2 a 20

Temperatura: 22°C a 28°C

Aquário Mínimo: 60 cm (comprimento) X 30 cm (largura) desejável — Preferem aquário com bastante plantas formando áreas sombreadas. Mostram-se mais coloridos e ativos quando mantidos em aquário densamente plantado. Pode-se adicionar raízes e folhas secas (opcional) como decoração.

Comportamento & Compatibilidade: É uma espécie pacífica e gregária que forma hierarquia livre, com machos rivais disputando continuamente entre eles a atenção das fêmeas e posição hierárquica dentro do cardume. São bem ativos e ariscos. Será importante manter em cardume com pelo menos 10 espécimes para que mostrem seu comportamento natural e cores mais realçadas.

Alimentação: Onívoro. Naturalmente se alimenta de pequenos vermes, crustáceos e insetos. Em aquário aceitará prontamente alimentos secos e vivos.

Reprodução: Ovíparo. O macho conduzirá a fêmea liberar os ovos, que serão fecundados e sua maioria irá para o fundo do substrato ou aglomerado de plantas. Eclodem em até dois dias e larvas estarão nadando livremente em até 48 h. Pais não exibem cuidado parental. Reprodução é facilmente realizada, 300 a 400 ovos são obtidos por desova.

Dimorfismo Sexual: O dimorfismo sexual é evidente em espécimes adultos, o macho apresenta corpo de forma retilínea e coloração mais intensa, enquanto fêmea possui corpo mais roliço (principalmente na região ventral) e cores mais pálidas.

Biótopo: Durante a estação seca ocorre em riachos e afluentes de águas claras. Quando as chuvas chegam, ele se move para áreas inundadas onde desova entre a vegetação submersa. Ao contrário de outros caracídeos, ocasionalmente pode ser encontrado em água levemente salobra.

Etimologia: —

Sinônimos: Pristella riddlei, Holopristis riddlei, Aphyocarax maxillaris

Informações adicionais: Distribuído na bacia dos rios Amazonas e Orinoco, além de águas costeiras da Venezuela, Guiana, Suriname, Guiana Francesa e norte do Brasil. No Brasil pode ser encontrado no estado do Pará.

Seu corpo apresenta um ponto umeral redondo e pequeno, mais ou menos do tamanho da pupila; a mancha preta da nadadeira dorsal é revestida de branco e sublinhada com amarelo, os padrões de cor das nadadeiras pélvica e anal são simétricos; a nadadeira adiposa é hialina.

É um dos peixes mais populares no aquarismo devido sua resistência, sendo ideal para aquaristas iniciante, valor baixo e cores chamativas. Existem variedades como golden e semi albino.

Foto gentilmente cedida por Juan Carlos Palau Diaz

Referências:

  • Eschmeyer, W.N. (ed.), 1998. Catalog of fishes. Special Publication, California Academy of Sciences, San Francisco. 3 vols.
  • Lima, F.C.T., L.R. Malabarba, P.A. Buckup, J.F. Pezzi da Silva, R.P. Vari, A. Harold, R. Benine, O.T. Oyakawa, C.S. Pavanelli, N.A. Menezes, C.A.S. Lucena, M.C.S.L. Malabarba, Z.M.S. Lucena, R.E. Reis, F. Langeani, C. Moreira et al. …, 2003. Genera Incertae Sedis in Characidae. p. 106-168. In R.E. Reis, S.O. Kullander and C.J. Ferraris, Jr. (eds.) Checklist of the Freshwater Fishes of South and Central America. Porto Alegre: EDIPUCRS, Brasil.
  • Malabarba, L.R., 2003. Subfamily Cheirodontinae (Characins, tetras). p. 215-221. In R.E. Reis, S.O. Kullander and C.J. Ferraris, Jr. (eds.) Checklist of the Freshwater Fishes of South and Central America. Porto Alegre: EDIPUCRS, Brasil.
  • Hureau, J.-C., 1991. La base de données GICIM : Gestion informatisée des collections ichthyologiques du Muséum. p. 225-227. In Atlas Préliminaire des Poissons d’Eau Douce de France. Conseil Supérieur de la Pêche, Ministère de l’Environnement, CEMAGREF et Muséum national d’Histoire naturelle, Paris.

Ficha por (Entered by): Edson Rechi — Setembro/2018
Colaboradores (collaboration): –

Sobre Edson Rechi 769 Artigos
Aquarista em duas fases distintas, a primeira quando criança e tentava manter peixes ornamentais sem muito sucesso. Após um longo período sem aquários, voltou no aquarismo em 2004, desde então já manteve diversos tipos de aquários como plantado, peixes jumbo, ciclídeos africanos, água salobra, amazônico comunitário e marinho. Atualmente curte e mantém peixes primitivos e ciclídeos neotropicais, suas grandes paixões.

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