Plati, Platy (Xiphophorus maculatus)

 
Xiphophorus maculatus (Günther, 1866)

Ficha Técnica

Ordem: Cyprinodontiformes — Família: Poeciliidae (Poecilídeos)

Nomes Comuns: Plati, Platy — Inglês: Southern platyfish

Distribuição: América do Norte e América Central

Tamanho Adulto: 6 cm (comum: 4 cm)

Expectativa de Vida: 3 anos

Comportamento: pacífico

pH: 7.0 a 8.0 — Dureza: 9 a 19

Temperatura: 18°C a 28°C

Distribuição e habitat

América do Norte e América Central, Cidade Veracruz no México até o norte de Belize.

Introduzido e estabelecido em diversos países incluindo o Brasil, que pode ser encontrado nos estados do Espírito Santo e São Paulo.

Ocorre em canais e valas com fluxo de água tipicamente lento, além de pequenos córregos e brejos.

Plati variedade Showa Tricolor

Descrição

Muito comum em aquários, existem diversas linhagens domésticas, raramente sendo encontrado uma variedade pura (f1). Inclusive encontrado vestígios de material genético de outras espécies do gênero, nomeadamente cruzamentos entre Xiphophorus variatus e Xiphophorus hellerii.

Encontramos diversas variedades reproduzidas em cativeiro como Mickey Mouse, Wagtail, Smoking, Lua, Azul Vermelho, Cometa, Hi-fin, entre outros. Em seu ambiente natural também existem diversas sub-espécies, algumas ainda por classificar, apresentando cores diferentes comparado com as variedades obtidas em cativeiro como verde oliva, brancos e pretos com nadadeiras azuladas.

Criação em Aquário

Aquário com dimensões mínimas de 80 cm X 30 cm desejável.

A decoração do aquário é um tanto indiferente para a espécie, porém, pode-se usar algumas rochas e plantas altas formando refúgios que será apreciado pela espécie.

Comportamento

Espécie pacífica tanto com indivíduos de outras espécies como os da mesma espécie, exceto em época de reprodução quando os machos podem se tornar agressivos entre si ou quando inseridos em pouco espaço. Os machos desenvolvem uma hierarquia distinta. Alguns espécimes podem mordiscar as nadadeiras de peixes lentos ou de longas nadadeiras, tal comportamento é bastante variável e mais frequente quando mantidos em pequenos aquários.

Deve-se criá-los em grupos, se possível utilizando a proporção de um macho para cada duas fêmeas, uma vez que frequentemente os machos procuram as fêmeas para se reproduzirem, podendo estressá-las ao extremo. Possuindo duas fêmeas para cada macho, a procura por fêmeas será generalizada e não somente sobre algumas.

Reprodução

Vivíparo, fecundação interna.

Período de gestação varia entre 24 a 30 dias, fêmea produz de 20 a 200 larvas, dependendo de sua idade e pode liberar as larvas parceladamente. Fêmeas mais novas tendem a produzir menos. Macho irá fertilizar a fêmea, onde as larvas nascerão cerca de 28 dias, neste período se desenvolvem internamente na fêmea e quando expelidos já nascem formados e nadando livremente; duração do parto pode variar de duas a mais de dez horas. O intervalo entre os primeiros partos pode ser irregular e acontecer entre os 27 e os 90 dias.

A fêmea pode armazenar esperma do macho por bastante tempo, utilizando o mesmo para suas próximas gestações.

Não ocorre cuidado parental. São extremamente prolíferos e se reproduzem facilmente.

Dimorfismo Sexual

Macho tem nadadeira anal modificada em gonopódio. Machos são menores do que as fêmeas, estas últimas apresentam corpo de forma mais roliça.

Alimentação

Onívoro. Em seu ambiente natural se alimenta de vermes, crustáceos, insetos e matéria vegetal.

Em aquário aceitará prontamente alimentos secos e vivos, devendo ser fornecido alimento de base vegetal regularmente.

Etimologia: Xiphophorus; do grego ksíphos, que significa “uma espécie de espada de dois gumes”, e phóros, que significa “rolamento”, em alusão à presença de um gonopódio em machos do gênero.

maculatus; do latim manchado, uma referência ao ponto abdominal.

SinônimosPlatypoecilus maculatus Gunther, 1866; Platypoecilus maculatus aurata Stoye, 1935; Platypoecilus maculatus cyanellus Meinken , 1935; Platypoecilus nigra Brind, 1914; Platypoecilus pulchra Brind, 1914; Platypoecilus rubraBrind, 1914; Platypoecilus maculatus sanguinea Stoye, 1935.

Referências

  1. Yamamoto, M.N. and A.W. Tagawa, 2000. Hawai’i’s native and exotic freshwater animals. Mutual Publishing, Honolulu, Hawaii. 200 p.
  2. Schliewen, U.K., 1992. Aquarium fish. Barron’s Education Series, Incorporated. 159 p.
  3. McKay, R.J., 1984. Introductions of exotic fishes in Australia. p. 177-199. In Courtenay, W.R. Jr. and J.R. Stauffer, Jr. (Editors). Distribution, Biology and Management of Exotic fishes. The John Hopkins University Press, Baltimore, Maryland, USA.
  4. Rodriguez, C.M., 1997. Phylogenetic analysis of the tribe Poeciliini (Cyprinodontiformes: Poeciliidae). Copeia 1997(4):663-679.

Ficha por (Entered by): Edson Rechi — Julho/2015
Atualização: Outubro/2017

Sobre Edson Rechi 785 Artigos
Aquarista em duas fases distintas, a primeira quando criança e tentava manter peixes ornamentais sem muito sucesso. Após um longo período sem aquários, voltou no aquarismo em 2004, desde então já manteve diversos tipos de aquários como plantado, peixes jumbo, ciclídeos africanos, água salobra, amazônico comunitário e marinho. Atualmente curte e mantém peixes primitivos e ciclídeos neotropicais, suas grandes paixões.

17 Comentário

  1. Olá edson. Tenho um pequeno aquário com 6 peixinhos. 3 molinesias e 3 platis. Sem bomba de ar e sem filtro. É viável? Posso mantê-lo dessa forma simples?

     
  2. Édson Rechi! Sou extremamente seu fã! Tenho 39 anos hoje! Aos 24 fiquei cego! Fazem 15 anos! Com explosão da internet, verificando sites! Notei que é muito fácil ser praticante do hobby, mesmo não enxergando nada! Graças a muitas informações que você publicou! Me facilitou bastante! Parabéns pelo trabalho! Se puder gostaria de ter mais contato contigo! Segue fone: ( 34) 99254-5454! ! Forte abraço Do amigo batata!

     

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