Peixe Galho (Farlowella hahni)

 
Farlowella hahni (Meinken, 1937)

Ficha Técnica

Ordem: Siluriformes — Família: Loricariidae (Loricarídeos)

Nomes Comuns: Peixe Galho — Inglês: Twig Catfish

Distribuição: América do Sul, bacia do rio Paraná

Tamanho Adulto: 20 cm

Expectativa de Vida: desconhecido

Comportamento: pacífico

pH: 6.0 a 7.0 — Dureza: desconhecido

Temperatura: 22°C a 28°C

Distribuição e habitat

Distribuído na bacia do rio Paraná no Brasil, Argentina e Paraguai. No Brasil é endêmico do estado de São Paulo.

Ocorrem em áreas de água de fluxo lento, ficando imóveis em galhos submersos, onde se camuflam nesse meio. Alguns espécimes também podem ser encontrados em correntezas de riachos, sobre rochas e galhos submersos. (Britzke 2009)

Descrição

Apresenta corpo delgado com focinho pronunciado, cor acastanhada e listra escura lateral desde a ponta do focinho até o pedúnculo caudal. Seu corpo possui forma semelhante a um galho fino de madeira.

Análises filogenéticos morfológico e moleculares colocam o gênero Farlowella como gênero irmão de Sturisoma. Este relacionamento é suportado pelo dimorfismo sexual e estratégias de reprodução, que são idênticas em ambos gêneros. (Britzke 2009)

Criação em Aquário

Aquário com dimensões mínimas de 80 cm de comprimento e 30 cm de largura desejável.

Desejável presença de inúmeras raízes e troncos pelo aquário, uma vez que a espécie passa a maior parte de seu tempo camuflado e aderido a eles.

Comportamento

De comportamento pacífico sendo ideal para aquário comunitário com peixes igualmente pacíficos e de pequeno porte como Tetras, Rásboras, Corydoras e Ciclídeos anões. Peixes de maior porte e que apresentem alguma agressividade devem ser evitados.

Reprodução

Ovíparo. Os ovos são colocados em superfícies verticais abertas, como vegetação ou rochas submersas, em uma única camada que são guardados pelo macho. (Britzke 2009)

Dimorfismo Sexual

O dimorfismo sexual inclui odontodes hipertrofiados nos machos ao longo das laterais do focinho, ou na cabeça de espécies com o focinho curto. (Britzke 2009)

Alimentação

Onívoro. Em seu ambiente natural se alimenta principalmente de algas.

Em aquário poderá não aceitar prontamente alimentos secos, devendo ser ministrado alimentos alternativos como vegetais frescos. Uma vez aceite alimentos secos, forneça rações a base vegetal e spirulina regularmente.

EtimologiaFarlowella; Uma homenagem a William Gilson Farlow, um botânico americano famoso da Universidade de Harvard, cujo o trabalho principal foi estudar as algas, o alimento favorito desses peixes. (Britzke 2009)

Sinônimos: não possui.

Referências

  1. Ferraris, C.J. Jr., 2003. Loricariidae – Loricariinae (Armored catfishes). p. 330-350. In R.E. Reis, S.O. Kullander and C.J. Ferraris, Jr. (eds.) Checklist of the Freshwater Fishes of South and Central America. Porto Alegre EDIPUCRS, Brasil.
  2. Lopez, H.L., R.C. Menni and A.M. Miguelarena, 1987. Lista de los peces de agua dulce de la Argentina. Biologia Acuatica No. 12, 50 p. (Instituto de Limnologia “Dr. Raul A. Ringuelet”).
  3. Oyakawa, O.T. and N.A. Menezes, 2011. Checklist dos peixes de água doce do Estado de São Paulo, Brasil. Biota Neotropica
  4. Nature Planet – Trilhando os caminhos da natureza – Ricardo Britzke

Ficha por (Entered by): Edson Rechi — Julho/2017
Colaboradores (collaboration): –

Sobre Edson Rechi 757 Artigos
Aquarista em duas fases distintas, a primeira quando criança e tentava manter peixes ornamentais sem muito sucesso. Após um longo período sem aquários, voltou no aquarismo em 2004, desde então já manteve diversos tipos de aquários como plantado, peixes jumbo, ciclídeos africanos, água salobra, amazônico comunitário e marinho. Atualmente curte e mantém peixes primitivos e ciclídeos neotropicais, suas grandes paixões.

2 Comentário

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*