Guppy do mangue, Guaru (Micropoecilia picta)

 

Micropoecilia picta

Classificação

Classe: Actinopterygii • Ordem: Cyprinodontiformes • Família: Poeciliidae

Nome binomial: Micropoecilia picta (Regan, 1913)

Sinônimos: Poecilia picta

Grupo Aquário: Vivíparos

Nomes comuns

Barrigudinho, Guarú. Inglês: Swamp guppy, Scarlet Livebearer

Distribuição & habitat

América Central e América do Sul. Desde Trinidade até o delta do Amazonas.

Países: Trinidade Tobago, Brasil, Guiana Francesa e Guiana.

Habita água levemente salobra em canais e valas nas margens dos pântanos.

Micropoecilia picta-map
Mapa por Discover Life

Ambiente & parâmetros da água

Bentopelágico; água doce, água salobra • pH: 7.2 – 8.2 • Dureza: 20 – 40 • Clima: tropical; 24°C – 28°C

Tamanho adulto

5 cm (comum 3 cm) • Estimativa de vida: 2 a 3 anos

Manutenção em aquário

Aquário com dimensões mínimas de 40 cm X 30 cm X 30 cm (36 litros) requerido. Deverá ser mantido em maior número de fêmeas do que machos, preferencialmente na proporção de um macho para cada duas ou três fêmeas, devido o assédio constante dos machos com as fêmeas. É uma espécie extremamente pacífica que costuma permanecer bastante ativa na superfície do aquário. O uso de bastante plantas altas é recomendado para acentuar sua coloração.

Em seu ambiente natural são encontrados comumente em condições de água levemente salobra, mas devido sua resistência e fácil adaptação poderá manter em água doce com pH ligeiramente alcalino e dureza média. Não costuma tolerar condições de água ácida e dureza mole.

Alimentação

Onívoro, em seu ambiente natural alimenta-se principalmente de larvas de mosquito e pequenos crustáceos, motivo o qual foi introduzido em diversos canais para controlar a proliferação de mosquitos, além de algas e alimentos vegetais secundariamente.

Em cativeiro aceitará alimentos secos e vivos, podendo fornecer rações apropriadas além de vivos e vegetais frescos como ervilha e cenoura descascados, entre outros.

Reprodução e dimorfismo sexual

Vivíparo. Sua fecundação é interna e os alevinos já nascem formados sendo capazes de nadar livremente logo que expelidos da fêmea. Reprodução semelhante aos demais poecilídeos, a fêmea apresentará uma mancha quando estiver apta a reproduzir e o macho usará um membro chamado gonopódio para efetuar a fertilização. Embora sua reprodução seja fácil, não são tão prolíferos como os Lebistes.

São extremamente prolíferos e se reproduzem facilmente.

Dimorfismo sexual

Machos são menores e possuem cor base variando entre prata e verde, com manchas pretas, amarelas e azul. Existe uma variante com cor base vermelho e manchas amarelas e pretas. Fêmeas são maiores e mais encorpadas e possuem coloração base prata com alguns pontos ouro ou laranja em seu ventre. Machos apresentam gonopódio.

Galeria de imagens

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Descrição

A indisponibilidade no comércio de aquarismo e sua bela coloração faz com que esta espécie seja um dos poecilídeos mais desejados entre aquaristas. Embora possua alguma semelhança ao comum Lebiste Poecilia reticulata, sua forma e cores selvagens são bastante apreciadas e um tanto incomuns comparado com o Lebiste doméstico.

Referências

  • Lucinda, P.H.F., 2003. Poeciliidae (Livebearers). p. 555-581. In R.E. Reis, S.O. Kullander and C.J. Ferraris, Jr. (eds.) Checklist of the Freshwater Fishes of South and Central America. Porto Alegre: EDIPUCRS, Brazil.
  • Wischnath, L., 1993. Atlas of livebearers of the world. T.F.H. Publications, Inc., United States of America. 336 p.

Ficha por (Entered by): Edson Rechi — Outubro/2014
Colaboradores (collaboration): –

Sobre Edson Rechi 769 Artigos
Aquarista em duas fases distintas, a primeira quando criança e tentava manter peixes ornamentais sem muito sucesso. Após um longo período sem aquários, voltou no aquarismo em 2004, desde então já manteve diversos tipos de aquários como plantado, peixes jumbo, ciclídeos africanos, água salobra, amazônico comunitário e marinho. Atualmente curte e mantém peixes primitivos e ciclídeos neotropicais, suas grandes paixões.

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