Tratamento de Doenças – Distúrbio de Bexiga Natatória

Autor: Renato Moterani

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A bexiga natatória é um órgão que auxilia os peixes ósseos a manterem-se a determinada profundidade através do controle da sua densidade relativamente à da água.

É um saco de paredes flexíveis, e pode expandir-se ou contrair de acordo com a pressão. Tem poucos vasos sanguíneos, mas as paredes estão forradas com cristais de guanina, que a torna impermeável aos gases.

Nem todos os peixes possuem este órgão, os tubarões controlam a sua posição na água através da quantidade de óleo presente em seus fígados bastante desenvolvidos. Outros peixes têm reservas de tecido adiposo sob a pele para essa finalidade.

Sua presença traz uma desvantagem para o seu portador, ela proíbe a subida rápida do animal dentro da coluna de água, sob o risco de rebentar.

Existem muitos peixes onde a bexiga funciona como pulmão, nesses casos é altamente vascularizada e pode ser bilobada.

Acontecem distúrbios as vezes em seu funcionamento, com isso o peixe perde o equilíbrio do corpo, nadando de forma desgovernada e muitas vezes permanece boiando sem conseguir mais afundar.

Quando acontece e não é um caso grave, pode se tentar um tratamento conservador usando sal de Epson, da seguinte forma:

Uma colher de sopa de sal Epsom para 18 litros, repetido todos os dias durante 3 dias. Manter a temperatura em 29-30 graus.

Aumente a aeração ou agitação da superfície durante este tempo para compensar a falta de oxigênio na água devido às altas temperaturas.

Mas quando isso não resolve, é necessário um procedimento mais agressivo que é furar a bexiga com uma agulha de injeção para a retirada do excesso de ar.

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Isso é feito da seguinte forma:

1- Definir o local: Isso é determinado pelo cruzamento de duas linhas, uma vertical partindo do meio da barbatana dorsal (em peixes com a dorsal dividida em dois, considere o meio da primeira parte) e outra horizontal entre o meio do rabo e o centro o olho do peixe.

2- Escolher nessa linha, uma zona abaixo da linha lateral (ou seja, abaixo da linha média do peixe).

3- Levantar uma escama, nessa zona, com o auxílio da agulha e perfurar com um ângulo de cerca de 45º (evite a zona das vértebras e a zona ventral).

4- Com a agulha introduzida, comprimir ligeiramente a zona ventral. O gás sai pela agulha e o inchaço ventral diminui.

Esse é um procedimento tranquilo de fazer e, obedecendo esse esquema, com pouco risco ao peixe uma vez que a área perfurada não tem órgãos importantes e esse furo fecha em algumas horas.

É interessante manter o peixe separado até que fique bom, isso porque ele pode ser vítima de agressões dos companheiros de aquário devido a sua dificuldade de movimentação.

 

Sobre Renato Moterani 16 Artigos
Natural de São Paulo-SP, é aquarista desde 1986, na época foi a uma avicultura (não existia o termo Pet Shop..rs) e comprou um peixe chamado Oscar, colocou esse peixe junto dos neons e espada de seu irmão mais velho, duas semanas depois ganhou esse aquário do irmão, após todos os peixes serem devorados. É técnico contábil, Servidor Público estadual, trabalhando atualmente no Instituto Butantan, com produção e pesquisa sobre venenos de serpentes. Sempre mantendo peixes jumbo, se especializou na área e desde 2014 mantém o grupo Peixe Grande Aquarismo e a página de mesmo nome. Atualmente possui 4 aquários montados, o maior com 2.200 litros e o menor com 100.

3 Comentário

  1. tenho kinguio telescópio há mais de dois anos, nos últimos dias ele está ficando muito tempo na superfície, acho que é problema de bexiga natatória,tirei ele do aquaário coloquei num aquário separado por quinze dias com sal grosso aumentei um pouco a temperatura,e parecia que estava tudo bem voltei no aquário antigo junto com os outros peixes, mas parece que voltou a ficar mais tempo com a cabeça para baixo, e em cima do aquário.Ele é muito guloso, estou pensando em sacrifica-lo por que não quero vê-lo sofrendo o que faço? Quando chego perto ele vem nadando , mas sei que ele faz muito esforço para ficar embaixo.volto para o o aquario menor ou sacrificomenor ou sacrifico?

  2. Boa tarte Renato.
    Tenho um aquário de 200L com 4 acarás discos.
    Um deles está com problemas na bexiga natatória, já faz uns 3 meses. Na verdade eu tenho medo de qualquer procedimento que possa vir a mata-la, mas agora parece que ela está comento pouco e vou ter que fazer algo!
    Me indicaram a tetraciclina, o que voce acha? Li sua recomendação de usar Sal de Epson (que eu nunca tinha ouvido falar e não faço ideia onde encontro).
    Enfim, gostaria muito que me ajudasse a salva-la, você pode me orientar? Este procedimento de furar a bexiga não é muito arriscado?
    Pode me responder por e-mail?

    Grata pela ajuda,
    Ana Paula Lima

  3. Eu tenho um Betta femea há 11 meses de um tempi para cá ela parou de comer e começou a nadar de lado e quando vai até a superfície tem penos espasmos. Gostaria de saber o que faço para ela voltar a ser um peixe ativo. Mudei até de ração. Ela está com a doença da bexiga natatória. O que fazer?????

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