Comedor de algas siamês (Crossocheilus oblongus)

Crossocheilus oblongus (Kuhl & Van Hasselt, 1823)

Nome Popular: Comedor de algas siâmes — Inglês: Siamese flying fox, Siamese algae-eater

Ordem: Cypriniformes — Família: Cyprinidae (Cyprinídeos)

Distribuição: Ásia, Tailândia até Indonésia

Tamanho Adulto: 14 cm (comum: 11 cm)

Expectativa de Vida: 10 anos +

pH: 6.0 a 7.6 — Dureza: 5 a 20

Temperatura: 24°C a 28°C

Aquário Mínimo: 80 cm X 30 cm X 40 cm (96 L) – espécie pouco exigente com a decoração do aquário, no entanto ficará mais a vontade com a configuração projetada com bastante rochas e raízes. Plantas podem ser utilizadas, mesmo as de folhas macias.

Comportamento: No geral é um peixe pacífico. Em seu ambiente natural é comum vê-lo nadando em cardumes pequenos, até mesmo junto de outras espécies. Razão pela qual deverá manter um pequeno cardume para que fiquem menos tímidos e apresentem seu comportamento natural.

Compatibilidade: Pode ser mantido em aquário comunitário com inúmeras espécies, incluindo de menor porte e comportamento pacífico.

Alimentação: Micrófago, em seu ambiente natural se alimenta de Perifíton e fitoplâncton. Em aquário deverá evitar fornecer alimentos ricos em proteína, pois não são capazes de metabolizar de forma eficiente. O consumo regular e prolongado de alimentos muito proteicos pode resultar em depósitos excessivos de gordura e até degeneração de órgãos.

Alimentos secos a base de Spirulina e o fornecimento de abundante material vegetal como ervilhas descascadas, abobrinha, espinafre e frutas picadas. É um famoso consumidor de algas “black bush” (BBA), também conhecida como algas vermelhas ou petecas, além de algas filamentosas.

Reprodução: Ovíparo, sua reprodução em aquários particulares é desconhecida, mas grandes números são reproduzidos para o comércio ornamental com a ajuda de hormônios.

Dimorfismo Sexual: As fêmeas sexualmente maduras são visivelmente mais encorpadas que os machos, mas é impossível fazer a distinção quando juvenis.

Biótopo: Ocorre em córregos e afluentes com substratos de pedregulhos, seixos, cascalho e areia, muitas vezes em áreas com troncos submersos ou raízes de árvores. A água clara, muitas vezes superficial, permite que a luz do sol penetre na superfície e o desenvolvimento de um biofilme rico que cobre as superfícies submersas sobre as quais os peixes se alimentam. Acredita-se que ele passe por migrações sazonais durante as quais ele pode ser encontrado em águas mais profundas e turvas.

Etimologia: Crossocheilus; do grego krossoi = franja, borda+ grego cheilos = lábio, em referência aos barbelos no lábio superior em membros deste gênero. Langei, nomeado em homenagem a EA Lange, agente de saúde e inspetor hospitalar, do Exército das Índias Orientais Holandesas, que enviou o espécime-tipo a Bleeker.

Sinônimos: Labeo oblongus, Epalzeorhynchus siamensis, Crossocheilus siamensis, Epalzeorhynchos stigmaeus, Epalzeorhynchus stigmaeus

Informações adicionais: Atualmente, acredita-se que ocorra em Bornéu, Península da Malásia, sul e oeste da Tailândia e possivelmente no sul de Myanmar. A distribuição de Crossocheilus spp., particularmente na Tailândia, requer mais estudos, pois algumas populações podem representar espécies não descritas.

Esta espécie está entre vários congêneres bastante idênticos que são comercializados como ‘comedores de algas siameses’ (muitas vezes abreviados para ‘SAE’), ‘raposa voadora siamesa’ e ‘Crossocheilus siamensis‘. Este último virou sinônimo de Crossocheilus oblongus.

Referências:

  1. Baird, I.G., V. Inthaphaisy, P. Kisouvannalath, B. Phylavanh and B. Mounsouphom, 1999. The fishes of southern Lao. Lao Community Fisheries and Dolphin Protection Project. Ministry of Agriculture and Forestry, Lao
  2. Rainboth, W.J., 1996. Fishes of the Cambodian Mekong. FAO species identification field guide for fishery purposes. FAO, Rome.
  3. Kottelat, M., 2001. Fishes of Laos. WHT Publications Ltd., Colombo 5, Sri Lanka.

Ficha por (Entered by): Edson Rechi — Junho/2018
Colaboradores (collaboration): –

Sobre Edson Rechi 630 Artigos
Aquarista em duas fases distintas, a primeira quando criança e tentava manter peixes ornamentais sem muito sucesso. Após um longo período sem aquários, voltou no aquarismo em 2004, desde então já manteve diversos tipos de aquários como plantado, peixes jumbo, ciclídeos africanos, água salobra, amazônico comunitário e marinho. Atualmente curte e mantém peixes primitivos e ciclídeos neotropicais, suas grandes paixões.

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