Cachara (Pseudoplatystoma fasciatum)

Pseudoplatystoma fasciatum  (Linnaeus, 1766)

Ficha Técnica

Ordem: Siluriformes — Família: Pimelodidae (Pimelodídeos)

Nomes Comuns: Cachara — Inglês: Barred sorubim

Distribuição: América do Sul, Bacias do Prata, Araguaia e Amazônica

Tamanho Adulto: 100 cm

Expectativa de Vida: desconhecido

Comportamento: predador

pH: 6.0 a 8.0 — Dureza: 4 a 30

Temperatura: 24°C a 28°C

Distribuição e habitat

Distribuído na Bacia do Prata, Araguaia Tocantins e Bacia Amazônica no Brasil, Argentina, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela.

No Brasil é encontrado nos estados do Acre, Amazonas, Maranhão, Pará, Piauí, Rio Grande do Sul e São Paulo.

Ocorre em vários tipos de habitats como poços no canal dos rios, baixios de praias, lagos e matas inundadas.

Espécime de 80 cm em seu ambiente natural. Fotografado no rio Bento Gomes (MT).

Descrição

Peixe de couro; corpo alongado e roliço; cabeça grande e achatada. A coloração é cinza escuro no dorso, clareando em direção ao ventre, sendo branca abaixo da linha lateral. Pode ser separada das outras espécies do gênero pelo padrão de manchas: faixas verticais pretas irregulares, começando na região dorsal e se estendendo até abaixo da linha lateral. Às vezes, apresenta algumas manchas arredondadas ou alongadas no final das faixas.

É importante na pesca comercial e esportiva.

Conhecido no Brasil por inúmeros nomes populares como Cachara, Piracambucu, Pirambucú, Pirapará, Sorubim e Surubim.

Criação em Aquário

Sua criação em aquário não é recomendado dado seu tamanho quando adulto. Ideal criá-los em lagos ou tanques de grandes dimensões.

Comportamento

Apresenta comportamento pacífico e sedentário. Se for manter em cativeiro os peixes deverão ser criteriosamente escolhidos para que não sejam devorados, nomeadamente peixes de grande porte.

Costuma ser territorial com seus congêneres.

Reprodução

Ovíparo. Atingem a maturidade com cerca de 50 cm. É um peixe que realiza migrações de desova. Já se consegue a reprodução em laboratório, o que permite o desenvolvimento da espécie em piscicultura.

Dimorfismo Sexual

Dimorfismo sexual desconhecido.

Alimentação

Carnívoro, essencialmente piscívoro. Em seu ambiente natural se alimenta principalmente de loricarídeos, ciclídeos e caracídeos, além de caranguejos.

Em cativeiro se adapta bem a alimentos mortos como filé de peixes, camarões, minhocas, entre outros. Atente para não sobrealimentar, é uma espécie de hábito sedentário.

Possui boca e estômago razoavelmente elástico, podendo comer animais de tamanho relativamente grande em relação ao seu tamanho

Etimologia: Pseudoplatystoma, pseudais (grego) = falso + platys (grego) = plano + stoma (grego) = boca

Sinônimos:  Pseudoplatystoma fasciatum brevifile, Pseudoplatystoma fasciatum intermedium, Platystoma artedii, Platystoma punctifer, Pseudoplatystoma fasciatum fasciatum, Silurus fasciatus.

Referências

  1. Batista-Silva, V.F., D. Bailly, E.A. Gubiani, F.E.S. Costa, V.L.L. de Ameida and T. Liparelli, 2015. Length-weight relationships for freshwater fish species from the Pantanal of the Negro River, Brazil. J. Appl. Ichthyol.
  2. Benedito-Cecilio, E., A.A. Agostinho and R.C.C.-M. Velho, 1997. Length-weight relationship of fishes caught in the Itaipu Reservoir, Paraná, Brazil.
  3. Bigoni, A.P.V., L.F. Almeida-Toledo and S.A. Toledo, 1992. Estudos citogenéticos em Pseudoplatystoma coruscans (Pimelodidae, Sorubiminae) do Rio Mogi-Guaçu, S.P. p. 32. In IV. Simp. Citogenet. Evol. E Aplic. De Peixes Neotropicais, Rio de Janeiro -R.J.
  4. Britski, H.A., K.Z. de S> de Silimon and B.S. Lopes, 2007. Peixes do Pantanal: manual de identificaçäo, 2 ed. re. ampl. Brasília, DF: Embrapa Informação Tecnológica
  5. Godinho, H.P., M.O.T. Miranda, A.L. Godinho and J.E. Santos, 1997. Pesca e biologia do surubim Pseudoplatysoma coruscans no rio Sao Francisco. p. 27-42. In Miranda, M.O.T. (Org.). Surubim. Belo Horizonte: IBAMA. (Coleção Meio Ambiente, Série Estudos Pesca, 19)
  6. Lins, L.V., A.B.M. Machado, C.M.R. Costa and G. Herrmann, 1997. Roteiro Metodológico Para Elaboração de Listas de Espécies Ameaçadas de Extinção (Contendo a Lista Oficial de Fauna Ameaçada de Extinção de Minas Gerais). Publicações Avulsas da Fundação Biodiversitas.
  7. Nomura, H., 1984. Nomes científicos dos peixes e seus correspondentes nomes vulgares. In H. Nomura (ed.). Dicionário dos peixes do Brasil. Editerra, Brasília, Brasil
  8. Souza, A.B., C.G. Fonseca and L.E.L. Pinheiro, 1992. Estudos citogenéticos preliminares em Pseudoplatystoma coruscans. (Siluriformes, Pimelodidae) da Bacia do Rio Paraguai. p. 28. In IV. Simp. Citogenet. Evol. e Aplic. de Peixes Neotropicais, Rio de Janeiro-RJ.

Ficha por (Entered by): Edson Rechi — Setembro/2017
Colaboradores (collaboration): –

Sobre Edson Rechi 644 Artigos

Aquarista em duas fases distintas, a primeira quando criança e tentava manter peixes ornamentais sem muito sucesso. Após um longo período sem aquários, voltou no aquarismo em 2004, desde então já manteve diversos tipos de aquários como plantado, peixes jumbo, ciclídeos africanos, água salobra, amazônico comunitário e marinho. Atualmente curte e mantém peixes primitivos e ciclídeos neotropicais, suas grandes paixões.

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*