Botia Yoyo (Botia almorhae)

 

Botia almorhae (Gray, 1831)

Espécime juvenl de Botia almorhae. Foto de Emma Turner (c)

Nome Popular: Botia Yoyo — Inglês: Almorha Loach, Yoyo loach

Ordem: Cypriniformes — Família: Botiidae (Botídeos)

Distribuição: Ásia; Índia, Nepal e Bangladesh

Tamanho Adulto: 15 cm

Expectativa de Vida: 10 anos +

pH: 6.6 a 7.6 — Dureza: <10

Temperatura: 22°C a 28°C

Aquário Mínimo: 100 cm comprimento X 40 cm largura — substrato deverá ser arenoso e macio, evite substratos pontiagudos. Opções de decoração podem ser compostos por rochas lisas de seixo, além de raízes e galhos formando refúgios. Tampe bem o aquário, eventualmente podem saltar para fora.

Comportamento & Compatibilidade: É um peixe pacífico e gregário, formando hierarquias complexas e devem ser mantido em grupos de pelo menos 5 ou 6 espécimes, preferencialmente 10 ou mais. Considerado uma das espécies de Botia mais pacífica, podendo ser mantido em aquário comunitário.

Alimentação: Onívoro. Sua dieta natural compreende moluscos aquáticos, insetos, vermes e outros invertebrados. Secundariamente matéria vegetal. Em aquário aceitará prontamente alimentos secos e congelados. Fornecer alimentos de origem vegetal com alguma frequência, assim como alimentos vivos.

Reprodução: Não existe informações de sua reprodução em cativeiro.

Dimorfismo Sexual: Fêmeas maduras sexualmente possuem região abdominal mais cheia e redonda, normalmente são mais encorpadas que os machos.

Biótopo: Ocorre em riachos a uma altitude mínima de 190 metros. Encontrado a associações rochosas e substrato de cascalho.

Etimologia: Almorhae, nomeado em homenagem ao distrito de Almora, estado de Uttarakhand, na Índia.

Sinônimos: Botia blythi, Schistura maculata, Botia grandis

Informações adicionais: As marcações corporais podem ser muito variáveis ​​nesta espécie, e há uma diferença marcante entre jovens e adultos. Os adultos desenvolvem manchas e listras maiores do que espécimes juvenis a ponto do peixe ficar reticulado, daí um de seus nomes comuns.

No comércio de peixes ornamentais é conhecido como Botia Yoyo. Este termo comum foi obtido por causa do padrão juvenil perceptível que consiste em inúmeros “Y” e “O” alternativos ao longo dos flancos do peixe. Esta denominação é creditada a Ken Childs, enquanto trabalhava na Dolphin International, uma importadora de peixes em Los Angeles (EUA).

No Brasil existe confusão entre aquaristas e criadores em relação a classificação da Botia Yoyo. Enquanto gringos e comunidades especializadas em Botias, como a renomada Loaches Online, atribuem este nome comum a espécie Botia almorhae, no Brasil creditam a espécie como Botia lohachata. 

Grant (2007) observa que as populações do rio Karnali / Ghaghara na zona de Seti, no Nepal e do rio Gomti no estado de Uttar Pradesh, na Índia, requerem mais estudos para analisar se são inespecíficos com B. lohachata ou representam outros táxons. Sua validade está em questão, mas nominalmente aceito atualmente como duas espécies distintas.

Curiosamente, algumas observações sugerem que o comportamento do peixe alfa parece afetar de todo o grupo, embora estudos científicos sobre o comportamento do Botideos são praticamente inexistentes. Alguns espécimes naturalmente são mais ousados ​​ou mais agressivos que outros e o alfa normalmente é o maior espécime do grupo e não raramente uma fêmea.

Possuem comportamento interessante no qual espécimes mais jovens nadam lado a lado com os mais velhos, imitando todos os seus movimentos. Os menores podem simular os maiores simultaneamente com até três ou quatro peixes de cada lado. A razão deste comportamento é desconhecido, mas pode estar relacionado a um grupo que permanece em contato um com o outro quando os rios enchem durante os períodos de inundação, talvez reduzindo o atrito nadando ‘em formação’ ou tendo alguma outra função comunicativa.

Podem fazer barulho similar a estalos durante a alimentação ou quando animados, este som é produzido pela moagem de seus dentes localizados na faringe.

Outra curiosidade é a chamada “dança”, no qual envolve o grupo inteiro nadando de maneira constante e inquieta pelas laterais do aquário. As razões para este comportamento também são desconhecidas, mas os gatilhos mais comuns parecem ser o fornecimento de alimentos vivos, durante a troca de água ou adição de novos adornos no aquário.

Os botídeos também costumam se acomodar em ângulos peculiares, presos verticalmente ou de lado entre itens de decoração, ou mesmo deitados no substrato. Possuem espinhos suboculares afiados, móveis e normalmente ocultos em uma espécie de bolsa de pele, mas erigidos quando um indivíduo é estressado, por exemplo, se removido da água.

Não apresentam escamas, sendo bastante sensível a produtos químicos adicionados na água, principalmente medicações. É bastante propenso a doenças de pele, principalmente flagelados do gênero Spironucleus.

Espécime adulto de Botia almorhae. Foto de Emma Turner (c)
Espécime adulto de Botia almorhae. Foto de Richard Wildeman (c)

Referências:

  • Talwar, P.K. and A.G. Jhingran, 1991. Inland fishes of India and adjacent countries. vol 1. A.A. Balkema, Rotterdam.
  • Shrestha, T.K., 1990. Resource ecology of the Himalayan waters. Curriculum Development Centre, Tribhuvan University, Kathmandu, Nepal.
  • Oo, W., 2002. Inland fisheries of the Union of Myanmar. In T. Petr and D.B. Swar (eds.) Cold Water Fisheries in the Trans-Himalayan Countries. FAO Fish. Tech.
  • Menon, A.G.K., 1999. Check list – fresh water fishes of India. Rec. Zool. Surv. India, Misc. Publ., Occas. Pap.

Ficha por (Entered by): Edson Rechi — Janeiro/2020
Colaboradores (collaboration): —

Sobre Edson Rechi 785 Artigos
Aquarista em duas fases distintas, a primeira quando criança e tentava manter peixes ornamentais sem muito sucesso. Após um longo período sem aquários, voltou no aquarismo em 2004, desde então já manteve diversos tipos de aquários como plantado, peixes jumbo, ciclídeos africanos, água salobra, amazônico comunitário e marinho. Atualmente curte e mantém peixes primitivos e ciclídeos neotropicais, suas grandes paixões.

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