Badis Azul (Badis badis)

Badis badis (Hamilton, 1822)

Ficha Técnica

Ordem: Perciformes — Família: Badidae (Badídeos)

Nomes Comuns: Badis Azul — Inglês: Badis,

Distribuição: Ásia

Tamanho Adulto: 5 cm

Expectativa de Vida: 3 anos

Comportamento: pacífico

pH: 6.0 a 7.6 — Dureza: 5 a 19

Temperatura: 15°C a 28°C

Distribuição e habitat

Nativo do sistema do Rio Ganges e rio Yamuna, no estado de Himachal Pradesh, na Índia, até o delta em Bangladesh. Também é encontrado nos afluentes do Ganges no Nepal, enquanto na Índia existem registros adicionais do sistema do rio Mahanadi nos estados de Chhattisgarh e Orissa e partes do estado de Assam, incluindo a cidade de Guwahati, o Parque Nacional de Kaziranga e a bacia do rio Dibru.

Quando Hamilton descreveu esta espécie, ele fez isso apenas a partir de notas de campo e desenhos, portanto, Kullander e Britz (2002) designaram um neótipo para evitar confusão com congêneres semelhantes.

A localidade de Neotipo é a costa do rio Tumapao, perto da vila da Duma (drenagem do rio Ganges), a cerca de 65 quilômetros a norte-nordeste de Calcutá, Bengala Ocidental, Índia.

Ocorre solitariamente em rios, lagoas e valas. Também encontrado em pântanos. A localização do neotipo possui água rasa e fluxo lento, que flui através dos campos de arroz sem grande vegetação marginal. Água moderadamente turva (acastanhada) com substrato lamoso e bastante plantas aquáticas.

As descrições de outras localidades de coleta sugerem que as espécies são encontradas em águas turvas com fluxo lento e densa presença de vegetação submersa. No rio Dibru ocorre de forma simpática com B. assamensis.

Descrição

Em inúmeros países é vendido com no nome comercial de peixe camaleão devido sua capacidade de mudar rapidamente de cor, especialmente em época de reprodução ou quando estressados.

Originalmente descrito como Labrus badis por Hamilton, mas Bleeker reclassificou-o como Badis buchanani em 1854; ele designou o nome da espécie ‘ badis ‘ como novo nome para o gênero.

Até 2002, a família Badidae incluia apenas cinco espécies das quais apenas B. badis e, em menor grau, Badis dario (conhecido como B. bengalensis por algumas fontes) eram populares no aquarismo. No entanto, um extenso artigo de revisão de Kullander e Britz publicado nesse ano resultou na criação de dez novas espécies, juntamente com o gênero Dario.

As espécies de Dario são facilmente distinguidas de Badis pelo tamanho pequeno de seus adultos (geralmente menos de 25 mm), predominantemente de coloração vermelha.

Eles compartilham algumas características com os Anabantídeos e Nandídeos; mais notável entre aquaristas, como o abraço típico de reprodução em que o macho envolve seu corpo em torno do da fêmea.

Estudos recentes concluíram que este procedimento é um traço antigo herdado de um antepassado comum para todas essas famílias. Todas as espécies de BadisDario e Nandus compartilham uma coluna vertebral excepcionalmente bifurcada na penúltima vértebra, e isso pode representar evidências de monofilia desse grupo. Nandidae e Badidae são separados apenas por diferenças na morfologia e estrutura, embora as relações filogenéticas entre eles ainda não tenham sido completamente estudadas.

Criação em Aquário

Aquário com dimensões mínimas de 60 cm de comprimento e 30 cm de largura desejável.

Ficam melhores quando mantidos em aquário densamente plantado com substrato arenoso ou fino.

Comportamento

Apresenta comportamento pacífico, sendo ideal para aquário comunitário com peixes de tamanho diminuto escolhidos criteriosamente, embora o ideal seja mantê-los em aquário monoespécie dada sua natureza tímida e dificuldade em competir por alimentos com peixes mais rápidos.

Os machos podem ser muito agressivos uns com os outros, especialmente em espaços pequenos. Em pequenos aquários mantenha apenas um único casal ou um macho e várias fêmeas. Em ambiente mais espaçoso um pequeno grupo poderá ser criado, desde que cada macho tenha espaço suficiente para estabelecer seu território. 

Espécime fêmea

Reprodução

Ovíparo. Formam pares temporários, machos formam territórios e começam a exibir comportamento típico de reprodução com as cores de seu corpo bastante intensificadas. Este comportamento pode ser prolongado por vários dias com a fêmea sendo perseguida frequentemente e cortejada inúmeras vezes.

A desova ocorre em objetos de superfície plana e sólida. Pós desova o macho costuma expulsar a fêmea e cuidará dos ovos até que os alevinos eclodam, que deve ocorrer entre dois a três dias. Permanecem no saco vitelínico por mais uma semana, quando estarão nadando livremente, agora sem a supervisão do pai.

Dimorfismo Sexual

As fêmeas são menores, menos coloridas, sem pigmentação azul nas nadadeiras, e possuem o corpo visivelmente mais curto, de aparência mais redonda do que os machos.

Os machos maduros desenvolvem nadadeiras dorsais, anais e caudais prolongadas.

Alimentação

É um micro predador se alimentando de pequenos crustáceos aquáticos, vermes, larvas de insetos e zooplancton em seu ambiente natural.

Em aquário dificilmente aceitam alimentos secos, mas com alguma paciência a treinamento podem vir a aceitar. Fornecer regularmente alimentos vivos como artêmias, Daphnia, entre outros micro vermes.

Por possuir comportamento sedentário, pode desenvolver problema com obesidade se for alimentado excessivamente.

EtimologiaBadis: do latim badius = cores vivas

Sinônimos: Labrus badis, Labrus fasciata, Badis buchanani

Referências

  1. Aziz, M.A. and M.A. Hossain, 2002. Fisheries in Trans-Himalayan region: prospects for fish culture in Hill Districts of Bangladesh. In T. Petr and D.B. Swar (eds.) Cold Water Fisheries in the Trans-Himalayan Countries. FAO Fish. Tech.
  2. Breder, C.M. and D.E. Rosen, 1966. Modes of reproduction in fishes. T.F.H. Publications, Neptune City, New Jersey.
  3. Kullander, S.O. and R. Britz, 2002. Revision of the family Badidae (Teleostei: Perciformes), with description of a new genus and ten new species. Ichthyol. Explor. Freshwat.

Ficha por (Entered by): Edson Rechi — Dezembro/2017
Colaboradores (collaboration): –

Sobre Edson Rechi 709 Artigos
Aquarista em duas fases distintas, a primeira quando criança e tentava manter peixes ornamentais sem muito sucesso. Após um longo período sem aquários, voltou no aquarismo em 2004, desde então já manteve diversos tipos de aquários como plantado, peixes jumbo, ciclídeos africanos, água salobra, amazônico comunitário e marinho. Atualmente curte e mantém peixes primitivos e ciclídeos neotropicais, suas grandes paixões.

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