Jordani (Ariopsis seemanni)

 

Ariopsis seemanni  (Günther, 1864)

Espécime juvenil. Foto: divulgação

Nome Popular: Jordani — Inglês: Tete sea catfish, Colombian Shark Catfish

Ordem: Siluriformes — Família: Ariidae (Arídeos)

Distribuição: América Central e do Sul, zona costeira do México até o Peru

Tamanho Adulto: 40 cm (comum 30 cm)

Expectativa de Vida: 10 anos +

pH: 6.8 a 8.5 — Dureza: 8 a 30

Temperatura: 22°C a 26°C

Aquário Mínimo: 200 cm comprimento X 60 cm largura — esta espécie é bastante ativa, exigindo um bom espaço para nadar. A decoração do aquário é indiferente, porém uma instalação simples e eficaz consiste no uso de substrato arenoso e algumas raízes de mangue. Por se tratar de uma espécie ribeirinha, fluxo lótico e boa oxigenação são apreciados.

Quando juvenil pode ser criado em água doce, mas na medida que envelhece exigirá adição de sal marinho na água. Peixes adultos podem ser mantidos em água marinha ou salobra. Se for mantido exclusivamente em água doce os peixes não prosperarão, diminuindo gradativamente sua expectativa de vida além de seu crescimento inadequado.

Comportamento & Compatibilidade: Bastante pacífico com peixes em geral, podendo inclusive ser mantido com peixes menores desde que não sejam pequenos suficientes a ponto de caberem em sua boca. É pacífico com espécies semelhantes e ficam mais ativos quando mantido pequenos grupos.

Alimentação: Carnívoro. Naturalmente se alimenta de escamas de peixe, anfípodes, caranguejos, camarões e insetos. Em cativeiro poderá relutar em consumir alimentos secos, mas geralmente aprende a aceitá-los com o tempo.

Reprodução: Ovíparo. Não se tem notícia de sua reprodução em aquário, possivelmente devido a complexidade em replicar seu comportamento reprodutivo natural. O peixe desova no oceano, com o macho coletando os ovos em sua boca. Após a incubação bucal, os machos nadam rio acima para depositar os alevinos em rios de água doce. Os alevinos permanecem durante os primeiros estágios de vida em água doce, antes de migrar de volta para as áreas costeiras.

Dimorfismo Sexual: Difícil distinguir, fêmeas são mais encorpadas que os machos.

Biótopo: Ocorre principalmente em boca de rios que drenam para o Oceano Pacífico, por vezes viajando muitas milhas para o interior dos rios. Comumente é encontrado em condições de água salobra, mas também pode suportar a abundância total de água marinha e, em menor grau, de água doce.

Etimologia: Ariopsis,  grego, ari = muito, força, superioridade + grego, opsis = aparência

Sinônimos: Arius assimilis, Galeichthys simonsi, Galeichthys eigenmanni, Galeichthys gilberti, Hexanematichthys jordani, Galeichthys jordani, Arius jordani, Tachisurus jordani, Tachisurus seemanni, Sciades seemanni, Hexanematichthys seemanni, Galeichthys seemanni, Arius seemanni

Informações adicionais: Comumente é vendido como “tubarão de água doce” devido sua coloração prateada e formato do corpo.

À medida que o peixe cresce tende a passar por períodos de inquietação, durante os quais estão sujeitos a natação irregular e excessiva pelo aquário todo. Acredita-se que esse comportamento possa estar relacionado aos instintos migratórios naturais. Uma flutuação na salinidade pode ajudar a resolver o problema.

Assim como alguns peixes gato, possuem glândulas produtoras de veneno na base da primeira espinha dorsal. Estes podem causar um inchaço desagradável e doloroso.

Outro comportamento peculiar é a produção de sons audíveis usando as nadadeiras peitorais esfregando uma na outra. Se você tiver um grupo, frequentemente os ouvirá através do vidro do aquário. Acredita-se que sejam usados ​​para comunicação com membros do cardume e, possivelmente, com localização do eco.

Em alguns países, incluindo o Brasil, são conhecidos popularmente como Jordani devido sua classificação antiga: Arius jordani e Hexanematichthys jordani.

Espécime sub-adulto. Foto: divulgação

Referências:

Betancur-R, R., A. Acero P, E. Bermingham and R. Cooke, 2007. Systematics and biogeography of New World sea catfishes (Siluriformes: Ariidae) as inferred from mitochondrial, nuclear, and morphological evidence. Mol. Phylogen. Evol.

Kailola, P.J. and W.A. Bussing, 1995. Ariidae. Bagres marinos. p. 860-886. In W. Fischer, F. Krupp, W. Schneider, C. Sommer, K.E. Carpenter and V. Niem (eds.) Guia FAO para Identification de Especies para lo Fines de la Pesca. Pacifico Centro-Oriental. 3 Vols. FAO, Rome.

Bussing, W.A., 1998. Peces de las aguas continentales de Costa Rica [Freshwater fishes of Costa Rica]. 2nd Ed. San José Costa Rica: Editorial de la Universidad de Costa Rica.

Bautista-Romero, J.J., S.S. González-Peláez, L. Campos-Dávila and D.B. Lluch-Cota, 2012. Length-weight relationship of wild fish captured at the mouth of Río Verde, Oaxaca, Mexico and connected lagoons (Miniyua, El Espejo, Chacahua and Pastoría). J. Appl. Ichthyol.

Ficha por (Entered by): Edson Rechi — Março/2019
Colaboradores (collaboration): —

Sobre Edson Rechi 757 Artigos
Aquarista em duas fases distintas, a primeira quando criança e tentava manter peixes ornamentais sem muito sucesso. Após um longo período sem aquários, voltou no aquarismo em 2004, desde então já manteve diversos tipos de aquários como plantado, peixes jumbo, ciclídeos africanos, água salobra, amazônico comunitário e marinho. Atualmente curte e mantém peixes primitivos e ciclídeos neotropicais, suas grandes paixões.

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