Amburé (Guavina guavina)

Guavina-guavina
Espécime com 22 cm capturado em Florianópolis (Santa Catarina – Brasil)

Guavina guavina (Valenciennes, 1837)

Nome Popular: Amburé, Amoré, Muré — Inglês: Guavina

Família: Eleotridae (Eleotrídeos)

Origem: Américas, do sudeste dos Estados Unidos até o sul do Brasil

Tamanho Adulto: 30 cm

Expectativa de Vida: 5 anos +

Temperamento: semi-agressivo

Aquário Mínimo: 80 cm X 40 cm X 50 cm (160 L)

Temperatura: 18°C a 32°C

pH: 7.4 a 8.6 – Dureza: 8 a 12

Visão Geral

Possui ampla distribuição ao longo de toda costa do Atlântico oeste, do sudeste do Estados Unidos até sul do Brasil. São encontrados em inúmeros tipos de ambientes como pântanos, pequenos riachos, lagoas e mangues com uma grande gama de salinidade. Ocorre principalmente em água salobra, mas pode ser encontrado tanto em água doce como marinha.

É um peixe corpulento e cabeça chata de coloração bege a marrom escuro, com o ventre mais claro e estrias escuras irradiadas do olho. Nadadeira causal arredondada. Boca grande, oblíqua e terminal com maxila inferior proeminente.

Aquário & Comportamento

O aquário para a espécie deverá ser espaçoso com substrato arenoso e macio. Deve ser mantido preferencialmente em condição de água salobra.

Seu comportamento é variável podendo ser um pouco agressivo com peixes que costumam ficar no fundo do aquário. Territorial com indivíduos da mesma espécie. Sua agressividade diminui bastante se mantido em aquário espaçoso. Evite criar com peixes de porte muito maior ou agressivo.

Reprodução & Dimorfismo Sexual

Ovíparo. Desovam no substrato, normalmente refugiado da luz direta. Ovos eclodem em até 72h dependendo da temperatura e alevinos nadam livremente em até 48h. Não ocorre cuidado parental.

O dimorfismo sexual é evidente com papila urogenital alongada nos machos e globosa nas fêmeas.

Alimentação

Onívoro, se alimentam de larvas de dípteros e pupas (especialmente os juvenis), crustáceos como caranguejos e camarões, além de pequenos peixes. Em cativeiro poderão demorar a aceitar alimentos secos, devendo ser fornecido regularmente alimentos vivos e congelados.

Etimologia

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Espécime capturado em Florianópolis (Santa Catarina – Brasil)

Referências

  1. Cervigón, F., 1994. Los peces marinos de Venezuela. Volume 3. Fundación Científica Los Roques, Caracas,Venezuela. 295 p.
  2. McDowall, R.M., 1997. The evolution of diadromy in fishes (revisited) and its place in phylogenetic analysis. Rev. Fish Biol. Fish.
  3. Murdy, E.O. and D.F. Hoese, 2003. Eleotridae. Sleepers. p. 1778-1780. In K.E. Carpenter (ed.) FAO species identification guide for fishery purposes. The living marine resources of the Western Central Atlantic. Vol. 3: Bony fishes part 2 (Opistognathidae to Molidae), sea turtles and marine mammals.

Ficha por (Entered by): Edson Rechi — Maio/2016

Colaboradores (collaboration): –

Sobre Edson Rechi 724 Artigos
Aquarista em duas fases distintas, a primeira quando criança e tentava manter peixes ornamentais sem muito sucesso. Após um longo período sem aquários, voltou no aquarismo em 2004, desde então já manteve diversos tipos de aquários como plantado, peixes jumbo, ciclídeos africanos, água salobra, amazônico comunitário e marinho. Atualmente curte e mantém peixes primitivos e ciclídeos neotropicais, suas grandes paixões.

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