Peixe Charutinho (Pyrrhulina laeta) | Ficha técnica

Nome Científico: Pyrrhulina laeta (Cope, 1872)
Ordem: Characiformes — Família: Lebiasinidae
Nome popular: Charutinho, Peixe Lápis — Inglês: Halfbanded pyrrhulina
Distribuição: América do Sul, bacia Amazônica
Etimologia: Pyrrhulina, do grego pyrrhos, que significa “vermelho” ou “cor de fogo” + sufixo –ina que indica uma forma diminutiva. Significa, literalmente, “pequeno peixe cor de fogo”.
Laeta do latim laetus (feminino laeta), que significa “alegre”, “fecundo”, “abundante” ou “florescente”. Na taxonomia, costuma fazer alusão à coloração vívida ou ao aspecto vistoso do animal.
Status de Conservação (IUCN Red List): Pouco preocupante (2026)
Descrição
Membro da família Lebiasinidae que inclui os populares Peixes Lápis e Copeinas. Frequentemente é confundido com outras espécies do gênero.
Destaca-se por uma linha horizontal escura que se estende desde o focinho até a região da nadadeira dorsal (o que justifica o nome “meio-listrado”)
- Tamanho Adulto: 8 cm
- Expectativa de Vida: 3 anos
Distribuição e Habitat
América do Sul, presume-se que ocorra a região central e superior da Bacia do Rio Amazonas
É frequentemente encontrada em águas calmas, como igarapés de floresta e poças temporárias, distribuindo-se principalmente pelo Brasil, Peru e regiões de drenagem do Rio Amazonas
Países: Nativo do Peru e introduzido em Trinidade e Tobago. Sua presença no Brasil é questionável.
Habitat: Habita a superfície da água em áreas de igarapés e margens de rios, onde a vegetação e as raízes proporcionam abrigo e facilitam a alimentação baseada em insetos que caem na água.
- pH: 6.0 a 7.2
- Dureza: 1 a 6
- Temperatura: 22°C a 28°C

Criação em Aquário
Aquário de pelo menos 80 litros com dimensões mínimas de 80 cm de comprimento e 30 cm de largura desejável.
O ideal é que o aquário seja bem plantado, deixando o centro livre para proporcionar espaço para nadar. Suas cores ficam mais vistosas em substratos escuros.
É uma espécie que passa a maior parte de seu tempo na superfície do aquário, devendo ser mantido tampado uma vez que tende pular.
Comportamento e Compatibilidade: Como a maioria de seus parentes próximos, esta espécie se desenvolve livremente em cardumes, se adaptando melhor em grupos de 5 ou mais espécimes, se dando bem com a maioria dos companheiros de aquário pacíficos e de tamanho semelhante.
Machos eventualmente podem ser agressivos entre si disputando território e fêmeas. Razão pela qual quanto maior o grupo melhor. Desta forma qualquer agressão será espalhada entre todos os indivíduos e não somente sobre os mais fracos.
- Área de Natação: Meio / Superfície
- Quantidade mínima: Grupo
- Nível de dificuldade: Fácil
Alimentação
Onívoro. Em seu ambiente natural sua dieta consiste basicamente de insetos que ficam próximo a superfície da água. Em aquário aceitará alimentos secos e vivos sem dificuldades.
Trata-se de um micro predador, por esta razão é importante fornecer alimentos vivos regularmente.
Reprodução
Ovíparo. Durante a época reprodutiva, os machos intensificam suas cores e exibem comportamentos de exibição para atrair as fêmeas.
A fêmea deposita uma massa compacta de ovos aderentes diretamente na superfície de folhas largas submersas, rochas lisas, ou no vidro do aquário próximo à superfície.
Ao contrário da maioria dos caracídeos que espalham os ovos, o gênero Pyrrhulina apresenta um comportamento complexo e protetor, muito semelhante ao dos ciclídeos com o macho protegendo os ovos até que eclodam.
O período de incubação dura entre 36 e 72 horas. Uma vez que os alevinos nascem e começam a nadar livremente, o instinto paternal cessa.
- Maturidade Sexual: Próximo de 6 meses
- Cuidado Parental: Ocorre
Dimorfismo Sexual: Macho possui o corpo com uma forma mais retilínea, esguio e desenvolvem cores mais chamativas. Além disso, suas nadadeiras pélvicas e anal tornam-se mais pontiagudas ou quadradas.
Fêmeas ficam com a região ventral notavelmente roliça e arredondada, devido ao desenvolvimento e acúmulo de ovócitos em seus ovários. Suas nadadeiras pélvicas também têm um formato mais oval.
Referências
- Weitzman, M. and S.H. Weitzman, 2003. Lebiasinidae (Pencil fishes). p. 241-251. In R.E. Reis, S.O. Kullander and C.J. Ferraris, Jr. (eds.) Checklist of the Freshwater Fishes of South and Central America. Porto Alegre: EDIPUCRS, Brasil.
- Robins, C.R., R.M. Bailey, C.E. Bond, J.R. Brooker, E.A. Lachner, R.N. Lea and W.B. Scott, 1991. World fishes important to North Americans. Exclusive of species from the continental waters of the United States and Canada. Am. Fish. Soc. Spec. Publ.
Publicado em Maio/2026