Ciclídeo de Madagascar (Paratilapia polleni)

Paratilapia polleni (Bleeker, 1868)

Nome Popular: Ciclídeo de Madagascar — Inglês: Madagascar Cichlid

Ordem: Perciformes — Família: Cichlidae (Ciclídeos)

Distribuição: África, endêmico do Madagascar

Tamanho Adulto: 28 cm

Expectativa de Vida: 8 anos

pH: 6.6 a 8.0 — Dureza: >10

Temperatura: 19°C a 28°C

Aquário Mínimo: 100 cm X 40 cm X 50 cm (200 L) – o aquário deve conter muitos esconderijos formado por raízes, troncos ou qualquer outro objeto. Plantas não são essenciais, mas serão apreciadas pelos peixes. Substrato preferencialmente arenoso.

Comportamento: Relativamente pacífico com outras espécies, tornado-se agressivo com indivíduos de mesma espécie ou em época de reprodução.

Compatibilidade: Pode ser mantido com inúmeros outros peixes, incluindo outras espécies de ciclídeos do Lago Rift ou Centro Americanos. Peixes pequenos serão comidos. Ele é geralmente agressivo em relação a coespecíficos e deve ser mantido apenas como um único espécime ou par, amenos que um enorme aquário esteja disponível.

Alimentação: Onívoro, em seu ambiente natural se alimenta basicamente de pequenos peixes. Em aquário aceitará granulados, flocos, comida congelada para ciclídeos, têm um apetite voraz e comportamento predador especialmente no período noturno.

Reprodução: Ovíparo, fêmea desova no substrato ou superfícies planas de troncos, folhas ou rochas. Após a postura, que pode chegar a 1.000 ovos, a fêmea encarrega-se da oxigenação enquanto o macho defende o território. Ovos eclodem em cerca de 48 horas e os alevinos estarão nadando livremente em até sete dias. Pais cuidam do progênie por até quatro semanas.

Dimorfismo Sexual: macho é maior do que a fêmea e desenvolve nadadeira dorsal e anal mais longas. Eles também tendem a ter a forma da cabeça mais arredondada.

Biótopo: Um dos ciclídeos mais adaptáveis. Existem registros de sua ocorrência em altitudes de 1.500m com temperatura da água em 12°C e fontes termais que podem chegar a 40°C. Normalmente a química destas águas é muito alcalina, mas também são encontrados em águas negras levemente ácidas e eventualmente em ambiente de água salobra.

Etimologia: Paratilapia, do grego par = lado, perto + Bechuanas, dialeto nativo africano = peixe

Sinônimos: Paracara typus, Paratilapia bleekeri

Informações adicionais: Conhecido localmente como “Marakely”, que significa “peixe preto”. Assim como acontece com a maioria das espécies de ciclídeos do Madagascar, é altamente ameaçado na natureza devido à destruição de seu habitat e a concorrência de espécies introduzidas.

Esta espécie é muito sensível a mudanças nos parâmetros da água e grandes mudanças de água devem ser evitadas. Recomendamos trocar pequenas quantidades regularmente e com frequência. Também é particularmente suscetível ao Oodinium, mais conhecido como doença de veludo.

Referências:

  1. Maréchal, C. and M. Poll, 1991. Paratilapia. p. 358. In J. Daget, J.-P. Gosse, G.G. Teugels and D.F.E. Thys van den Audenaerde (eds.) Check-list of the freshwater fishes of Africa (CLOFFA). ISNB, Brussels; MRAC, Tervuren; and ORSTOM, Paris. Vol. 4.
  2. Baensch, H.A. and R. Riehl, 1995. Aquarien Atlas. Band 4. Mergus Verlag GmbH, Verlag für Natur-und Heimtierkunde, Melle, Germany. 864 p.
  3. Paratilapia polleni por Vanessa Sarmento, site ciclideos.com

Ficha por (Entered by): Edson Rechi — Junho/2018
Colaboradores (collaboration): –

EdsonRechi

Aquarista desde criança quando tentava manter peixes sem sucesso. Após um longo período sem aquários, voltei para o aquarismo em 2004 por influência de minha esposa. Desde então, já mantive diversos tipos de aquários e peixes. Articulista, além de organizar e palestrar em eventos ligados ao hobby nos últimos anos. Atualmente se dedica ao site que acabou se tornando outro hobby: escrever sobre peixes ornamentais.

0 comentário em “Ciclídeo de Madagascar (Paratilapia polleni)”

  1. adoro ciclídeos! criei durante um tempão e quero voltar a criar, por isso gostaria que sempre que possível, fosse atualizado dos novos itens no mercado!
    obrigado por tudo.
    joão luis

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *