Botia Jaguar (Yasuhikotakia splendida)

 

Yasuhikotakia splendida (Roberts, 1995)

Foto obtida em Tropical Fish Keeping (http://www.tropical-fish-keeping.com/)

Nome Popular: Botia Jaguar — Inglês: Jaguar loach

Ordem: Cypriniformes — Família: Cobitidae (Cobitídeos)

Distribuição: Ásia; Bacia do Mekong

Tamanho Adulto: 10 cm

Expectativa de Vida: 10 anos +

pH: 6.5 a 7.6 — Dureza: <12

Temperatura: 24°C a 30°C

Aquário Mínimo: 100 cm comprimento X 40 cm largura — substrato deverá ser arenoso e macio, evite substratos pontiagudos. Opções de decoração podem ser compostos por rochas lisas de seixo, além de raízes e galhos formando refúgios. Apreciarão fluxo lótico no aquário, simulando seu habitat natural. Tampe bem o aquário, eventualmente podem saltar para fora.

Comportamento & Compatibilidade: Embora exiba comportamento semelhante a maioria de outras especies de Botias, tende a ser mais agressivo podendo mordiscar nadadeiras de peixes lentos ou de longas nadadeiras. Principalmente se for criado em número reduzido, devendo ser mantido em grupos de pelo menos 5 ou 6 espécimes. Embora a intensidade dessa agressividade varie dependendo do indivíduo, esta espécie acaba sendo adequada apenas para aquários comunitários maiores contendo outros peixes robustos. Bastante tolerante a inúmeros parâmetros de água, possui hábito crepuscular.

Alimentação: Onívoro. Sua dieta natural compreende moluscos aquáticos, insetos, vermes e outros invertebrados. Secundariamente matéria vegetal. Em aquário aceitará prontamente alimentos secos e congelados. Fornecer alimentos de origem vegetal com alguma frequência, assim como alimentos vivos.

Reprodução: Ovíparo. Sua reprodução em cativeiro é desconhecida. Espécie migratória.

Dimorfismo Sexual: Fêmeas maduras sexualmente possuem região abdominal mais cheia e redonda, normalmente são mais encorpadas que os machos.

Biótopo: Habita córregos rápidos ou moderadamente rápidos, em águas claras, no sopé da montanha com fundo predominantemente rochoso ou de pedras.

Etimologia: Yasuhikotakia; nomeado em homenagem ao Dr. Yasuhiko Taki pela sua contribuição e estudos valiosos sobre o gênero. Splendida; do latim splendidus, que significa brilhante ou esplêndido.

Sinônimos: Botia splendida

Informações adicionais: Espécimes juvenis podem ser confundidos com juvenis de Y. eos.

Curiosamente, algumas observações sugerem que o comportamento do peixe alfa parece afetar de todo o grupo, embora estudos científicos sobre o comportamento do Botideos são praticamente inexistentes. Alguns espécimes naturalmente são mais ousados ​​ou mais agressivos que outros e o alfa normalmente é o maior espécime do grupo e não raramente uma fêmea.

Possuem comportamento interessante no qual espécimes mais jovens nadam lado a lado com os mais velhos, imitando todos os seus movimentos. Os menores podem simular os maiores simultaneamente com até três ou quatro peixes de cada lado. A razão deste comportamento é desconhecido, mas pode estar relacionado a um grupo que permanece em contato um com o outro quando os rios enchem durante os períodos de inundação, talvez reduzindo o atrito nadando ‘em formação’ ou tendo alguma outra função comunicativa.

Podem fazer barulho similar a estalos durante a alimentação ou quando animados, este som é produzido pela moagem de seus dentes localizados na faringe.

Outra curiosidade é a chamada “dança”, no qual envolve o grupo inteiro nadando de maneira constante e inquieta pelas laterais do aquário. As razões para este comportamento também são desconhecidas, mas os gatilhos mais comuns parecem ser o fornecimento de alimentos vivos, durante a troca de água ou adição de novos adornos no aquário.

Os botídeos também costumam se acomodar em ângulos peculiares, presos verticalmente ou de lado entre itens de decoração, ou mesmo deitados no substrato. Possuem espinhos suboculares afiados, móveis e normalmente ocultos em uma espécie de bolsa de pele, mas erigidos quando um indivíduo é estressado, por exemplo, se removido da água.

Não apresentam escamas, sendo bastante sensível a produtos químicos adicionados na água, principalmente medicações. É bastante propenso a doenças de pele.

Foto de Enrico Richter (c)

Referências:

  • Kottelat, M., 2004. Botia kubotai, a new species of loach (Teleostei: Cobitidae) from the Ataran River basin (Myanmar), with comments on botiine nomenclature and diagnosis of a new genus. Zootaxa 401:1-18.
  • Roberts, T.R., 1995. Botia splendida, a new species of loach (Pisces: Cobitidae) from the Mekong Basin in Laos. Raffles Bull. Zool.
  • Kottelat, M., 2001. Fishes of Laos. WHT Publications Ltd., Colombo 5, Sri Lanka.
  • Baird, I.G., V. Inthaphaisy, P. Kisouvannalath, B. Phylavanh and B. Mounsouphom, 1999. The fishes of southern Lao. Lao Community Fisheries and Dolphin Protection Project. Ministry of Agriculture and Forestry, Lao
  • Yasuhikotakia splendida – Loaches Online

Ficha por (Entered by): Edson Rechi — Fevereiro/2020
Colaboradores (collaboration): —

Sobre Edson Rechi 789 Artigos
Aquarista em duas fases distintas, a primeira quando criança e tentava manter peixes ornamentais sem muito sucesso. Após um longo período sem aquários, voltou no aquarismo em 2004, desde então já manteve diversos tipos de aquários como plantado, peixes jumbo, ciclídeos africanos, água salobra, amazônico comunitário e marinho. Atualmente curte e mantém peixes primitivos e ciclídeos neotropicais, suas grandes paixões.

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