Acará Disco (Symphysodon tarzoo)

Symphysodon tarzoo (Lyons, 1959)

Symphysodon discus “Green Japurá” – Foto: CC BY-SA 4.0

Nome Popular: Acará Disco — Inglês: Green discus

Ordem: Perciformes — Família: Cichlidae (Ciclídeos)

Distribuição: América do Sul, bacia Amazônica

Tamanho Adulto: 20 cm (comum: 15 cm)

Expectativa de Vida:  8 anos +

pH: 4.0 a 6.0 (em aquário ideal entre 6.0 e 6.6)

Dureza: < 1

Temperatura: 26°C a 30°C

Aquário Mínimo: 100 cm X 40 cm X 50 cm (200 L) – naturalmente são encontrados em rios com pouca iluminação, razões pelo qual o aquário deverá ter inúmeras plantas, raízes formando refúgios e baixa luminosidade. Substrato deverá ser preferencialmente arenoso e macio. Não apreciam forte fluxo na água.

Comportamento: Pacífico e gregário. É importante frisar que Discos são peixes gregários, ou seja, são encontrados sempre em pequenos grupos e possuem forte hierarquia. Se pretender criá-los em aquário, certifique-se de sempre mantê-los em pelo menos seis espécimes ou mais.

Compatibilidade: É uma espécie extremamente pacífica, sendo adequada para ser criada com peixes com mesmo temperamento. Não devem ser criados com espécies agressivas ou que comam rapidamente, pois podem ser agredidos, intimidados ou acabar não comendo.

Alimentação: Onívoro com forte tendência a carnívoro, em seu ambiente natural se alimenta de larvas de insetos, insetos, invertebrados planctônicos e eventualmente de frutos. Em cativeiro espécimes selvagens podem ser muito exigentes sobre o alimento oferecido, sendo mais indicado alimentos vivos como as minhocas, vermes, artêmias e larvas de mosquito. Mas podem ser condicionados a comerem alimentos secos. Espécimes híbridos oriundos de cativeiro aceitam alimentos secos sem dificuldades.

Reprodução: Ovíparo, atinge a maturidade sexual com cerca de doze meses de vida. Fêmea deposita os ovos em superfície plana de pedras, folhas ou raízes que serão fertilizados em seguida polo macho. Os ovos eclodem entre dois a quatro dias e os alevinos nadam livremente depois de mais três ou quatro dias. Depois da eclosão as larvas são protegidas e alimentadas com um muco liberado por seus pais durante aproximadamente quatro semanas ou mais.

Dimorfismo Sexual: Não possuem dimorfismo sexual evidente.

Biótopo: Prefere águas profundas, escondendo-se entre as raízes e nas fendas de rochas. Ocorre majoritariamente em águas negras com substrato composto de areia e folhas em decomposição. Dificilmente é encontrado nos canais principais de rios, sendo comumente encontrado em afluentes lentos e igarapés. Enquadrados no biótopo amazônico, habitam em águas muito calmas, sendo também quentes e de características ácidas.

EtimologiaSymphysodon, do grego, syn, symphysis = crescido junto + grego, odous = dentes.

Sinônimos: Symphysodon discus willischwartzi

Informações adicionais: Endêmico do Brasil, distribuído a oeste do rio Amazonas, na bacia ocidental do arco de Purus. A distribuição de S. tarzoo e S. aequifasciatus é dividida pelo arco Purus, localizado entre Manaus e Rio Bauana, com S. tarzoo ocorrendo no rio Madeira a jusante do arco, e S. aequifasciatus nas demais regiões.

Historicamente, a espécie foi descrita com status de subespécie sob o nome Symphysodon discus tarzoo. Os primeiros exemplares de Earl Lyons, em 1959, vieram da cidade de Leticia, capital do departamento do Amazonas, no extremo sul da Colômbia. Somente em 2006 que o ictiólogo sueco Sven O. Kullander, junto com dois colegas, revalidou este peixe para o nível de espécie baseado em um estudo do DNA mitocondrial. Um neótipo foi escolhido para a nova espécie, substituindo o holótipo de Lyons.

Symphysodon tarzoo apresenta um contraste de cor com uma predominância marrom e se distingue de outros Discos pela presença de pontos vermelhos nas laterais do corpo e na nadadeira anal. As nadadeiras pélvicas são vermelhas. Sua forma original apresenta um corpo amarelo marrom, marmorizado verde, vermelho ou branco, com 9 listras verticais, a primeira cruza o olho e a última está na base da nadadeira caudal Existem muitas variedades de cores.

Parece ser mais suscetível a infecções como parasitoses, micoses, bacterioses, viroses e ainda por ectoparasitas.

Apesar de não se encontrar na lista vermelha da IUCN, a quantidade de acarás-disco na natureza diminuiu em grande escala desde a década de 1990. Os principais fatores para o declínio da população é a ação do homem em seu habitat, entre elas a captura para a criação em aquário.

Symphysodon discus “Green Nanay” – Foto: CC BY-SA 4.0

Referências:

  1. Amado, M.V., I.P. Farias and T. Hrbek, 2011. Molecular perspective on systematics, taxonomy and classification Amazonian discus fishes of the genus Symphysodon. International J. Evolutionary Biol.. 2011:1-16.
  2. Ready, J.S., E.J.G. Ferreira and S.O. Kullander, 2006. Discus fishes: mitochondrial DNA evidence for a phylogeographic barrier in the Amazonian genus Symphysodon (Teleostei: Cichlidae). J. Fish Biol

Ficha por (Entered by): Edson Rechi — Junho/2018
Colaboradores (collaboration): –

Sobre Edson Rechi 594 Artigos
Aquarista em duas fases distintas, a primeira quando criança e tentava manter peixes ornamentais sem muito sucesso. Após um longo período sem aquários, voltou no aquarismo em 2004, desde então já manteve diversos tipos de aquários como plantado, peixes jumbo, ciclídeos africanos, água salobra, amazônico comunitário e marinho. Atualmente curte e mantém peixes primitivos e ciclídeos neotropicais, suas grandes paixões.

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