Snakehead (Channa aurantimaculata)

 
Channa aurantimaculata (Musikasinthorn, 2000)

Ficha Técnica

Ordem: Perciformes — Família: Channidae (Canídeos)

Nomes Comuns: Snakehead, Cabeça de Cobra — Inglês: Orange-spotted Snakehead

Distribuição: Ásia; endêmico da Índia

Tamanho Adulto: 40 cm (comum 25 cm)

Expectativa de Vida: 10 anos +

Comportamento: predador

pH: 6.0 a 8.0 — Dureza: indiferente

Temperatura: 10°C a 28°C

Distribuição e habitat

Endêmico da bacia do rio Brahmaputra nos estados de Assam e Arunachal Pradesh, no nordeste da Índia.

Ocorre em lagoas, lagos e córregos e rios de fluxo lento, onde normalmente se esconde em fendas, entre raízes ou similares.

Descrição

O formato do corpo deste peixe permite-lhe deslocar-se por entre vegetação aquática e espessa. Cabeça grande, semelhante à de uma cobra, com os olhos na metade anterior.

Os membros da família Channidae são comumente referidos como “snakeheads” devido à presença de grandes escamas na cabeça que são uma reminiscência das escamas epidérmicas (placas cefálicas) nas cabeças de cobras.

Todas as espécies do gênero Channa possuem aparelho de respiração complementar na forma de câmaras pareadas localizadas atrás e acima das brânquias. Embora estas não sejam labirínticas, mas são alinhadas com o epitélio respiratório. Estas câmaras permitem aos peixes respirar ar atmosférico e sobreviver em condições hipóxicas ou mesmo fora da água por um período considerável de tempo. Em aquários muitas vezes são vistos subindo para a superfície para tomar goles de ar.

Criação em Aquário

Aquário com dimensões mínimas de 150 cm de comprimento e 50 cm de largura desejável.

Prefere aquário mal iluminado com uma camada de vegetação flutuante. Além de folhas e raízes espalhados pelo substrato.

É essencial manter o aquário bem tampado, sua capacidade de escapar é notória.

Comportamento

Regra geral ficam melhor quando mantidos em aquários específicos para a espécie.

Os indivíduos jovens podem ser mantidos juntos, mas geralmente começam a exibir comportamento agressivo uns com os outros, à medida que se tornam sexualmente maduros. Isso varia um pouco entre os indivíduos, com as fêmeas tendendo a ser mais beligerantes do que os machos. Se formam um casal são geralmente pacíficos um para o outro mas hostis frente a outros da mesma espécie.

Espécime fêmea em aquário

Reprodução

Ovíparo. Contrário a outras espécies do gênero que desovam em pequenos córregos em meio à densa vegetação, esta espécie é incubadora bucal paternal.

Formado o casal, a reprodução é similar aos Anabantídeos com o macho forçando a fêmea a liberar os ovos num ritual conhecido como “abraço nupcial”. O macho recolherá os ovos fertilizados em sua boca.

A incubação ocorre por cerca de três a cinco dias, mas pode demorar mais tempo especialmente em indivíduos mais jovens, menos experientes. O macho cuidará dos alevinos pelas próximas semanas seguintes, mesmo quando estiverem nadando livremente.

Dimorfismo Sexual

Machos apresentam nadadeira dorsal e anal mais extensa e fêmeas adultas tendem a ter forma do corpo mais roliça.

Alimentação

Carnívoro. Em seu ambiente natural se alimenta de peixes e insetos terrestres.

Em cativeiro poderá ter dificuldades em aceitar alimentos secos, devendo ser fornecido alimentos vivos ou congelados (mortos). Alguns espécimes podem vir a aceitar alimentos secos, porém esta nunca deverá ser sua dieta principal.

Juvenis e sub-adultos podem ser alimentados diariamente, enquanto espécimes adultos de duas a três vezes por semana será o suficiente.

Evite fornecer carne de mamíferos ou aviária, uma vez que alguns dos lipídios contidos nestes não podem ser devidamente metabolizados pelos peixes e pode causar depósitos de gordura em excesso e até mesmo degeneração de órgãos.

Etimologia: Channa; channe (grego) -es = uma anchova

Aurantimaculata; do aurantium (latim) = laranja + maculatus que significa “manchado, mancha”, em referência ao padrão de cor desta espécie.

Sinônimos: não possui

Referências

  1. Musikasinthorn, P., 2000. Channa aurantimaculata, a new channid fish from Assam (Brahmaputra River basin), India, with designation of a neotype for C. amphibeus (McClelland, 1845). Ichthyol. Res. 47(1):27-37.
  2. Romero, P., 2002. An etymological dictionary of taxonomy. Madrid, unpublished.
  3. Britz, R., 2008 – Ichthyological Exploration of Freshwaters 8(4) [for 2007]: 335-344
    Channa ornatipinnis and C. pulchra , two new species of dwarf snakeheads from Myanmar (Teleostei: Channidae).
  4. Goswami, MM, B. Arunav and P. Janardan, 2006 – Journal of the Inland Fisheries Society of India 38(1): 1-8
    Comparative biometry, habitat structure and distribution of endemic snakehead (Teleostei: Channidae) species of Assam, India.

Ficha por (Entered by): Edson Rechi — Abril/2017
Colaboradores (collaboration): –

Sobre Edson Rechi 769 Artigos
Aquarista em duas fases distintas, a primeira quando criança e tentava manter peixes ornamentais sem muito sucesso. Após um longo período sem aquários, voltou no aquarismo em 2004, desde então já manteve diversos tipos de aquários como plantado, peixes jumbo, ciclídeos africanos, água salobra, amazônico comunitário e marinho. Atualmente curte e mantém peixes primitivos e ciclídeos neotropicais, suas grandes paixões.

4 Comentário

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*