Cascudinho (Schizolecis guntheri)

Schizolecis guntheri (Miranda Ribeiro, 1918)

Ficha Técnica

Ordem: Siluriformes — Família: Loricariidae (Loricarídeos)

Nomes Comuns: Cascudinho

Distribuição: América do Sul, região sudeste do Brasil

Tamanho Adulto: 4 cm

Expectativa de Vida: 5 anos

Comportamento: pacífico

pH: 6.5 a 7.5 — Dureza: 1 a 20

Temperatura: 20°C a 24°C

Distribuição e habitat

Endêmico da região sudeste do Brasil. Sua localização é tida como ilha de São Sebastião no estado de São Paulo.

São encontrados em fundo rochoso e arenoso, principalmente em águas rasas e remotas com até 30 cm de profundidade, com fluxo lento.

Em seu ambiente natural no rio Itamambuca, Ubatuba – São Paulo

Descrição

Peixe longo e fino com placas ósseas que se sobrepõem substituindo as escamas. A cabeça é relativamente plana e termina com uma boca e forma de ventosa.

Raios duros presente nas nadadeiras peitorais e dorsal, que servem como defesa contra predadores e não são raros os casos em que, ao manter peixes muito grandes junto com eles, os mesmas fiquem presos na boca do predador podendo levá-los à morte ou a infecções causadas pelos ferimentos.

Criação em Aquário

Aquário com dimensões mínimas de 60 cm de comprimento e 30 cm de largura desejável.

Deverá ser mantido preferencialmente em aquário densamente plantado, uma vez que passa a maior parte de seu tempo “descansando” ou se alimentado de algas sobre folhas, vidros e outros objetos do aquário.

Comportamento

Apresenta comportamento extremamente pacífico e tímido, ignorando outros peixes do aquário. Evite criar com peixes de porte muito maior, pois serão alvos fáceis por ficarem expostos constantemente.

Deve ser mantido em grupo de pelo menos seis indivíduos para que se sintam mais seguros e mostrem seu comportamento natural.

Eventualmente podem atacar peixes lentos como Discos, se alimentando de sua mucosa.

Reprodução

Ovíparo. Fêmeas liberam ovos adesivos em superfície plana que serão fertilizados pelo macho. Ovos eclodem em até dois dias quando os alevinos permanecem no saco vitelínico se alimentando deste. Estarão nadando após cerca de dois ou três dias. Não ocorre cuidado parental.

Dimorfismo Sexual

O macho possui ventre retilíneo, enquanto na fêmea o ventre é mais roliço em época de reprodução.

Alimentação

Onívoro, essencialmente herbívoro. Em seu ambiente natural se alimenta de algas macias, principalmente algas diatomáceas e verdes. Eventualmente larvas de Chironomídeos e Simulídeos.

Se alimentam principalmente durante o dia com pouca atividade noturna.

Em aquário é recomendado variar sua alimentação com verduras descascadas como abobrinha, cenoura, batata e pepino, além de rações específicas para peixes de fundo.

Apresenta índole tímida e estão se alimentando a todo momento, podendo não competir com outros peixes. Por esta razão, sua taxa de mortalidade nas primeiras semanas pode ser alta quando inseridos em aquário recém montado.

Observe atentamente antes de adquiri-los, se estiver com a barriga muito seca evite comprar. Se estiverem nesta condição e ainda assim pretende adquiri-los, procure isolá-los num aquário a parte por alguns dias e forneça rações específicas para peixes de fundo e alimentos alternativos até estarem mais encorpados e aptos a irem para o aquário principal.

Caso não consiga isolá-los em outro aquário, forneça rações de fundo a vontade após cerca de uma hora quando apagar as luzes, desta forma poderão se alimentar sem competir com outros peixes.

EtimologiaSchizolecis:, schizein (grego) = dividir + lekis (grego) –idos = um pequeno prato

SinônimosMicrolepidogaster guntheri, Pseudotocinclus ribeiroi

Referências

  1. Britski, H.A. and J.C. Garavello, 1984. Two new southeastern Brazilian genera of Hypoptopomatinae and a redescription of Pseudotocinclus Nichols, 1919 (Ostariophysi, Loricariidae). Pap. Avulsos Dep. Zool. São Paulo
  2. Burgess, W.E., 1989. An atlas of freshwater and marine catfishes. A preliminary survey of the Siluriformes. T.F.H. Publications, Inc., Neptune City, New Jersey (USA).
  3. da Costa, M.R., T. Moreti, W. Uehara, H.K. dos Santos and F.G. Araujo, 2015. Length-weight relationships for 15 fish species from Atlantic rain forest streams, southeastern Brazil. J. Appl. Ichthyol.
  4. Schaefer, S.A., 2003. Loricariidae – Hypoptopomatinae (Armored catfishes). p. 321-329. In R.E. Reis, S.O. Kullander and C.J. Ferraris, Jr. (eds.) Checklist of the Freshwater Fishes of South and Central America. Porto Alegre: EDIPUCRS, Brasi.l.

Ficha por (Entered by): Edson Rechi — Agosto/2017
Colaboradores (collaboration): –

Sobre Edson Rechi 606 Artigos
Aquarista em duas fases distintas, a primeira quando criança e tentava manter peixes ornamentais sem muito sucesso. Após um longo período sem aquários, voltou no aquarismo em 2004, desde então já manteve diversos tipos de aquários como plantado, peixes jumbo, ciclídeos africanos, água salobra, amazônico comunitário e marinho. Atualmente curte e mantém peixes primitivos e ciclídeos neotropicais, suas grandes paixões.

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