Piranha Vermelha (Pygocentrus nattereri)

Pygocentrus-nattereri1

Classificação

Classe: Actinopterygii • Ordem: Characiformes • Família: Serrasalmidae

Nome binomial: Pygocentrus nattereri (Kner ,1858)

Sinônimos: Pygocentrus stigmaterythraeus, Serrasalmus nattereri, Serrasalmo piranha, Pygocentrus piraya, Serrasalmo ternetzi, Pygocentrus altus

Grupo Aquário: Peixes Jumbo, Predadores

Nomes comuns

Piranha, Piranha Vermelha, Piranha Caju, Piranha Quexicuda, Chupita, Coicoa. Inglês: Red piranha, Redbelly piranha

Distribuição & habitat

América do Sul; Bacia do rio Amazonas, Paraguai, Paraná e Bacia do São Francisco. Ocorrente na Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru e Uruguai. Introduzido na China e EUA.

Encontrado em diversos ambientes, desde água branca até água negra, riachos, lagoas e rios médios.

Pygocentrus-nattereri-map
Mapa por Discover Life

Ambiente & parâmetros da água

Pelágico; água doce • pH: 5.5 – 7.4 • Dureza: levemente mole • Clima: tropical; 23°C – 28°C

Tamanho adulto

50 cm (comum 30 cm) • Estimativa de vida: 10 anos

Manutenção em aquário

Aquário com dimensões mínimas de 150 cm X 50 cm X 50 cm (375 litros) requerido — embora seja considerado um peixe de tamanho médio, exigem um aquário com boas dimensões, uma vez que deve ser criado em cardume. Iluminação moderada e plantas ou raízes formando refúgios é desejável.

Apesar de sua fama de peixe agressivo, em aquário seu comportamento é bastante tímido e deve ser mantido em pequenos grupos de no mínimo 5 exemplares. Deve-se evitar manter com qualquer outra espécie no mesmo espaço, uma vez que possivelmente serão devorados. Alguns aquaristas conseguem mantê-las com Cascudos, ainda assim corre-se o risco.

Alimentação

Carnívoro, em seu ambiente natural alimenta-se de peixes, insetos, vermes e secundariamente animais terrestres. Em cativeiro dificilmente aceitam alimentos secos, devendo ser fornecido alimentos vivos e pedaços de carnes brancas.

Reprodução e dimorfismo sexual

Ovíparo. Casal começará a nadar em círculos, ocorrendo interações entre o macho e a fêmea. Ovos serão depositados em um ninho, construído pelo macho rente a vegetação inferior, onde serão fecundados pelo macho. Aparentemente não há cuidado parental.

Dimorfismo sexual difícil distinguir, porém as fêmeas tendem ser mais robustas e maiores que os machos. Este último pode apresentar cores mais chamativas em época de reprodução.

Galeria de imagens

Dentes tipicamente triangulares e afiados para perfurar e rasgar facilmente a carne de suas presas. Foto: Ricardo Freire
Dentes tipicamente triangulares e afiados para perfurar e rasgar facilmente a carne de suas presas. Foto: Ricardo Freire
Pygocentrus-nattereri-canibalismo2
Espécime que sofreu canibalismo de membros da própria espécie.

Pequeno grupo de Piranhas adultas
Pygocentrus-nattereri5 Pygocentrus-nattereri4

Pygocentrus-nattereri3 Pygocentrus-nattereri2

Espécimes juvenis (abaixo) são comumente confundidos com Pacus
Pygocentrus-nattereri7 Pygocentrus-nattereri6

Descrição

Espécie temida devido seu ataque agressivo e frenético frente a suas presas, a Piranha vermelha possui a reputação de um predador voraz e apetite insaciável. Possui dentes triangulares extremamente afiados e mandíbula potente, além do focinho achatado, características que a credenciam a atacar e morder com força notável. Sua dentição é substituída constantemente em lados alternados, permitindo suas alimentação contínua. Possui sistema auditivo evoluído.

Embora sua aparência poderá variar, esta espécie possui a barriga vermelha característica, daí seu nome popular, com o restante do corpo em tom de cinza com salpicados de prata. Manchas escuras podem surgir por trás das brânquias e a nadadeira anal é normalmente preta em sua base, enquanto a nadadeira peitoral e pélvica viriam entre o vermelho ao laranja. Mudanças no padrão de coloração poderão variar de acordo com sua idade e a localização geográfica.

Vivem em pequenos cardumes, embora não exibam comportamento de caça em grupo. Ocasionalmente poderá atacar presas em grupo, numa espécie de frenesi alimentar, onde irá dilacerar sua presa em questão de segundos, o que contribui para a reputação da espécie. Estes ataques não são aleatórios e ocorrem somente quando estão com fome ou são provocados.

Deve-se tomar cuidado em seu manuseio, sua mordida pode causar ferimentos graves.

Referências

  1. Britski, H.A., K.Z. de S> de Silimon and B.S. Lopes, 2007. Peixes do Pantanal: manual de identificaçäo, 2 ed. re. ampl. Brasília, DF: Embrapa Informaçäo Tecnológica, 227 p.
  2. Robins, C.R., R.M. Bailey, C.E. Bond, J.R. Brooker, E.A. Lachner, R.N. Lea and W.B. Scott, 1991. World fishes important to North Americans. Exclusive of species from the continental waters of the United States and Canada. Am. Fish. Soc. Spec. Publ. (21):243 p.
  3. Goulding, M., 1981. Man and fisheries on an Amazon frontier. In H.J. Dumont (ed.). Developments in Hydrobiology, v. 4. The Hague: W. Tunk Publishers. 137 p.
  4. Skelton, P.H., 2001. A complete guide to the freshwater fishes of southern Africa. Cape Town (South Africa): Struik Publishers, 395 p.
  5. Pauly, D., 1994. Quantitative analysis of published data on the growth, metabolism, food consumption, and related features of the red-bellied piranha, Serrasalmus nattereri (Characidae). Environ. Biol. Fish. 41:423-437.
  6. Jégu, M., 2003. Serrasalminae (Pacus and piranhas). p. 182-196. In R.E. Reis, S.O. Kullander and C.J. Ferraris, Jr. (eds.) Checklist of the Freshwater Fishes of South and Central America. Porto Alegre: EDIPUCRS, Brasil.
  7. Zaniboni Filho, E., S. Meurer, O.A. Shibatta and A.P. de Oliverira Nuñer, 2004. Catálogo ilustrado de peixes do alto Rio Uruguai. Floriano?polis : Editora da UFSC : Tractebel Energia. 128 p. :col. ill., col. maps ; 25 cm.

Agradecimentos a Husky Jim por ceder as fotos e ao site Piranha Fury e seus membros pelas informações.

Ficha por (Entered by): Edson Rechi — Abril/2014
Colaboradores (collaboration): –

Sobre Edson Rechi 636 Artigos

Aquarista em duas fases distintas, a primeira quando criança e tentava manter peixes ornamentais sem muito sucesso. Após um longo período sem aquários, voltou no aquarismo em 2004, desde então já manteve diversos tipos de aquários como plantado, peixes jumbo, ciclídeos africanos, água salobra, amazônico comunitário e marinho. Atualmente curte e mantém peixes primitivos e ciclídeos neotropicais, suas grandes paixões.

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*