Molinésia Latipina (Poecilia latipinna)

Poecilia latipinna

Nome Popular: Molinésia Latipina — Inglês: Sailfin molly

Ordem: Cyprinodontiformes — Família: Poeciliidae (Poecilídeos)

Distribuição: América do Norte, Carolina do Norte (EUA) até Veracruz no México. Introduzido em diversos países causando impactos ecológicos.

Comportamento: Pacífico, comunitário.

Tamanho Adulto: 8 cm (comum: 4 cm)

Expectativa de Vida: 3 anos

pH: 7.0 a 8.6

Dureza: 12 a 34

Temperatura: 20°C a 28°C

Aquário Mínimo: 80 cm X 30 cm X 40 cm (96L)

Alimentação: Onívoro, aceitará prontamente alimentos secos e vivos, devendo ser fornecido matéria vegetal regularmente.

Reprodução: Vivíparo, fecundação interna. Fêmeas podem armazenar espermatozóides dos machos para fertilizar mais tarde e produzir alevinos parceladamente em curtos períodos. Após o período de gestação, que pode variar entre três e quatro semanas, fêmeas dão a luz a filhotes já formados (cerca de 10 a 100). Não ocorre cuidado parental. São extremamente prolíferos e se reproduzem facilmente.

Dimorfismo Sexual: Machos apresentam nadadeira dorsal longa, além de apresentar nadadeira anal adaptada em forma de gonopódio. Fêmeas são maiores e mais roliças.

Biótopo: Encontradas em rios, lagos e estuários, preferindo zonas litorais de baixas altitudes. Apresentam elevada resistência a salinidade, o que possibilita encontrá-las em ambientes com uma pequena concentração de sais, como a foz dos rios.

Informações adicionais: Sua principal característica é a nadadeira dorsal bem desenvolvida nos machos (as fêmeas não a possuem). Pode frequentar ambiente de água salobra onde há grande presença de algas e fitoplâncton em grandes quantidades.

Como muitas das variedades de Molinésias é utilizada no aquarismo como peixe ornamental apresentando muitas variações de cores. Difere-se da Poecilia velifera por apresentarem nadadeiras dorsais maiores e pequenos pontos escuros e retangulares, enquanto na outra espécie estes pontos são luminosos. Mesmo em sua forma selvagem, há diferentes tipos de padrões coloridos.

Poecilia latipinna2

Referências:

  1. Robins, C.R., R.M. Bailey, C.E. Bond, J.R. Brooker, E.A. Lachner, R.N. Lea and W.B. Scott, 1980. A list of common and scientific names of fishes from the United States and Canada. Am. Fish. Soc. Spec. Publ. (12)1-174.
  2. Romero, P., 2002. An etymological dictionary of taxonomy. Madrid, unpublished.
  3. Baensch, H.A. and R. Riehl, 1985. Aquarien atlas. Band 2. Mergus, Verlag für Natur-und Heimtierkunde GmbH, Melle, Germany. 1216 p.
  4. Hugg, D.O., 1996. MAPFISH georeferenced mapping database. Freshwater and estuarine fishes of North America. Life Science Software. Dennis O. and Steven Hugg, 1278 Turkey Point Road, Edgewater, Maryland, USA.
  5. Page, L.M. and B.M. Burr, 1991. A field guide to freshwater fishes of North America north of Mexico. Houghton Mifflin Company, Boston. 432 p.

Ficha por (Entered by): Edson Rechi — Julho/2015
Colaboradores (collaboration): –

 

Sobre Edson Rechi 636 Artigos

Aquarista em duas fases distintas, a primeira quando criança e tentava manter peixes ornamentais sem muito sucesso. Após um longo período sem aquários, voltou no aquarismo em 2004, desde então já manteve diversos tipos de aquários como plantado, peixes jumbo, ciclídeos africanos, água salobra, amazônico comunitário e marinho. Atualmente curte e mantém peixes primitivos e ciclídeos neotropicais, suas grandes paixões.

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