Piranha Branca (Serrasalmus marginatus)

Espécime de 5.7 cm capturado no rio Piraputanga (MS)
Espécime de 5.7 cm capturado no rio Piraputanga (MS)

Serrasalmus marginatus (Valenciennes, 1837)

Nome Popular: Piranha Branca, Pirambeba — Inglês: Piranha

Família: Serrasalmidae

Distribuição: América do Sul, bacias do Paraguai e Paraná

Tamanho Adulto: 27 cm

Expectativa de Vida: 10 anos

Temperamento: agressivo

Aquário Mínimo: 150 cm X 50 cm X 50 cm (375 L)

Temperatura: 22°C a 30°C

pH: 6.0 a 7.4 – Dureza: 5 a 15

Visão Geral

Espécie temida devido seu ataque agressivo e frenético frente a suas presas, possui a reputação de um predador voraz e apetite insaciável. Possui dentes triangulares extremamente afiados e mandíbula potente, além do focinho achatado, características que a credenciam a atacar e morder com força notável. Sua dentição é substituída constantemente em lados alternados, permitindo sua alimentação contínua. Possui sistema auditivo evoluído.

Vivem em pequenos cardumes de até 20 indivíduos, embora não exibam comportamento de caça em grupo. Ocasionalmente poderá atacar presas em grupo numa espécie de frenesi alimentar, onde irá dilacerar sua presa pouco tempo, o que contribui para a reputação da espécie. Estes ataques não são aleatórios e ocorrem somente quando estão com fome. Ataque a seres humanos ocorre ocasionalmente, principalmente quando estão protegendo ninhadas.

Mudanças no padrão de coloração poderão variar de acordo com sua idade e a localização geográfica.

Aquário & Comportamento

Aquário com comprimento mínimo de 150 cm requerido — embora seja considerado um peixe de tamanho médio, exigem um aquário com boas dimensões, uma vez que deve ser criado em cardume. Iluminação moderada e plantas ou raízes formando refúgios é desejável. A água deverá possuir alto nível de oxigênio dissolvido, a decoração poderá incluir substrato arenoso e algumas raízes e troncos.

Apesar de sua fama de peixe agressivo, em aquário seu comportamento é bastante tímido e deve ser mantido em pequenos grupos de no mínimo 5 exemplares. Deve-se evitar manter com qualquer outra espécie no mesmo espaço, possivelmente serão devorados. Alguns aquaristas conseguem mantê-las com Cascudos ou bagres de grande porte, ainda assim corre-se o risco.

Reprodução & Dimorfismo Sexual

Ovíparo. Casal começará a nadar em círculos, ocorrendo interações entre o macho e a fêmea. Ovos serão depositados em um ninho construído pelo macho rente a vegetação inferior. Ovos serão fecundados pelo macho e este cuidará da prole até que as larvas eclodam e nadem livremente.

Dimorfismo sexual difícil distinguir, porém as fêmeas tendem ser mais gordas e maiores que os machos. Este último pode apresentar cores mais chamativas em época de reprodução.

Alimentação

Carnívoro. Sua alimentação varia conforme estágio de vida. Larvas e juvenis se alimentam de crustáceos microscópicos e pequenos insetos aquáticos. Juvenis (até 2 cm) se alimentam de nadadeiras de outros peixes e insetos, enquanto jovens e adultos se alimentam principalmente de peixes.

Em cativeiro dificilmente aceitam alimentos secos, devendo ser fornecido alimentos vivos, pedaços de carnes brancas, camarões, mexilhões, lulas e minhocas.

Não deverá fornecer grandes quantidades de carne de mamífero e aviária, tal como coração de frango ou boi. Alguns dos lípidos contidos nestas carnes não são adequadamente metabolizado pelo peixe, e pode causar excesso de depósitos de gordura e degeneração do órgão.

Etimologia

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Referências

  1. Begossi, A., R.A.M. Silvano, B.D. do Amaral and O.T. Oyakawa, 1999. Uses of fish and game by inhabitants of an extractive reserve (upper Juruá, Acre, Brazil). Environ. Dev. Sust. 1:73-93.
  2. Britski, H.A., K.Z. de S> de Silimon and B.S. Lopes, 2007. Peixes do Pantanal: manual de identificaçäo, 2 ed. re. ampl. Brasília, DF: Embrapa Informaçäo Tecnológica, 227 p.
  3. Jégu, M., 2003. Serrasalminae (Pacus and piranhas). p. 182-196. In R.E. Reis, S.O. Kullander and C.J. Ferraris, Jr. (eds.) Checklist of the Freshwater Fishes of South and Central America. Porto Alegre: EDIPUCRS, Brasil.

Ficha por (Entered by): Edson Rechi — Setembro/2016

Sobre Edson Rechi 734 Artigos
Aquarista em duas fases distintas, a primeira quando criança e tentava manter peixes ornamentais sem muito sucesso. Após um longo período sem aquários, voltou no aquarismo em 2004, desde então já manteve diversos tipos de aquários como plantado, peixes jumbo, ciclídeos africanos, água salobra, amazônico comunitário e marinho. Atualmente curte e mantém peixes primitivos e ciclídeos neotropicais, suas grandes paixões.

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