Black Chin Tetra (Piabucus melanostoma)

 

Piabucus melanostoma (Holmberg, 1891)

Foto de Tai Strietman (c)

Nome Popular: Tetra Piabucus — Inglês: Black Chin Tetra

Ordem: Characiformes — Família: Iguanodectidae

Distribuição: América do Sul, Bacias do Rio Madeira e rio Paraguai

Tamanho Adulto: 12 cm

Expectativa de Vida: Desconhecido

pH: 6.0 a 7.4 — Dureza: –

Temperatura: 22°C a 28°C

Foto de autoria desconhecida

Aquário Mínimo: 80 cm comprimento X 40 cm largura — a decoração do aquário é indiferente, porém, ficam mais a vontade em aquário com plantas, raízes e fundo arenoso com bastante folhas. O comprimento do aquário é importante dado o tamanho que a espécie atinge, além de serem excelentes nadadores.

Comportamento & Compatibilidade: São pacíficos e bastante ativos, podendo ser mantido em aquário comunitário. De comportamento gregário, será importante manter em cardume com pelo menos 6 espécimes para que mostrem seu comportamento natural e cores mais realçadas. Quanto mais melhor! Eventualmente pode mordiscar peixes de nadadeiras longas ou natação lenta, principalmente se confinados espaço pequeno ou aquário com pouco adornos que quebrem sua linha de visão.

Em seu ambiente natural pouco se saiba sobre a simpatria com outras espécies, sabe-se que ocorre em cardumes, como é o caso de todos os membros do gênero. Tende a nadar perto da superfície da água.

Alimentação: Apresenta dieta onívora se alimentando naturalmente de serapilheira, algas, invertebrados e detritos. Em aquário aceitará prontamente alimentos secos e vivos.

Reprodução: Desconhecido.

Dimorfismo Sexual: Todas as espécies de Piabucus desenvolvem ganchos e extensões carnudas nos primeiros raios da nadadeira anal, mas o dimorfismo sexual especificamente em P. melanostoma é desconhecido.

Biótopo: Ocorre em rios lentos, córregos e áreas florestais inundadas em meio a vegetação submersa ou serrapilheira.

Foto de Gabriela Löwen obtida em biodiversity4all.org

Etimologia: O nome do gênero “piabucus” é uma latinização da palavra “piaba” do português brasileiro, usada para se referir a vários pequenos peixes caraciformes. “Melano-” significa “preto” e “estoma” é uma palavra grega que significa “boca” ou “abertura”, em referência ao lábio inferior e queixo pretos que P. melanostoma possui.

Sinônimos: Piabuca melanostoma, Piabucus melanostomus

Informações adicionais: Esta espécie está entre os maiores peixes “tetras” no aquarismo. Suas escamas são de um amarelo prateado iridescente, com uma faixa prateada mais brilhante em cada lado; esta faixa termina em uma mancha preta nos raios médios da nadadeira caudal. A faixa lateral também pode apresentar um toque de verde ou amarelo. Uma das características mais distintivas do P. melanostoma é a mandíbula inferior, de cor preta.

Os argentinos às vezes se referem a ele como “mojarra de boca negra”, que significa “peixe de boca negra”.

Descrita pela primeira vez na Argentina, P. melanostoma é a única espécie da família Iguanodectidae encontrada na bacia do rio Paraguai. Também ocorre na bacia do rio Madeira e está distribuído por áreas de várzea em ambas as regiões.

Também é encontrado com frequência na região úmida do Pantanal, que fica em grande parte no Mato Grosso, Brasil. Além deste estado, no Brasil pode ainda ser encontrado no estados do Mato Grosso do Sul, Amazonas e Rondônia.

Além de Brasil e Argentina, encontrado na Bolívia, Paraguai e Peru.

Referências:

  • Skelton, P.H., 2001. A complete guide to the freshwater fishes of southern Africa. Cape Town (South Africa): Struik Publishers
  • Moreira, C., 2003. Characidae – Iguanodectinae (Characins, tetras). p. 172-181. In R.E. Reis, S.O. Kullander and C.J. Ferraris, Jr. (eds.) Checklist of the Freshwater Fishes of South and Central America. Porto Alegre: EDIPUCRS, Brasil.
  • López, H.L., A.M. Miquelarena and R.C. Menni, 2003. Lista comentada de los peces continentales de la Argentina. ProBiota Serie Técnica y Didáctica N° 5
  • Britski, H.A., K.Z. de S> de Silimon and B.S. Lopes, 2007. Peixes do Pantanal: manual de identificaçäo, 2 ed. re. ampl. Brasília, DF: Embrapa Informaçäo Tecnológica
  • Peixes herbivoros da planicie inundavel do Rio Miranda, Pantanal, Mato Grosso do Sul, Brasil. – RESENDE, E. K. de, PEREIRA, R. A. C. ALMEIDA, V. L. L. de – EMBRAPA. Centro de Pesquisa Agropecuaria do Pantanal (Corumba, MS); CNPq/RHAE.
  • INFLUENCIA SAZONAL NO H ˆ ABITO ALIMENTAR DE PIABUCUS MELANOSTOMA (HOLMBERG, 1891)
    (CHARACIDAE, CHARACIFORMES) NO RIO BENTO GOMES, PANTANAL DE POCONE, MATO GROSSO, BRASIL. A.A.A. SOARES e R.F. MORAIS – UNIVAG Centro Universitario Departamento de Ciencias Biologicas

Publicado em Maio/2024

Sobre Edson Rechi 860 Artigos
Aquarista em duas fases distintas, a primeira quando criança e tentava manter peixes ornamentais sem muito sucesso. Após um longo período sem aquários, voltou no aquarismo em 2004, desde então já manteve diversos tipos de aquários como plantado, peixes jumbo, ciclídeos africanos, água salobra, amazônico comunitário e marinho. Atualmente curte e mantém peixes primitivos e ciclídeos neotropicais, suas grandes paixões.

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