Tetra Iguana (Iguanodectes geisleri)

Iguanodectes geisleri (Géry, 1970)

Ficha Técnica

Ordem: Characiformes — Família: Iguanodectidae

Nomes Comuns: Piaba, Tetra Lagarto/Iguana — Inglês: Lizard tetra

Distribuição: América do Sul, bacias do rio Madeira e Orinoco

Tamanho Adulto: 5.5 cm

Expectativa de Vida: desconhecido

Comportamento: pacífico

pH: 5.0 a 7.4 — Dureza: 2 a 6

Temperatura: 22°C a 28°C

Distribuição e habitat

Distribuído nos rios Madeira e Negro na bacia Amazônica do Brasil e sistema superior do rio Orinoco na Venezuela.

No Brasil pode ser encontrado nos estados do Amazonas e Rondônia.

Não existe muita informação a respeito de sua ocorrência, acredita-se que habita pequenos rios de águas negras e sua forma alongada do corpo sugere preferência por ambiente levemente lótico. No sistema do Orinoco, pode estar associado a água cristalina com fundo arenoso, muitas vezes em meio a densa vegetação aquática ou ripícola onde se refugiam.

Espécime em seu ambiente natural. Foto cortesia de Ivan Mikolji

Descrição

Pode ser confundido com I. adujai, mas distinguido pela presença (versus ausência em I. adujai) de uma faixa lateral preta sob a faixa vermelha no corpo.

Apresenta corpo alongado e comprimido lateralmente, forma cônica que favorece picos de velocidade. Coloração cinza verde-oliva. Os flancos são marcados com uma linha vermelha cereja que suporta uma linha brilhante e, finalmente, uma linha preta. As nadadeiras também são tingidas de vermelho e a nadadeira caudal tem um grande ponto oval preto.

A boca terminal é munida com vários dentes incisiformes e pluri-cúspides. Apesar desta dentição pronunciada, esta espécie não demonstra nenhuma agressão particular em relação aos seus congêneres, bem como outras espécies de peixes. No entanto, a espécie é territorial e pode, neste caso, disputar rispidamente com outro peixe durante a alimentação, onde os melhores lugares são defendidos.

Criação em Aquário

Aquário com dimensões mínimas de 80 cm de comprimento e 30 cm de largura desejável.

A decoração do aquário deverá conter preferencialmente substrato arenoso e algumas raízes, embora a espécie também irá apreciar um aquário densamente plantado. A água deve ser macia e ácida, e idealmente âmbar para lembrar o habitat original desse peixe. Os taninos de raízes lançadas na água terão o efeito desejado.

Esta espécie é sensível a condições de água precárias e nunca deve ser introduzida em aquários biologicamente imaturos.

Comportamento

Costuma ser pacífico sendo ideal para aquário comunitário com peixes de porte similar e comportamento semelhante.

Procure manter um grupo de pelo menos 10 espécimes. A interação entre os machos rivais é interessante de se observar e exibirão cores bastante chamativas quando competem por atenção feminina ou posição hierárquica dentro do grupo.

Mantenha mais fêmeas do que machos, se possível, para evitar que elas sejam assediadas excessivamente.

Espécime fêmea

Reprodução

Ovíparo. Similar a dos pequenos Caracídeos, fêmea desova livremente e parceladamente em meio a plantas ou substrato. Pais não cuidam da progênie.

Dimorfismo Sexual

Os machos adultos possuem marcas vermelhas nas nadadeira peitoral, pélvica, anal e caudal que estão ausentes em fêmeas.

Alimentação

Onívoro. Em seu ambiente natural se alimenta de pequenos invertebrados, crustáceos, algas filamentosas, frutas caídas e sementes.

Em aquário aceitará prontamente alimentos secos e vivos.

EtimologiaIguanodectes: Arawak, iwana = o nome de um lagarto (Iguana); citado por Cristóbal Colón, deu também o nome à ilha de Guanahani.

Geisleri; homenagem ao ictiólogo alemão Dr. Rolf Geisler.

Sinônimos: não possui.

Referências

  1. Moreira, C., 2003. Characidae – Iguanodectinae (Characins, tetras). p. 172-181. In R.E. Reis, S.O. Kullander and C.J. Ferraris, Jr. (eds.) Checklist of the Freshwater Fishes of South and Central America. Porto Alegre: EDIPUCRS, Brasil.
  2. Taphorn, D., R. Royero, A. Machado-Allison and F. Mago Leccia, 1997. Lista actualizada de los peces de agua dulce de Venezuela. p.55-100. In E. La Marca (ed.) Catálogo zoológico de Venezuela. vol. 1. Vertebrados actuales y fosiles de Venezuela. Museo de Ciencia y Tecnologia de Mérida, Venezuela.
  3. Moreira, CR, 2002 – Unpublished Master Dissertation, Universidade de São Paulo, São Paulo.
    Relações Filogenéticas em Iguanodectinae (Teleostei; Characiformes; Characidae).

Ficha por (Entered by): Edson Rechi — Fevereiro/2018
Colaboradores (collaboration): –

Sobre Edson Rechi 661 Artigos
Aquarista em duas fases distintas, a primeira quando criança e tentava manter peixes ornamentais sem muito sucesso. Após um longo período sem aquários, voltou no aquarismo em 2004, desde então já manteve diversos tipos de aquários como plantado, peixes jumbo, ciclídeos africanos, água salobra, amazônico comunitário e marinho. Atualmente curte e mantém peixes primitivos e ciclídeos neotropicais, suas grandes paixões.

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