Pet Fish

Por Renato Moterani – Março/2016

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O termo “PetFish” é bem antigo e não encontrei nada que reporte exatamente sua origem, hoje ele é usado entre os jumbistas para definir peixes que, devido principalmente a seu comportamento muito agressivo ou predador, não podem ser mantidos com outros peixes. Em outros casos esses peixes são mantidos sozinhos devido a alguma condição especial que é exigida para sua manutenção.

Mas esse termo é bem mais amplo que isso, pode se referir simplesmente a um peixe criado sozinho, por escolha simples do aquarista, ou ainda se referir a um aquário montado para valorizar apenas um peixe em especial, onde até podem existir outros, que serão coadjuvantes na montagem.

Olhando por esse prisma, o primeiro pet fish que se tem notícia foi o kinguio, naquela clássica montagem em um aquário redondo. Hoje o mais popular de todos os pet fishes é o Betta.

Entre os jumbistas, existe uma vasta gama de peixes criados dessa maneira, acredito que o mais popular nesse estilo sejam os Flower Horns, peixes que além de agressivos, possuem um sistema imunológico muito fraco e acabam perecendo por problemas intestinais causados por protozoários que são comuns em outros peixes, vivendo bem em seus intestinos sem causar doença.

Vou detalhar um pouco as modalidades de aquários possíveis para quem quer ter um Pet Fish:

Montagem Simples

Muito comum para Flowers, apenas a caixa de vidro, sem decoração, no máximo se utiliza substrato colorido, que realça as cores do peixe.

Montagens desse tipo geralmente são tocadas com canisters, como a quantidade de dejetos é bem pequena, não se faz necessária uma filtragem de grande porte. Um aquário de 150 a 200 litros se aplica bem nesse caso, sendo uma ótima opção para apartamentos.

Mas outros tipos de peixe também podem ser mantidos nesse sistema, fora do Brasil são comuns aruanãs asiáticas mantidas em grandes aquários desse tipo e nesse caso já cabe a utilização de um sistema de filtragem mais complexo, com sump.

Biótopo

Utilizada quando se pretende manter espécies mais exigentes, como pequenos snakeheads por exemplo, ou quando o aquarista busca um ambiente mais decorado para sua casa e seu peixe.

Esse é meu estilo favorito, permite uma combinação quase infinita de layouts, misturando vários elementos diferentes, substrato, plantas, troncos e rochas, buscando criar um pedaço da natureza, onde o peixe será o destaque sempre.

Para quem acompanha meu projeto dos poraquês já deve ter percebido que esse foi o estilo escolhido por mim para seu aquário.

Na verdade o que escolhi é um pouco diferente, um terceiro estilo, onde existe uma fauna principal e uma coadjuvante, que não é menos importante, apenas não será o foco principal.

No meu caso eu optei por colocar pequenos peixes junto com os poraquês, pelo menos no aquário atual dele, já mantive peixes dessas espécies juntos sem que o grande tenha devorado os pequenos, exatamente porque são pequenos demais.

Isso acontece com várias outras espécies de grandes predadores, que podem ser mantidos em harmonia com pequenos tetras sem vê-los como alimento.

Coisas que você precisa saber antes de começar seu projeto:

Escolha bem a espécie que pretende manter, nem todos os peixes gostam de ficar sozinhos e isso pode prejudicar muito o resultado da montagem.

Após escolhida a espécie, estude profundamente seus hábitos, tanto na natureza quanto em aquário, suas preferências por ambiente mais ou menos decorado, mais ou menos iluminado, se com ou sem plantas.

Uma dica importante, que parece básica, mas é um erro comum, escolha seu peixe, monte seu aquário e só depois COMPRE o peixe, uma montagem feita às pressas sempre está sujeira a muitos erros e contratempos.

A pressa sempre será inimiga da perfeição, execute seu projeto com calma, cuidado e paciência, o resultado final sempre valerá a pena.

 

Sobre Renato Moterani 16 Artigos
Natural de São Paulo-SP, é aquarista desde 1986, na época foi a uma avicultura (não existia o termo Pet Shop..rs) e comprou um peixe chamado Oscar, colocou esse peixe junto dos neons e espada de seu irmão mais velho, duas semanas depois ganhou esse aquário do irmão, após todos os peixes serem devorados. É técnico contábil, Servidor Público estadual, trabalhando atualmente no Instituto Butantan, com produção e pesquisa sobre venenos de serpentes. Sempre mantendo peixes jumbo, se especializou na área e desde 2014 mantém o grupo Peixe Grande Aquarismo e a página de mesmo nome. Atualmente possui 4 aquários montados, o maior com 2.200 litros e o menor com 100.

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