Parosphromenus tweediei

 
Macho de Parosphromenus tweediei em fase reprodutiva

Parosphromenus tweediei (Kottelat & Ng, 2005)

Nome Popular: desconhecido

Ordem: Perciformes — Família: Osphronemidae (Osphronemídeos)

Distribuição: Asia; Johor na Malásia

Tamanho Adulto: 2 a 3  cm

Expectativa de Vida: 3 anos

Comportamento: pacífico

Aquário Mínimo: 40 cm X 30 cm X 30 cm (36 Litros)

Temperatura: 24°C a 28°C

pH: 3.0 a 6.6 – Dureza: 1 a 4

Fêmea de Parosphromenus tweediei

Visão Geral

Distribuído em Pontian, Sri Bunian, Kampong e Johor, Malásia. Anteriormente era encontrado no estado de Malaca, ao norte da Malásia, mas acabou extinto desta e outras regiões devido à degradação de seu habitat.

Ocorre em riachos de águas negras e densa vegetação marginal. A água é tipicamente de cor escura coradas com substâncias húmicas e outros produtos químicos liberados pela decomposição de material orgânico e densa vegetação marginal. O conteúdo mineral dissolvido neste habitat é geralmente insignificante, o pH pode ser tão baixo quanto 3.0 ou 4.0 e o substrato normalmente é repleto de folhas caídas, galhos e raízes de árvores submersas.

Atualmente seu ambiente encontra-se bastante degradado e a espécie pode ser encontrada em pequenos pântanos turfosos modificados como valas de irrigação e canais em bordas de estrada, sendo considerado vulnerável.

Introduzido no aquarismo desde o século XX, porém identificado erroneamente como P. deissneri, onde é citado com frequência em inúmeras literaturas aquarísticas. Resultados de análises filogenéticas de Rüber et al. (2006) sugerem que o gênero Parosphromenus está estreitamente relacionado com a maioria de espécies de Betta ou Trichopsis no sentido evolutivo.

Assim como outros indivíduos da ordem Anabantoidei, esta espécie possui órgão acessório de respiração conhecido como labirinto que permite o peixe respirar ar atmosférico.

Este órgão é formado por uma modificação no primeiro arco branquial, altamente vascularizado e ricamente irrigado por vasos sanguíneos, que faz com que o ar passe bem próximo da corrente sanguínea, proporcionando a troca de oxigênio com o sangue por meio de difusão. A estrutura do órgão varia de complexidade entre as espécies, tendendo a ser mais desenvolvido em espécimes que habitam ambiente privado de oxigênio.

Enquanto a maioria dos peixes que possuem o labirinto pode ser observado tomando goles de ar na superfície com relativa frequência, espécies do gênero Parosphromenus o fazem com menor frequência.

Aquário & Comportamento

Pode ser mantido em um aquário totalmente decorado, embora muitos criadores preferem não usar substrato devido a facilidade de manutenção.

Raízes de madeira e ramos podem ser utilizados e colocados de tal forma que formem alguns pontos sombreados. A adição de folhas secas no substrato enfatiza seu habitat natural, além de criar uma colônia de pequenos seres que poderão servir secundariamente de alimento, além de liberar taninos e outros produtos químicos benéficos para peixes oriundos de ambientes de água negra. Plantas altas também poderão ser utilizadas.

Por ser uma espécie de ambiente lêntico, deve-se evitar criar forte fluxo na água.

Seu comportamento é pacífico e ficará melhor se mantido sozinho ou casal, embora pequenos peixes pacíficos possam ser mantidos junto com a espécie.

Reprodução & Dimorfismo Sexual

Ovíparo. Desovam em pequenas cavernas ou entre amontoado de folhas. Formam casal temporário e após a desova, apenas o macho se torna responsável pelos ovos.

A característica comum da espécie durante o acasalamento é o comportamento do macho que adota uma posição de cabeça para baixo (ou para cima) na horizontal, cortejando e atraindo a fêmea até que esta libere os ovos junto ao local pré determinado. Os ovos são liberados durante uma série de abraços, conhecido como abraço nupcial, onde o macho envolve seu corpo em torno da fêmea.

Alguns machos podem construir um ninho de bolha rudimentar, enquanto outros preferem anexar os ovos livremente.

Os alevinos eclodem em até 36 horas e nadam livremente após cerca de 4 a 6 dias. O cuidado parental do macho acontece até uma semana após os alevinos estarem nadando livremente.

O dimorfismo sexual é evidente com machos apresentando coloração mais chamativa do que as fêmeas e cor azul ou vermelho na nadadeira dorsal, anal e caudal.

Espécime coletado em Johor na Malásia

Alimentação

Carnívoro. É um micro-predador que se alimenta de pequenos invertebrados aquáticos. Em aquário poderá não aceitar alimentos secos, devendo ser fornecido alimentos vivos regularmente como artêmias, daphnia, larva de mosquito e microvermes.

Etimologia: Parosphromenus; do latim paro = “do lado” + nome genérico osphromenos = para cheirar.

tweediei; nomeado em homenagem a Michael WF Tweedie (1907-1993), ex-diretor do Museu Raffles em Singapura e importante ictiologista com inúmeras publicações na década de 1950.

Referências

  1. Kottelat, M. and P.K.L. Ng, 2005. Diagnoses of six new species of Parosphromenus (Teleostei: Osphronemidae) from Malay Peninsula and Borneo, with notes on other species. Raffles Bull. Zool. Supplement
  2. Parosphromenus tweediei em The Parosphromenus Project

Ficha por (Entered by): Edson Rechi — Dezembro/2016
Colaboradores (collaboration): –

Sobre Edson Rechi 769 Artigos
Aquarista em duas fases distintas, a primeira quando criança e tentava manter peixes ornamentais sem muito sucesso. Após um longo período sem aquários, voltou no aquarismo em 2004, desde então já manteve diversos tipos de aquários como plantado, peixes jumbo, ciclídeos africanos, água salobra, amazônico comunitário e marinho. Atualmente curte e mantém peixes primitivos e ciclídeos neotropicais, suas grandes paixões.

2 Comentário

    • Beleza? Você pode fornecer cistos de artêmias na primeira semana, partindo para artêmias recém eclodidas e gema de ovo na semana seguinte. Na terceira semana poderá ir ministrando rações de ciclídeos trituradas.

       

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