Killifish Rachow (Nothobranchius rachovii)

Nothobranchius rachovii (Ahl, 1926)

Ficha Técnica

Ordem: Cyprinodontiformes — Família: Nothobranchiidae

Nomes Comuns: Killifish Rachow — Inglês: Bluefin notho, Rachow’s notho

Distribuição: África, várzeas do do rio Pungoé e Zambeze

Tamanho Adulto: 5 a 6 cm

Expectativa de Vida: 1 ano*

Comportamento: pacífico

pH: 6.0 a 7.4 — Dureza: 4 a 6

Temperatura: 20°C a 24°C

Distribuição e habitat

Distribuído próximo da cidade de Beira em Moçambique até o Parque Nacional Kruger, na África do Sul, e norte do delta do rio Zambeze.

Ocorre em poças temporárias de água e pântanos localizados principalmente em planícies inundadas em terras baixas. Os níveis de água nesses habitats, sazonalmente variáveis, ​​normalmente diminuem durante a estação seca e, por fim, tornam-se completamente seco por vários meses a cada ano.

Espécies de plantas aquáticas incluem espécies de NympheaOtteliaLagarosiphon Utricularia com peixes simpátricos comuns incluindo seus congêneres N. kadleci e N. orthonotus, além de Clarias gariepinusCtenopoma multispineProtopterus annectens e alguns Barbus não identificados. Alguns habitats aparentemente são usados ​​para o cultivo de arroz de baixa intensidade e subsistência.

Nothobranchius rachovii “Beira 98”

Descrição

Um peixe muito atraente, seu corpo é vermelho-alaranjado, recoberto por escamas azuis iridescentes. As nadadeiras dorsal, anal e pélvica são azuis com marcas vermelhas. A nadadeira caudal tem uma faixa laranja espessa e afiada com uma faixa preta. Existem variações de cores conforme seu local de coleta.

Populações do sul e norte exibem diferenças no padrão de coloração e morfologia e foram descritos como N. pienaari e N. krysanovi, respectivamente, indicando que N. rachovii é restrito à área entre as bacias dos rios Pungoé e Zambeze, leste de Moçambique.

Existe uma linhagem reproduzida em aquário que aparentemente é derivada de uma importação feita por Roloff em 1958, enquanto outras coleções são geralmente rotuladas com algum código para que possam ser separados, limitando assim a possibilidade de hibridação.

Exemplos incluem ‘Beira 1998’ em referência a uma coleção comercial feita naquela área durante 1998 e MOZ 99/1, MOZ 99/2, MOX 99/3, etc. em que ‘MOZ’ representa ‘Moçambique’, ’99’ a ano de coleta (1999) e a última localidade da coleta.

Criação em Aquário

Aquário com dimensões mínimas de 30 cm de comprimento e 20 cm de largura desejável.

Esta espécie necessita de uma configuração específica para que seja mantida com sucesso e se reproduza. A decoração do aquário deverá possuir um substrato escuro, de preferência turfa, bem como plantio denso de macrófitas incluindo flutuantes se possível.

Mantenha o aquário bem tampado, são propensos a pular.

Comportamento

Deve ser mantido em aquário mono espécie. Os machos podem ser bastante agressivos um com o outro, se dois forem mantidos, você precisará de um tanque bastante espaçoso.

Mantenha as fêmeas na proporção de 2-3 fêmeas por macho, pois as fêmeas serão fortemente perseguidas para se reproduzir.

Reprodução

Ovíparo. Peixe anual. Atinge a maturidade sexual após 12 semanas.

Quando os seus habitats naturais se tornam dessecados durante a estação seca, os peixes adultos morrem, deixando os ovos fertilizados dentro do substrato. Estes são resistentes à dessecação e permanecem lá até que as chuvas retornem cerca de 5 a 6 meses mais tarde, altura em que a os alevinos eclodem e crescem muito rapidamente com a maturidade sexual sendo atingida em poucas semanas.

A vida útil típica no aquário é de 6 a 12 meses e os ovos devem ser armazenados a uma temperatura de 21 a 25 ° C durante 5-7 meses antes de serem molhados.

Fêmea em primeiro plano e macho, respectivamente, em ritual de reprodução

Dimorfismo Sexual

Os machos são maiores e mais coloridos que as fêmeas.

Alimentação

É um micropredador que em seu ambiente natural se alimenta de vermes, crustáceos e insetos.

Em aquário aceitará alimentos secos e vivos. Embora poderá aceitar alimento seco com relativa facilidade, sua dieta deverá consistir primariamente em Daphnia, artêmia e bloodworm, entre outros micro alimentos.

Etimologia:

Nothobranchius; do grego nothos = falso + grego,brangchia = brânquia. Rachovii, nomeado em homenagem a Arthur Rachow, ictiólogo e veterano aquarista alemão que ajudou a descrever algumas espécies de peixes, principalmente Killifish.

SinônimosAdiniops rachovi

Referências

  1. Shidlovskiy, K.M., B.R. Watters and R.H. Wildekamp, 2010. Notes on the annual killifish species Nothobranchius rachovii (Cyprinodontiformes; Nothobranchiidae) with the description of two new species. Zootaxa
  2. Eschmeyer, W.N., 1990. Catalog of the genera of recent fishes. California Academy of Sciences, San Francisco, USA.
  3. Pienaar, U. de V., 1968. The freshwater fishes of the Kruger National Park. National Parks Board of Trustees of the Republic of South Africa
  4. Robins, C.R., R.M. Bailey, C.E. Bond, J.R. Brooker, E.A. Lachner, R.N. Lea and W.B. Scott, 1991. World fishes important to North Americans. Exclusive of species from the continental waters of the United States and Canada. Am. Fish. Soc. Spec. Publ.

Ficha por (Entered by): Edson Rechi — Abril/2018
Colaboradores (collaboration): –

Sobre Edson Rechi 685 Artigos
Aquarista em duas fases distintas, a primeira quando criança e tentava manter peixes ornamentais sem muito sucesso. Após um longo período sem aquários, voltou no aquarismo em 2004, desde então já manteve diversos tipos de aquários como plantado, peixes jumbo, ciclídeos africanos, água salobra, amazônico comunitário e marinho. Atualmente curte e mantém peixes primitivos e ciclídeos neotropicais, suas grandes paixões.

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