Ninja Woodcat (Tatia musaica)

 

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Tatia musaica (Royero, 1992)

Nome Popular: em português desconhecido — Inglês: Ninja Woodcat

Ordem: Siluriformes — Família: Auchenipteridae (Auchenipterídeos)

Distribuição: América do Sul; bacias dos rios Atabapo e Autana, no alto do rio Orinoco

Tamanho Adulto: 6 cm

Expectativa de Vida: desconhecido

Comportamento: pacífico, gregário

Aquário Mínimo: 60 cm X 30 cm X 30 cm (56 litros)

Temperatura: 24°C a 30°C

pH: 6.0 a 7.4 – Dureza: 6 a 10

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Visão Geral

Ocorrem em rios de ambiente lótico, preferindo zonas litorâneas adjacentes à linha costeira sobre fundo arenoso e desprovido de qualquer tipo de vegetação. Espécie bastante adaptável a inúmeros parâmetros de água.

Muitas vezes referido como Centromochlus musaica. Seu gênero é incerto.

Aquário & Comportamento

Aquário deverá possuir substrato arenoso e iluminação preferencialmente fraca a moderada. De hábito noturno, passa a maior parte do tempo escondido, exceto quando subornado com alimentos. Desta forma, o aquário deverá possuir bastante refúgios escuros ou sombreados formados por troncos, rochas ou tubos de plástico.

Possui comportamento pacífico, podendo ser criado em aquário comunitário com peixes de pequeno porte e pacíficos. É totalmente pacífico com seus coespecíficos podendo ser mantido sozinho ou em grupo.

Reprodução & Dimorfismo Sexual

Ovíparo. A fertilização é interna com ovos sendo depositado em cavernas, ou ninho de plantas próximo a superfície, pela fêmea entre 24 e 48 horas após a fecundação.

O dimorfismo sexual é evidente com machos apresentando nadadeira anal estendida, que é utilizada de forma similar ao gonopódio presente em peixes vivíparos como os Poecilídeos. A fêmea possui corpo de forma mais roliça, principalmente em época de reprodução.

Alimentação

Onívoro, essencialmente insetívoro. Em seu ambiente natural se alimenta principalmente de formigas, besouros e mingus. Em aquário aceitará prontamente alimentos secos e vivos.

Ao contrário dos peixes-gato que costumam se alimentar no fundo, esta espécie se alimenta principalmente na superfície. Por apresentar comportamento tímido, deve-se fornecer alimentos principalmente algum tempo depois de apagar as luzes.

EtimologiaTatia; em homenagem ao ictiólogo inglês Charles Tate Regan.

Referências

  1. Ferraris, C.J. Jr., 2003. Auchenipteridae (Driftwood catfishes). p. 470-482. In R.E. Reis, S.O. Kullander and C.J. Ferraris, Jr. (eds.) Checklist of the Freshwater Fishes of South and Central America. Porto Alegre: EDIPUCRS, Brasil.
  2. Giarrizzo, T., R.R. de Sena Oliveira, M.C. Andrade, A.P. Gonçalves, T.A.P. Barbosa, A.R. Martins, D.K. Marques, J.L.B. dos Santos, R. de P., da S. Frois, T.P.O. de Albuquerque, L.F.de A. Montag, M. Camargo and L.M. de Sousa, 2015. Length-weight and length-length relationships for 135 fish species from the Xingu River (Amazon basin, Brazil).
  3. Sarmento-Soares, L.M. and R.F. Martins-Pinheiro, 2008. A systematic revision of Tatia (Siluriformes: Auchenipteridae: Centromochlinae). Neotrop. Ichthyol.

Ficha por (Entered by): Edson Rechi — Dezembro/2016
Colaboradores (collaboration): –

Sobre Edson Rechi 769 Artigos
Aquarista em duas fases distintas, a primeira quando criança e tentava manter peixes ornamentais sem muito sucesso. Após um longo período sem aquários, voltou no aquarismo em 2004, desde então já manteve diversos tipos de aquários como plantado, peixes jumbo, ciclídeos africanos, água salobra, amazônico comunitário e marinho. Atualmente curte e mantém peixes primitivos e ciclídeos neotropicais, suas grandes paixões.

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